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Maioria dos pilotos da Stock aposta no título de Hamilton

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Stock Car 2021

Mas é Verstappen quem tem a maior torcida no grid da Stock Car. Veja a enquete

Uma enquete entre os pilotos que competem na Stock Car Pro Series em 2021 mostra que a maioria deles torce por Max Verstappen, mas acredita no título de Lewis Hamilton. Foram ouvidos 32 pilotos, com a abstenção de apenas um deles, que não quis informar quem é sua aposta para ser o campeão de 2021 e também para quem está torcendo.

Segundo a enquete realizada ontem durante a etapa do Velocitta, houve praticamente um empate técnico quando se trata de apostar em quem será campeão: 17 pilotos (54,8%) acreditam que Lewis Hamilton irá conquistar seu oitavo título, com 14 (45,2%) colocando as fichas em Max Verstappen. Sobre quem estão apoiando, Verstappen leva uma vantagem razoável: 19 (61,2%) assistem às provas da F-1 torcendo pelo piloto da Red Bull, com Hamilton merecendo o apoio de 9 pilotos (29%). Três pilotos afirmaram não torcer por nenhum deles.

“Hamilton está no auge” – “Eu acredito que o Hamilton será o campeão. Ele é um dos maiores da história e está ainda no auge”, disse Felipe Massa. “Mas a Fórmula 1 e o esporte precisam de renovação e é por isso que nesse momento eu torço um pouco mais pro Max. Seria muito bom termos um novo campeão”, completou.

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Outro piloto de Fórmula 1 que atualmente disputa o título da Stock Car, Ricardo Zonta acredita que a equipe Mercedes fará a diferença. “Eu acho que a experiência da Mercedes vai fazer uma boa diferença para o Hamilton. Ele também é bem experiente, mas acredito que do atual momento até o final da temporada serão a estratégia e o equipamento que farão a diferença na briga entre os dois pilotos”, disse ele, que também torce pelo piloto inglês. “Lógico que muita coisa pode acontecer, por que a briga está muito parelha, mas olhando agora eu vejo essa vantagem a favor do Hamilton e da Mercedes”.

Vencedor de uma prova em 2021, Lucas Foresti é um dos que torce por Verstappen e também acha que ele vai chegar ao primeiro título. “Eu aposto todas as minhas fichas no Verstappen. Acredito que muito de um piloto ser ou não campeão vem do momento que ele vive e do entusiasmo que ele passa pra equipe. Eu consigo ver que a Red Bull vai fazer de tudo para ele ser campeão, é uma briga de tudo ou nada pra eles”, definiu. “Acho que o duelo entre as duas equipes atingiu um clímax que a gente não tinha visto antes e agora o que vai fazer alguma diferença é aquele sopro a mais que só quem está colocando toda a sua energia vital pode oferecer. E isso eu vejo tanto no Max quanto na Red Bull”.

Representante da nova geração da Stock Car, Bruno Baptista tem a mesma idade de Verstappen, 24 anos, e não esconde o entusiasmo pelo piloto da Red Bull. “Eu cheguei na Stock Car como novato em 2018 e tive que me esforçar muito para conquistar a primeira vitória. Depois desse marco, o próximo objetivo é evoluir para tentar o título. Por isso eu me identifico com os pilotos mais jovens da Fórmula 1. E é por isso que estou torcendo para o Verstappen, quero muito que ele seja campeão, por que isso vai ser uma inspiração para todo mundo que ainda é novo e está batalhando no automobilismo profissional”, disse Bruno Baptista. “Mas, sendo frio e analisando o que aconteceu até aqui, eu acredito que o Hamilton vai virar esse jogo e conquistar o campeonato. De qualquer forma, eu acho que o Max já está dando o seu recado. Se não for agora, ele será campeão em breve”. Curiosamente, na Stock Car Baptista usa o número 44, o mesmo utilizado por Lewis Hamilton.

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Como uma equipe de F1 se prepara para uma pista nova

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Circuito Jeddah Corniche

Abaixo você vai ler um texto da McLaren que entra a fundo em como uma equipe de Fórmula 1 se prepara para uma corrida numa pista conhecida e principalmente numa pista desconhecida.

Trata-se se um texto minucioso que poucas ou nenhuma vez foi publicado tão abertamente aos fãs por qualquer equipe. É um grande aprendizado para se compreender algumas das minúcias importantes de um esporte onde são os pequenos detalhes que fazem a diferença.

A Fórmula 1 sempre foi um esporte apaixonado por sua própria história, mas essa paixão é mais do que puramente simbólica. Embora ainda haja um amplo espaço para drama, inspiração e magnificência geral, o valor da análise dos números não pode ser ignorado. Assim como os escoteiros, o mantra da F1 é “estar preparado”. O desempenho anterior é sempre a linha de base para a próxima corrida. Mergulhe fundo no labirinto subterrâneo do Centro de Tecnologia McLaren e você encontrará folhas de configuração que remontam aos dias de Bruce e Denny e, enquanto nosso departamento de engenharia de corrida atual não se aventura tão profundamente em nossa história – no curso normal de preparação para a corrida – eles estudarão atentamente os dados das corridas dos últimos anos, enquanto os estrategistas podem olhar para uma década atrás para julgar coisas como a probabilidade de um safety-car. Mas o que acontece quando você não pode fazer isso?

O que acontece quando a próxima corrida é, em termos de dados, um buraco negro? Isso vem de muitas formas, e estamos experimentando a maioria delas no final desta temporada. Yas Marina, depois de Jeddah, com suas novas curvas inclinadas é uma versão suave, com uma quantidade da pista bem conhecida sendo transformada em algo novo; por outro lado, Losail, da última vez apresentou um desafio mais difícil, com F1 nunca tendo visitado – nem numa sessão de teste – e informações de outras fontes de quatro rodas, na melhor das hipóteses, incompletas. No entanto, foi muito mais fácil se planejar para o GP do Catar do que para o GP da Arábia Saudita que será realizado em um circuito tão novo que a tinta ainda está secando.

Então, o que a equipe faz para se preparar? Muitas pessoas gostam de surpresas, mas absolutamente nenhuma delas trabalha com engenharia de corrida ou estratégia para uma equipe de Fórmula 1. O planejamento nas semanas e meses antes de uma corrida tem a tarefa de minimizar as suposições quando a equipe chega ao circuito. Isso é crucial. Com tempo limitado e uma quantidade limitada de pneus novos, não há tantas oportunidades de tentar coisas na pista – especialmente nesta temporada de sessões de treinos mais curtas. Se o carro básico for bom, esses experimentos de acerto de carro podem ter a tarefa de adicionar desempenho, em vez de corrigir problemas subjacentes. É uma história semelhante com a estratégia: se a equipe chegar com uma ideia clara da estratégia provável, ela pode implantar sua alocação de pneus na sessão de treinos para investigar os parâmetros estratégicos principais: por exemplo, seria uma perda de tempo gastar a maioria das voltas correndo com pneus duros, se a corrida for feita numa sequência clara de macio-médio com apenas uma parada.

Na maioria dos circuitos, os dados históricos das últimas temporadas são o princípio orientador para fazer essas suposições de base e, neste ponto do ano, são usados em conjunto com os dados de circuitos semelhantes visitados na primeira metade do ano. Para uma pista nova, os dados históricos não existem. Cada parte da equipe, portanto, deve iniciar sua preparação desde os princípios básicos.

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“Perda no pitlane durante uma parada, comportamento do pneu, ultrapassagem”, diz Randy Singh, Diretor de Estratégia, destacando os principais tópicos que seu grupo precisa entender antes de fazer recomendações de estratégia. “Precisamos entender todos os parâmetros-chave para sabermos quantas paradas provavelmente faremos, qual será a estratégia para a corrida, quais pneus são os preferidos e assim por diante. Queremos saber antes de ir para o circuito, porque esse conhecimento vai influenciar os pneus que usaremos – e removeremos da alocação – nos treinos de sexta-feira e sábado”.

Para os pneus, a tarefa é estimar o impacto do layout da pista: quanta energia é aplicada a eles; quão áspero é o asfalto; se ele é susceptível a formar graining (macarrãozinho) ou bolhas. Embora as ferramentas de simulação – tanto do tipo offline quanto dos simuladores com o “piloto dentro do carro” – tenham se tornado altamente sofisticadas, o desempenho do pneu continua difícil de prever, com a equipe contando com varreduras de pista e dados coletados pela Pirelli sobre a abrasividade (ou falta dela ) do asfalto e para fornecer os valores iniciais.

Pitwall da McLaren

“Em um novo circuito, mais do que em um evento normal, você espera que as coisas mudem em relação às suas expectativas pré-evento”, diz Randy, “então haverá mais esforço do que o normal para verificar como os pneus estão se comportando no TL1 e, em seguida, atualizar as medições no TL2, ao mesmo tempo que olhamos para o que queremos fazer no próximo treino.”

Para trabalhar a perda na parada de box – simplesmente o tempo perdido ao fazer um pit stop – em um novo circuito, a equipe tem vários métodos à sua disposição. “Temos várias maneiras de estimar a perda de uma parada para troca de pneus”, confirma Randy. “O mais simples é apenas usar os desenhos do layout do circuito: você pode tentar descobrir quais velocidades os pilotos atingirão na linha de corrida e durante o pitlane, e isso ajuda a calcular quanto tempo adicional leva para um carro que entra no box contra um que não – embora também tenhamos o simulador que nos ajuda a estimar a perda no pit.”

O elemento final da discussão da estratégia gira em torno de ultrapassagens. Em pistas onde se espera que as ultrapassagens sejam muito difíceis – Mônaco, Imola, Hungaroring, por exemplo – o uso das sessões de treinos e o eventual acerto do carro é fortemente favorável à classificação: em pistas onde se espera que ultrapassagens sejam feitas – Xangai, por exemplo, ou Baku – o acerto para a corrida é considerado muito importante: “Recebemos feedback de todos os nossos pilotos, incluindo os pilotos do simulador, sobre como será difícil ou fácil”, diz Randy. “Também consideramos o layout da pista e medimos as seções de uma nova pista com seções semelhantes de outras pistas para ter uma ideia de como ela se compara. A partir disso, chegamos a uma estimativa de onde fica o delta de ultrapassagem. E, novamente, vamos atualizar isso no TL1 e TL2 na sexta-feira, perguntando aos pilotos quando eles estão seguindo outro carro ou sendo seguido, como é fácil se defender ou ultrapassar.”

Simulação, simulação, simulação

Se o departamento de estratégia determina o que queremos fazer, o trabalho da engenharia de corrida é descobrir como o faremos. Todo esse trabalho depende muito do uso de simulação – mas nem tudo da maneira que a maioria das pessoas supõe. O simulador com o piloto “dentro do carro” tende a atrair a atenção, mas a maior parte dos esforços de simulação da equipe são offline, varrendo várias iterações de acerto para determinar os níveis das asas, altura do carro em relação à pista, rigidez e assim por diante puramente em software. Os resultados mais promissores são então transferidos para o simulador com o piloto “dentro do carro”. Aqui temos nossos pilotos de teste e desenvolvimento Oliver Turvey e Will Stevens trabalhando com a própria equipe de engenharia do simulador para refinar o acerto. Eles começam este processo meses antes da corrida, mas à medida que a data se aproxima, eles compartilharão o tempo de simulação com os pilotos titulares e sua própria equipe de engenheiros que vêm ao simulador para adicionar ao processo e fazer sua própria preparação. Para o circuito de Jeddah, Oliver começou a simular o circuito no início do outono; os pilotos começaram suas sessões após a recente corrida no Catar.

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O valor disso, é claro, depende da qualidade da simulação. Com a pista estabelecida, há uma variedade de fontes de dados disponíveis, e as equipes podem” comprar mapas prontos para uso” e combiná-los com sua própria telemetria de anos anteriores, varreduras de pista e outros pontos de dados para produzir algo muito preciso. Com um circuito totalmente novo, é um pouco mais básico. Os mapas são construídos a partir dos desenhos arquitetônicos antes de o circuito ser concluído e, em seguida, maior fidelidade é adicionada à medida que se adquire mais conhecimento sobre o circuito – talvez de varreduras 3D ou dados da Pirelli. “Os mapas do simulador são muito bons”, diz Randy. “Podemos usá-los para ajudar os pilotos a teimar e se familiarizar com a pista. Com treinos limitados de apenas duas horas na sexta-feira, e realisticamente apenas quatro jogos de pneus, queremos ter certeza de que os pilotos gastam o mínimo de tempo possível aprendendo a pista e muito mais otimizando seu desempenho”.

Quando chega a sexta-feira

Mesmo para um circuito conhecido, o simulador não é totalmente fiel: as superfícies mudam e são remendadas, o afundamento cria ondulações, as zebras são substituídas, o clima varia de ano para ano e as primeiras voltas na sexta-feira costumam ser para encontrar as diferenças entre o velho e novo. Com um novo circuito, esse é ainda mais o caso. “O simulador não será perfeito”, reconhece Randy. “Os pilotos precisarão fazer voltas no treino para realmente se familiarizarem com a natureza exata da pista: exatamente onde você pode frear; onde está o nível de aderência. Existem diferentes pontos de referência que você usa? Grande parte da sexta-feira será para familiarização do piloto. ”

Não são apenas os pilotos que precisam se familiarizar com a pista. As simulações off-line terão desenvolvido uma linha de base para o carro – mas há todos os tipos de freios e contrapesos mecânicos que, embora sempre ocorram em segundo plano em uma pista estabelecida, estão na frente e no centro de um novo circuito. Enquanto os pilotos na pista estão dando mais voltas do que o normal, apoiados pelos pilotos de teste e desenvolvimento no simulador, o esforço de engenharia estará trabalhando duro para garantir que o carro seja capaz de lidar com os rigores da nova pista – mas não é sendo muito conservador e deixando o desempenho sobre a mesa – tudo, desde a temperatura do óleo da caixa de câmbio até o desgaste da prancha embaixo do carro, será estudado atentamente.

Depois de tudo montado, devemos ser capazes de abordar uma nova pista como qualquer outra. A intenção é que, ao se classificar no sábado à noite, o Circuito Jeddah Corniche seja tão confortável e familiar quanto Monza ou Interlagos… se tivermos feito nosso dever de casa corretamente.


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