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Os melhores pilotos brasileiros de rally de todos os tempos

Jean Azevedo - Sertões 2013

A principal distinção de um rally, enquanto esporte automobilístico, é não ser disputado em um autódromo. Ao contrário, trata-se de uma competição disputada em vias públicas ou privadas, cuja natureza geográfica seja bastante particular em termos de dificuldade de trajeto. A competição pode ser realizada de duas formas: o rally de estrada e o rally de estágio. Como o próprio nome já diz, o rally de estrada acontece em estradas de tráfego comum, e o objetivo não é a velocidade, mas a navegação e o controle do tempo de prova. Já o rally de estágio visa a velocidade; os competidores partem de um determinado ponto e devem atingir outro lugar determinado. Em geral, as provas de rally de estágio duram vários dias, e os trechos percorridos incluem condições geográficas e climáticas bem diferentes.

São muitos os pilotos de rally que se destacam no cenário nacional ao longo da história da modalidade, mas aqueles que, de fato, se transformaram em lendas do esporte, são uns poucos privilegiados pelo talento extremo, dignos de serem protagonistas em quaisquer aplicativos desenvolvidos para a modalidade.

Mais recentemente, alguns pilotos ganharam notoriedade ao, praticamente, monopolizarem as conquistas no esporte; começando por Tunico Maciel, bicampeão brasileiro de rally cross country, 2019/2020, e bicampeão do Rally dos Sertões, 2018/2019, um verdadeiro caçador de títulos, infelizmente falecido durante a edição do Rally dos Sertões de 2020. Tunico Maciel tinha apenas 26 anos quando sofreu a queda fatal entre os municípios de Bacabal e Barreirinhas, Maranhão. Conforme veiculado por sua equipe, a Honda Racing, Maciel era “uma usina de energia positiva”, grande responsável por preparar e nutrir uma nova geração de pilotos. Ser citado como um dos maiores de todos os tempos não é apenas uma homenagem ou reverência, mas, principalmente a constatação de seu talento raro, cuja carreira foi precocemente interrompida.

Júlio César Zavatti, o Bissinho, como é carinhosamente chamado, vem escrevendo seu nome na modalidade com a conquista de sucessivos títulos. Na estante, já são quatro canecos do Rally dos Sertões, 2015/2016/2017 e 2018, além de um bicampeonato brasileiro de rally cross country na categoria Brasil, em 2019 e 2019. O paulista já é destaque no cenário nacional há mais de uma década, mas vem ganhando cada vez mais competições, o que lhe dá um ótimo cartel. Bissinho é um dos pilotos mais vitoriosos da história do esporte.

Um dos principais pilotos de rally no Brasil, e no mundo, Guilherme Spinelli, o Guiga, é carioca de Nova Friburgo. Trata-se de um pentacampeão do Rally dos Sertões, 2003/2004/2010/2011 e 2014, totalizando 14 participações consecutivas, desde 1999. O piloto é formado em Desenho Industrial pela PUC/RJ, e durante algum tempo tentou conciliar as atividades até que se decidiu pelo automobilismo, paixão ainda mais antiga, desde que aprendeu a dirigir uma velha Caravan 6 cilindros, na terra. Participa do Rally Dakar desde 2009, chegando por duas vezes entre os dez primeiros. Por pouco, o automobilismo não o perdeu para o futebol; flamenguista fanático, Guiga chegou a treinar nas divisões de base do time da Gávea e costumava assistir Zico aprimorando cobranças de falta após encerrar o seu próprio treino no clube.

Como não intenciono estabelecer um ranking ou segregar categorias e épocas, a figura de Reinaldo Varela é imprescindível para o automobilismo brasileiro, pois se trata de um pioneiro e de um supercampeão. Varela é um veterano de 60 anos, pouco conhecido do público em geral, mas entre os verdadeiros apreciadores do automobilismo, não há quem não saiba de seus incontáveis títulos. Para que se tenha ideia do talento e longevidade do piloto, recentemente sagrou-se tricampeão do Mundial de Rally Cross Country, 2017/2018/2019, competição muito semelhante ao Rally Dakar, e chancelada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Varela exibe um currículo de causar inveja, são 35 títulos nacionais e internacionais. O piloto paulista contabiliza ao longo da carreira quase 400 provas disputadas, levando 122 vitórias. Varela levou a taça de vencedor do Rally Dakar, em 2018, na categoria UTV (“Utility Task Vehicle”, algo como “veículo utilitário multitarefas”). Sem dúvida alguma, um dos maiores.

Falar de Jean Azevedo, é falar sobre automobilismo e, acima de tudo, falar em rally. O quase cinquentão paulista de São José dos Campos, é heptacampeão do Rally dos Sertões, decacampeão brasileiro rally cross country. São 18 participações no Rally Dakar, conquistando o sétimo lugar por duas vezes (2005 e 2011), e um quinto lugar em 2003, sendo este o melhor resultado de um piloto brasileiro nessa competição. Azevedo é o único brasileiro a vencer etapas na classificação geral. Como se não bastasse, o talento não é só sobre duas rodas, de 2008 a 2012, Jean participou de competições na categoria carros, sendo tricampeão brasileiro cross country em 2008/2009 e 2010. Em 2017, recebeu pela nona vez em sua trajetória, o troféu Moto de Ouro.

Muito embora o rally não seja um esporte das massas, é bastante difundido no Brasil, podendo ser considerado como um clássico entre as diversas modalidades do automobilismo. Aventuras e talentos não faltam neste esporte de tantas paisagens diferentes.

R7- Esportes

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Comentaristas holandeses criticam a Mercedes

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Allard Kalff e Kees van de Grint

A Mercedes “perde o rumo” quando está sob pressão, de acordo com o especialista da RTL, Allard Kalff, que acredita que eles erraram fragorosamente na estratégia de corrida com Hamilton no GP dos EUA.

“E a pressão foi tanta, que a Mercedes a sentiu.”

Com Lewis Hamilton perdendo a pole position para Max Verstappen no Circuito das Américas, o inglês heptacampeão estava sob pressão para acertar na mosca as 56 voltas da corrida de domingo.

Ele fez isso no início, assumindo a liderança de Verstappen na primeira curva. No entanto, a Red Bull respondeu mudando sua estratégia de pit-stop e trazendo Verstappen mais cedo.

Os Touros fizeram o undercut em Hamilton em ambas as paradas, com a Mercedes optando por não reagir à nenhuma das paradas de Verstappen, trazendo Hamilton apenas oito voltas depois da segunda parada.

Isso custou caro, com Verstappen vencendo e Hamilton terminando em P2.

“Eu acho que, quando eles estão sob pressão e não podem decidir por si mesmos, eles se perdem na Mercedes”, disse Kalff ao podcast RTL GP Slipstream.

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“Eu vi outro erro estratégico em Austin porque eles pararam tarde demais depois que Verstappen entrou.”

Kees van de Grint, também da RTL, concorda que os Prateados erraram no GP dos EUA, tanto que ele acha que uma “criança” poderia ter feito as contas e percebido que Hamilton tinha que ir ao box ao mesmo tempo que Verstappen.

“Eles cometeram um erro e depois outro com a segunda parada no box eles esperaram demais”, disse ele. “Uma criança poderia realmente calcular que, apesar do fato de Hamilton ser mais rápido com pneus duros, ele nunca conseguiria chegar.”

“Acho que a Mercedes deveria ter previsto imediatamente, então os danos poderiam ter sido mais limitados. Se você olhar o quão atrasado ele estava e quanto ele teve que compensar, ele tinha zero chance. ”


R7- Esportes

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