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Agora, na cidade da Estrutural tem um Na Hora

A Cidade Estrutural ganhou um posto de autoatendimento do Na Hora Cidades. A nova unidade foi inaugurada nesta terça-feira (14) na sede da Administração Regional, localizada Setor Central, Área Especial 5. Agora, com os serviços, a comunidade passa a ter o acesso aos serviços digitais de diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) e do governo federal.

Cinco computadores, internet gratuita, impressora e um funcionário estarão disponíveis para auxiliar a comunidade, garantindo mais agilidade no atendimento com menos burocracia. A instalação da unidade de autoatendimento do Na Hora na Cidade Estrutural faz parte de uma parceria entre a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) e a administração regional.

O posto de autoatendimento vai ajudar o morador que não tem acesso às facilidades da tecnologia a resolver suas demandas, sem precisar se deslocar para um dos oito postos do Na Hora.

Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, com a pandemia da covid-19 aumentou em 50% a busca da população do Distrito Federal pelos serviços online. “Criamos essa modalidade de serviço para darmos uma resposta digna, respeitosa e eficiente ao cidadão. Estamos aproximando ainda mais os serviços do Estado com a comunidade para transformar a vida das pessoas. É assim que avançamos”, disse Passamani.

O posto de autoatendimento vai ajudar o morador que não tem acesso às facilidades da tecnologia a resolver suas demandas, sem precisar se deslocar para um dos oito postos do Na Hora | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Para a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha, o novo posto de autoatendimento do Na Hora na Estrutural chega para desburocratizar e facilitar a vida da população.

“Neste novo espaço de atendimento ao cidadão será possível, por exemplo, realizar o agendamento para o atendimento no Cras ou atualizar o Cadastro Único. Esse é um serviço que foi pensado para simplificar e proporcionar autonomia aos cidadãos”, destacou.

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A administradora da Cidade Estrutural, Vânia Gurgel, comemorou a oportunidade de a população local acessar os serviços públicos, de forma mais rápida.

“É um privilégio ter o autoatendimento do Na Hora aqui na Estrutural. Vão beneficiar a nossa população, que é carente e muitas vezes não consegue se deslocar para outra cidade, a obter o atendimento necessário”, afirmou.

Espaço próprio

A unidade está instalada em um espaço independente na mesma área onde já funciona a administração da Estrutural. O local já oferece serviços digitais de 30 órgãos, aproximadamente, como o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon), Departamento de Trânsito (Detran), Neoenergia, Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Receita Federal, entre outros. O horário de atendimento é das 8h às 12h e das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira.

O gari Johnatan Dias dos Santos, 25 anos, foi conhecer de perto o posto de autoatendimento do Na Hora Cidades. Depois de conferir que é possível, inclusive, ter a ajuda de um funcionário para resolver as demandas, o rapaz deu o veredito: “Muito bom. Melhorou muito para a gente. Dá pra tirar a segunda via de documentos e marcar atendimento. Vou até indicar para o meu amigo vir logo aqui”, disse.

O Na Hora do Estrutural é o segundo posto desse tipo instalado no DF. Há 60 dias foi inaugurada uma unidade em São Sebastião. O número de atendimentos no local já chega a 800 pessoas, média de 400 por mês

Aline Renata da Silva, 35 anos, não tem dúvidas: a nova unidade vai ajudar as pessoas a ganharem tempo. Dona de um quiosque no Mercado das Flores, na Asa Sul, e moradora da rua do Jockey, próxima à Estrutural, a comerciante ressaltou que, por causa da dificuldade da população mais pobre de acessar a internet, a opção é sempre comparecer pessoalmente aos órgãos.

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‘Estou muito empolgada com essa ideia do governo. Todo mundo vai ganhar tempo. Ninguém vai precisar se deslocar para ir ao Na Hora da rodoviária e nem ficar tentando fazer agendamento pela Internet, de casa. Tem muita gente que nem tem internet. Então, dá para pedir ajuda por aqui mesmo, explicou.

Confiança

Morador da quadra 4, conjunto 6, Francisco das Chagas Fernandes da Silva, 29 anos, também ficou empolgado com o Na Hora Cidades. “Sempre me pedem o CPF. Estou procurando trabalho e acho que preciso ter esse número. Se não puder ser aqui, pelo menos vai ter alguém para me dizer o que tenho que fazer para pegar o documento”, disse.

Interessada em fazer as carteiras de identidade do marido, Edmilson, e da filha, Camilly, 18 anos, Marilene de Souza da Silva, 36 anos, ressalta a confiança no novo posto. “Eu acredito muito mesmo que agora vou conseguir resolver esses problemas. Pelo menos vou sair daqui com tudo agendado”, argumentou  a moradora.

A unidade de autotendimento da cidade Estrutural é o segundo posto desse tipo instalado no DF. Há 60 dias foi inaugurada uma unidade em São Sebastião. O número de atendimentos no local já chega a 800 pessoas, média de 400 por mês.

Agência Brasília

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GDF já investiu R$ 7 milhões na recuperação de canais de irrigação rurais

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A época de seca era um martírio para os produtores do Núcleo Rural Vargem Bonita, no Park Way. Sem chuvas, eles não tinham água para molhar as plantações. Jucilene Dantas Lima, 41 anos, que vive da venda das hortaliças e verduras que planta, se recorda bem desse período. “Teve um ano que perdi praticamente toda minha produção”, conta. “O canal era muito antigo, as manilhas estavam quebradas, a água vazava e não chegava para as chácaras da Rua 3”, explica.

Com a conclusão da obras no canal do Núcleo Rural Córrego da Coruja, em Ceilândia, 48 produtores da região vão trocar a captação improvisada de água do riacho pelo abastecimento feito por um canal tubulado de mais de 5 km de extensão | Foto: Lúcio Bernardo/Agência Brasília

Em outubro, completa um ano que a realidade dos produtores da região mudou. As manilhas de concreto de 30 anos atrás foram substituídas por tubos de PVC que garantem que a água da barragem que abastece a região chegue às 66 famílias no núcleo rural o ano inteiro.

São seis quilômetros de um novo canal e mais de R$ 600 mil que se somam aos R$ 6,4 milhões investidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde 2019 na recuperação de canais de irrigação nas áreas rurais do DF, Canais que garantem segurança hídrica e regularidade no abastecimento para os pequenos agricultores.

33,3quilômetros de canais de irrigação renovados foram entregues pelo GDF em dois anos e nove meses

Em dois anos e nove meses, o GDF entregou 33,3 quilômetros de canais de irrigação renovados, incluindo dois dos principais do DF: o da Vargem Bonita, no Park Way, e o do Núcleo Rural Santos Dumont. Neste último, as tubulações são 100% revestidas com canos de PVC, que são mais resistentes e têm vida útil estimada em 50 anos.

As obras feitas desde 2019 beneficiaram 340 famílias de produtores rurais, que antes sofriam com a falta de água nas plantações. “Tinha chacareiro aqui que tinha que ir na barragem buscar água”, conta a produtora Jucilene Lima, que assumiu com o marido os cuidados com a chácara na Vargem Bonita depois que o sogro faleceu.

O DF tem 72 canais que levam água para as chácaras da área rural. Cerca de 240 quilômetros de tubulação beneficiam aproximadamente 1,6 mil produtores. A maioria deles foi feita de forma tradicional, escavado, a céu aberto. Com o tempo, essas estruturas foram se degradando e aumentando as taxas de infiltração, causando perdas significativas por evaporação ou infiltração no solo.

“As pessoas faziam uma estrutura na área rural que desviava uma parte da água de um córrego, por exemplo. Eles faziam valas no terreno onde a água ia percorrendo até chegar nas propriedades”, explica o secretário-executivo de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Luciano Mendes.

Dos canais de irrigação existentes no DF, os três maiores e mais importantes estão na lista para receber melhorias até o ano que vem

O canal da Vargem Bonita era um dos poucos que tinha algum revestimento, quase a totalidade dos regos d’água era feita na terra. Mesmo assim, ao longo do tempo, a manilha foi se desgastando. Às vezes, até raízes de árvores faziam as manilhas serem retiradas ou quebravam o concreto, o que aumentava as perdas d’água”, afirma o secretário.

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E, nos que não tinham qualquer revestimento, a sujeira acumulada ao longo dos anos, por exemplo, aumentava a infiltração da água no solo”, completa Luciano Mendes.

Segundo a Seagri, cerca de 50% do volume de água que entrava nos antigos canais de abastecimento não chegava para os produtores. Sem os canais, provavelmente os produtores teriam que perfurar poços artesianos, que causam maior impacto ambiental e têm custo mais elevado.

Mais importantes do DF 

Dos canais de irrigação existentes no DF, os três maiores e mais importantes estão na lista para receber melhorias até o ano que vem. Além do de Vargem Bonita, ano passado foi entregue o do Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina. As obras foram realizadas no ramal principal e nos canais secundários do Santos Dumont que levam água do Ribeirão Pipiripau para 100 produtores da região.

O canal do Núcleo Rural de Tabatinga, com oito quilômetros tubulados e que vai beneficiar 36 propriedades rurais, aumentou em 120 hectares a área irrigada da região| Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Já o canal do Rodeador, na região do Incra-06, em Brazlândia, está previsto para ser entregue em 2022. A obra deve ser iniciada em janeiro. O canal tem 32 quilômetros de extensão, beneficia mais de 100 produtores rurais e é um dos principais do DF. A maior obra de irrigação da capital será dividida em etapas e vai começar pelo ramal mais significativo do sistema, de 6,4 quilômetros. A nova tubulação vai acabar com desperdícios e permitir captação de 150 litros por segundo, suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes.

“Nesta gestão, os três principais canais de irrigação, os com maior volume, Santos Dumont, Vargem Bonita e Rodeador, passaram ou vão passar por intervenções. Dois já foram entregues e estamos nos preparando para começar o Rodeador”, afirma o secretário de Agricultura.

Na semana passada, o GDF entregou a terceira e última etapa das obras do canal de irrigação do Núcleo Rural de Tabatinga, em Planaltina-DF. Ao todo, foram tubulados oito quilômetros do canal, o que irá beneficiar 36 propriedades rurais. A renovação da estrutura proporcionou o aumento de 120 hectares de área irrigada na região.

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Está em obras o canal do Núcleo Rural Córrego da Coruja, em Ceilândia. Em breve, os 48 produtores da região vão trocar a captação improvisada de água do riacho pelo abastecimento por um canal tubulado de mais de 5 km de extensão. O canal foi projetado para uma vazão de 50 mil litros de água por dia para cada propriedade.

Esforço conjunto

A recuperação dos canais de irrigação é um esforço da Seagri, da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/DF); Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e dos próprios produtores rurais que servem de mão de obra e colocam a mão na massa nas obras. O levantamento topográfico dos canais também é realizado pela Emater-DF.

O canal de irrigação do Santos Dumont foi beneficiado por uma parceria envolvendo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranaíba, que destinou R$ 1,8 milhão arrecadado pela cobrança do uso dos recursos hídricos | Foto: Divulgação/Agência Brasília

No caso do canal de irrigação do Santos Dumont, a parceria envolveu o Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranaíba, que destinou R$ 1,8 milhão arrecadado pela cobrança do uso dos recursos hídricos. No Rodeador, foi feita uma parceria do GDF com a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), que garantiu aporte de R$ 7 milhões para a primeira fase das obras. Recursos do próprio GDF e de emendas parlamentares também financiam o investimento.

A Emater-DF, empresa que auxilia os produtores rurais com produção e comercialização, ajuda no trabalho de revitalização em todas as fases, desde a mobilização das comunidades no engajamento das ações, até na elaboração dos projetos e acompanhamento da execução das obras.

A empresa ressalta que, ao construir sistemas mais eficientes e sustentáveis de gestão da água, a recuperação dos canais de irrigação aumenta a produção agropecuária. Em algumas regiões, a área de produção deve ser ampliada em até 100 hectares com a chegada de água.

Para a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca, essa união de esforços mostra que o trabalho anda quando tem o envolvimento de todos. Além disso, segundo ela, a revitalização traz benefícios para todo o DF.

“A água é o insumo primordial para a agricultura. Com essas revitalizações, além da agricultura, ganha a cidade, que tem sua demanda de água aumentada com a economia do campo. E também ganha com a oferta de alimentos de qualidade produzidos por pequenos produtores da nossa região”, afirma.

Agência Brasília

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