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Asmáticos sofrem mais no período da seca

A seca chegou para valer. Sem chuvas há mais de 70 dias, o Distrito Federal está em estado de atenção por causa da baixa umidade do ar, com previsão de índices variando entre 20% e 30%. A umidade já chegou a menos de 20%: o recorde este ano foi 13%, registrado em 20 de julho em Brazlândia.

A asma afeta 300 milhões de pessoas no mundo e estima-se que no Brasil sejam em torno de 3 milhões de asmáticos

O período de seca se caracteriza por manhãs frias e tardes muito quentes. A temperatura tem variado entre 12° e 29°. “A umidade e a os índices do termômetro são inversamente proporcionais. Quanto mais seco e menor a umidade, mais alta vai estar a temperatura”, explica a meteorologista Naiane Araújo.

No período de 2015 a 2019, mais de metade das internações por asma na rede pública de saúde do DF ocorreu entre os meses de março e julho | Foto: Paulo H Carvalho/ Agência Brasília

A baixa umidade do ar traz irritação nos olhos, garganta e nariz, sangramento nasal, pele ressecada e dor de cabeça e, se a seca e a mudança de temperatura trazem desconforto para a população em geral, imagina para quem tem alguma doença respiratória.

“A gente até evita sair na rua nessa época de calor e seca. Ela sofre muito. Tem falta de ar, manchas na pele, o olho fica seco, o nariz fica coçando”, conta Irani Alves Soares, 54 anos, mãe de Maria Clara Soares Bernardo, 15 anos, que tem asma desde os 8.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta doença afeta 300 milhões de pessoas no mundo, e estima-se que o Brasil tenha em torno de 3 milhões de asmáticos. No Distrito Federal, a estimativa é que em torno de 10% da população tenha asma, que acomete principalmente crianças e adolescentes. “A asma é uma doença inflamatória crônica das vias áreas inferiores caracterizada por episódios recorrentes de tosse, falta de ar, chiado e/ou aperto no peito”, explica a referência técnica distrital de Alergia do DF, a médica Vanessa Gonzaga Tavares.

No período de 2015 a 2019, mais de metade das internações por asma na rede pública de saúde do DF ocorreu entre os meses de março e julho, que corresponde ao final do período de chuvas, queda progressiva da umidade relativa do ar e da temperatura, maior quantidade de poeira em suspensão e aumento na circulação dos vírus respiratórios.

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“Todos estes fatores atuam sinergicamente no desencadeamento de crises de asma e de infecções respiratórias. A baixa umidade do ar, o frio e a poluição irritam a mucosa respiratória, aumentam a viscosidade do muco dificultando a saída da secreção das vias aéreas levando à inflamação das vias aéreas”, afirma a médica.

Atendimento ao paciente asmático

Na rede pública de saúde do DF, os asmáticos recebem atenção especial e, desde 1999, são atendidos pelo Programa de Atendimento ao Paciente Asmático. Desde que ele foi criado, houve queda significativa no número de internações por asma no DF. Em 20 anos, a quantidade de pessoas internadas por asma no DF caiu 45%, mesmo com o aumento da população. Ou seja, passou de 2.743 em 2000 para 1.504 em 2020.

O paciente que apresenta sintomas recorrentes de tosse, falta de ar, aperto no peito e/ou chiado deve procurar atendimento na unidade básica de saúde da sua região e, de acordo com a gravidade dos sintomas, o médico de saúde da família encaminha o paciente aos ambulatórios de Alergia ou Pneumologia da Secretaria de Saúde, que funcionam nos hospitais regionais da Asa Norte, de Ceilândia, Gama, Paranoá, Sobradinho, Taguatinga, Hospital Materno Infantil (Hmib), além do Hospital de Base e da Criança, e nas policlínicas de Ceilândia, Gama, Taguatinga, São Sebastião, Paranoá e Planaltina. A Secretaria de Saúde também fornece, gratuitamente, medicamentos tanto para crises quanto para controle da doença.

“O tratamento vai ser baseado de acordo com a classificação do paciente. A periodicidade dos sintomas, se ele já internou ou precisou de UTI, se tem sintomas quando faz exercício, se faz atividade física. À medida que vai aumentando a gravidade, o paciente precisa fazer uso de medicação de controle”, explica a médica.

De acordo com a OMS, a umidade relativa do ar adequada ao ser humano é entre 40% e 70%.

Moradora do Núcleo Bandeirante, Maria Clara foi diagnosticada em 2014 depois de sentir falta de ar. O pediatra do hospital em que ela foi atendida a encaminhou para o Hmib, que a encaminhou para fazer testes e exames no Hospital da Criança, que constataram a asma. Desde então ela faz acompanhamento.no ambulatório do hospital, se consulta a cada três meses, toma medicamentos, chegou a ficar internada e hoje mantém a asma sob controle.

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“Nesses últimos três meses, ela teve uma crise que durou um dia só. Antes durava uma semana, ela não podia fazer educação física, usava a bombinha de três em três horas”, conta a mãe.

Pacientes com asma são considerados população de risco e devem se vacinar anualmente contra a gripe. Além disso, asma é considerada uma pneumopatia crônica e, casos graves da doença, são considerados comorbidade e devem ser vacinados contra a covid-19, desde que a asma seja grave, com uso recorrente de corticóides sistêmicos e internação prévia..

De acordo com a OMS, a umidade relativa do ar adequada ao ser humano é entre 40% e 70%.

No período da seca, principalmente com umidade abaixo de 30%, deve-se tomar os seguintes cuidados:

– Aumentar o consumo de líquidos

– Fazer atividades físicas em locais abertos, longe de vias de grande circulação de veículos

– Evitar fazer exercícios físicos entre 10h da manhã e 16h da tarde.

– Umidificar nariz e os olhos

– Evitar aglomerações e ambientes fechados

– Usar umidificadores (por pouco tempo, principalmente no período da tarde), ou colocar toalhas úmidas ou bacias com água no local

– Evitar tabagismo

– Manter os ambientes internos bem arejados

– Fazer limpeza da casa com pano úmido

Agência Brasília

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Liberados mais R$ 2,3 milhões do Pdaf

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Mais R$ 2.338.000,00 do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf) foram liberados nesta terça-feira (26). O programa já destinou, neste ano, R$ 215.003.103,51 para melhorias nas unidades da rede pública de ensino.

As regionais contempladas nas cinco portarias publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal foram Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho e Taguatinga | Foto: Álvaro Henrique/SEEDF

A verba vai direto para as escolas e as regionais, que têm autonomia para utilizá-la, conforme a necessidade. Com isso, é possível realizar de forma mais ágil a compra de materiais e de serviços, bem como melhorias na infraestrutura, de uma maneira geral.

Os recursos possibilitam a gestão da escola, que sejam revitalizados os espaços, melhorando assim a qualidade de ensino para estudantes, professores e todos os servidoresMaria Elizabete Ferreira, coordenadora da Regional de Ensino de Samambaia

Os recursos são divididos entre custeio e capital. O primeiro é para reparos, como consertos em banheiros, pisos, telhados e quadras, enquanto despesas de capital são para a compra de materiais permanentes, que passam a fazer parte do patrimônio da escola, como aparelhos de televisão, computadores e impressoras.

As regionais contempladas nas cinco portarias publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal foram Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho e Taguatinga. Os recursos são de emendas parlamentares.

Veja quanto foi destinado a cada uma:

Regional de Ensino Portaria Capital Custeio Total
Ceilândia 576 R$ 140.000,00 0,00 R$ 140.000,00
Ceilândia 580 0,00 R$ 360.000,00 R$ 360.000,00
Gama 576 0,00 R$ 140.000,00 R$ 140.000,00
Guará 580 0,00 R$ 70.000,00 R$ 70.000,00
Núcleo Bandeirante 576 R$ 25.000,00 0,00 R$ 25.000,00
Núcleo Bandeirante 577 0,00 R$ 52.000,00 R$ 52.000,00
Paranoá 576 R$ 33.000,00 0,00 R$ 33.000,00
Planaltina 576 R$ 40.000,00 0,00 R$ 40.000,00
Plano Piloto 576 R$ 60.000,00 0,00 R$ 60.000,00
Plano Piloto 577 0,00 R$ 52.000,00 R$ 52.000,00
Recanto das Emas 576 R$ 130.000,00 R$ 120.000,00 R$ 250.000,00
Recanto das Emas 578 0,00 R$ 15.000,00 R$ 15.000,00
Samambaia 577 0,00 R$ 104.000,00 R$ 104.000,00
Samambaia 578 0,00 R$ 160.000,00 R$ 160.000,00
Samambaia 579 0,00 R$ 250.000,00 R$ 250.000,00
Santa Maria 576 R$ 30.000,00 0,00 R$ 30.000,00
Santa Maria 577 0,00 R$ 52.000,00 R$ 52.000,00
Santa Maria 580 0,00 R$ 30.000,00 R$ 30.000,00
São Sebastião 576 R$ 85.000,00 0,00 R$ 85.000,00
Sobradinho 580 0,00 R$ 40.000,00 R$ 40.000,00
Taguatinga 576 R$ 110.000,00 0,00 R$ 110.000,00
Taguatinga 578 0,00 R$ 240.000,00 R$ 240.000,00
Total R$ 653.000,00 R$ 1.685.000,00 R$ 2.338.000,00
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Regional de Samambaia

A coordenadora regional de ensino de Samambaia, Maria Elizabete Ferreira, adianta que o dinheiro liberado nesta terça-feira irá para oito unidades escolares. “Os recursos possibilitam a gestão da escola, que sejam revitalizados os espaços, melhorando assim a qualidade de ensino para estudantes, professores e todos os servidores”, comemora.

Para ela, a autonomia da comunidade escolar e a agilidade são fatores que tornam o Pdaf ainda mais importante no contexto educacional. “Quando a escola recebe o recurso tem que chamar o conselho escolar para decidirem juntos sobre a aplicação mais eficiente, que trará mais benefícios para todos que circulam pelo ambiente escolar”, esclarece.

Em Samambaia, as portarias publicadas nesta terça-feira vão beneficiar as seguintes unidades: Caic Ayrton Senna; Escola Classe (EC) 410; Centro de Ensino Fundamental (CEF) 120; CEF 507; CEF 411; Centro Educacional (CED) 619; e Centro de Ensino Médio (CEM) 304.

Cartão Pdaf

O Cartão Pdaf foi lançado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em agosto, para viabilizar uma plataforma que irá tornar a execução de serviços nas escolas mais ágil e a prestação de contas mais simples e transparente.

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As escolas e regionais de ensino terão acesso a um cartão para administrar os recursos recebidos pelo Pdaf. Ele vai permitir que os valores sejam utilizados de maneira mais desburocratizada, pois as unidades escolares poderão contratar diretamente serviços e reparos junto a fornecedores credenciados pelo governo, tendo acesso previamente aos preços cobrados por eles.

O cartão irá funcionar por meio de parceria entre as secretarias de Educação e de Economia com o Banco de Brasília e o Sebrae-DF.

Veja as portarias

*Com informações da Secretaria de Educação

Agência Brasília

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