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DF inicia vacinação de jovens de 14 e 15 anos a partir desta quarta (15)

A Secretaria de Saúde recebeu, na tarde desta segunda-feira (13), mais um carregamento de 77.220 doses de vacinas Pfizer-BioNTech, que serão destinadas para vacinar jovens de 14 e 15 anos, ampliando assim o público-alvo a ser imunizado contra a covid-19. A vacinação deste grupo começa na próxima quarta-feira (15/9), a partir das 8h e 9h, de acordo com o perfil do local de vacinação.

| Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Os pontos de vacinação serão divulgados amanhã (14). Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (13), os gestores da Secretaria de Saúde anunciaram que, com a nova remessa, o Distrito Federal possui um quantitativo de mais de 100 mil primeiras doses para alcançar os jovens que estão nessa faixa etária, cujo público é estimado em 89.453 pessoas.

O secretário de Saúde, general Pafiadache, celebrou o anúncio da nova ampliação. “Neste final de semana, eu presenciei a cena de um pai indo tomar a D2 e levando o filho para tomar a D1. Isso é sensacional! Estamos satisfeitos com a participação da população na vacinação contra a covid, mas sempre pedimos que as pessoas levem, incentivem e sensibilizem quem ainda não se vacinou. É extremamente importante termos uma cobertura vacinal completa, e isso depende de nós”, afirma o secretário.

“Estamos fazendo uma ‘matemática reversa’ com o adiantar de doses, mas a população do Distrito Federal pode ficar tranquila porque não há qualquer risco de desabastecimento de segundas doses. O número de pessoas que ainda não receberam a D2 não é um número absoluto, mas distribuído em um quadro matemático que estaria à nossa frente e que nós estamos antecipando”General Pafiadache, secretário de Saúde

A antecipação da segunda dose para quem recebeu os imunizantes da Pfizer-BioNTech e da AstraZeneca permanece para quem tem a data de retorno marcada até o dia 24 de setembro. Ainda durante a coletiva, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, afastou qualquer possibilidade de desabastecimento de vacinas para quem já tomou a segunda dose.

“Estamos fazendo uma ‘matemática reversa’ com o adiantar de doses, mas a população do Distrito Federal pode ficar tranquila porque não há qualquer risco de desabastecimento de segundas doses. O número de pessoas que ainda não receberam a D2 não é um número absoluto, mas distribuído em um quadro matemático que estaria à nossa frente e que nós estamos antecipando”, esclarece.

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Doses de reforço

O Distrito Federal espera, ainda para esta semana, um novo carregamento de doses de vacinas acompanhado de uma Nota Técnica do Ministério da Saúde com as orientações para aplicação da dose de reforço, também chamada de terceira dose.

“Aqui no DF tomamos a decisão de seguir o Programa Nacional de Imunizações (PNI). A partir do dia 15, eles irão definir a regra e o número de vacinas destinadas à primeira fase da aplicação da terceira dose ”, acrescentou o secretário Pafiadache.

Variante Delta

De acordo com o último sequenciamento genômico analisado pelo Laboratório Central (Lacen), o Distrito Federal registrou mais 10 novos casos da variante Delta. Todos os casos foram identificados pelo laboratório do Hospital da Criança de Brasília (HCB). Com isso, o DF já registrou 346 casos confirmados da variante indiana.

O novo levantamento da Subsecretaria de Vigilância em Saúde apontou que sete pessoas já foram a óbito em função da infecção pela variante Delta do novo coronavírus. Destes, seis eram residentes do DF e um do Goiás. Dos casos confirmados, 219 são do sexo feminino e 127 do sexo masculino. Considerando estes casos, 86 pessoas já haviam recebido as duas doses da vacina contra a covid-19; 109 haviam recebido apenas a primeira; e 129 ainda não haviam sido vacinados.

Nesta semana, foram convocados 13 médicos para o Hospital Regional do Gama (HRG), cinco para o Hospital da Região Leste (HRL), três no Hospital Regional de Sobradinho (HRS), 10 no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), seis no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), quatro no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e seis para o Hospital Regional de Planaltina (HRPL)

“As pessoas não podem deixar de adotar as medidas não farmacológicas: o uso de máscara de proteção, lavagem das mãos, o uso de álcool em gel e evitar os ambientes onde há um grande número de pessoas, porque o vírus está aí. Esse vírus está em constante mutação e essas mutações que ocorrem fazem com que as pessoas, mesmo vacinadas, possam ter uma nova contaminação”, explica o diretor de Vigilância Epidemiológica, Fabiano dos Anjos.

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Assistência à Saúde

A pasta está dando segmento ao planejamento cirúrgico, que pretende reduzir ao máximo a fila de espera por cirurgias eletivas. A secretária adjunta de Assistência à Saúde, Raquel Beviláqua, explicou que “o planejamento da Secretaria de Saúde – neste momento – não é só em relação à Covid, mas à toda Saúde da população do Distrito Federal, com ênfase nas cirurgias”. A pasta estima que mais de 39 mil procedimentos eletivos ainda estejam represados em função da pandemia.

Até o momento, 185 leitos covid foram remobilizados para leitos de UTI não-covid e outros 100 foram remobilizados em leitos de enfermaria. Os pacientes covid continuam sendo redirecionados para os hospitais de campanha, que seguem em operação. A pasta está realizando manutenção predial em todos os hospitais da rede, visando a ampliação da capacidade de atendimento de cada unidade.

O investimento em recursos humanos e profissionais de saúde está em pauta. Nesta semana, foram convocados 13 médicos para o Hospital Regional do Gama (HRG), cinco para o Hospital da Região Leste (HRL), três no Hospital Regional de Sobradinho (HRS), 10 no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), seis no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), quatro no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e seis para o Hospital Regional de Planaltina (HRPL).

Outros três clínicos foram convocados para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), totalizando 50 profissionais que já estão atuando no atendimento de Pronto-Socorro de forma regionalizada, ou seja, nos hospitais mais próximos de suas residências. A pasta também possui um edital aberto para anestesistas e prevê 10 mil horas de Trabalho por Período Definido (TPD) para intensificar o terceiro turno de cirurgias.

Agência Brasília

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GDF já investiu R$ 7 milhões na recuperação de canais de irrigação rurais

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A época de seca era um martírio para os produtores do Núcleo Rural Vargem Bonita, no Park Way. Sem chuvas, eles não tinham água para molhar as plantações. Jucilene Dantas Lima, 41 anos, que vive da venda das hortaliças e verduras que planta, se recorda bem desse período. “Teve um ano que perdi praticamente toda minha produção”, conta. “O canal era muito antigo, as manilhas estavam quebradas, a água vazava e não chegava para as chácaras da Rua 3”, explica.

Com a conclusão da obras no canal do Núcleo Rural Córrego da Coruja, em Ceilândia, 48 produtores da região vão trocar a captação improvisada de água do riacho pelo abastecimento feito por um canal tubulado de mais de 5 km de extensão | Foto: Lúcio Bernardo/Agência Brasília

Em outubro, completa um ano que a realidade dos produtores da região mudou. As manilhas de concreto de 30 anos atrás foram substituídas por tubos de PVC que garantem que a água da barragem que abastece a região chegue às 66 famílias no núcleo rural o ano inteiro.

São seis quilômetros de um novo canal e mais de R$ 600 mil que se somam aos R$ 6,4 milhões investidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde 2019 na recuperação de canais de irrigação nas áreas rurais do DF, Canais que garantem segurança hídrica e regularidade no abastecimento para os pequenos agricultores.

33,3quilômetros de canais de irrigação renovados foram entregues pelo GDF em dois anos e nove meses

Em dois anos e nove meses, o GDF entregou 33,3 quilômetros de canais de irrigação renovados, incluindo dois dos principais do DF: o da Vargem Bonita, no Park Way, e o do Núcleo Rural Santos Dumont. Neste último, as tubulações são 100% revestidas com canos de PVC, que são mais resistentes e têm vida útil estimada em 50 anos.

As obras feitas desde 2019 beneficiaram 340 famílias de produtores rurais, que antes sofriam com a falta de água nas plantações. “Tinha chacareiro aqui que tinha que ir na barragem buscar água”, conta a produtora Jucilene Lima, que assumiu com o marido os cuidados com a chácara na Vargem Bonita depois que o sogro faleceu.

O DF tem 72 canais que levam água para as chácaras da área rural. Cerca de 240 quilômetros de tubulação beneficiam aproximadamente 1,6 mil produtores. A maioria deles foi feita de forma tradicional, escavado, a céu aberto. Com o tempo, essas estruturas foram se degradando e aumentando as taxas de infiltração, causando perdas significativas por evaporação ou infiltração no solo.

“As pessoas faziam uma estrutura na área rural que desviava uma parte da água de um córrego, por exemplo. Eles faziam valas no terreno onde a água ia percorrendo até chegar nas propriedades”, explica o secretário-executivo de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Luciano Mendes.

Dos canais de irrigação existentes no DF, os três maiores e mais importantes estão na lista para receber melhorias até o ano que vem

O canal da Vargem Bonita era um dos poucos que tinha algum revestimento, quase a totalidade dos regos d’água era feita na terra. Mesmo assim, ao longo do tempo, a manilha foi se desgastando. Às vezes, até raízes de árvores faziam as manilhas serem retiradas ou quebravam o concreto, o que aumentava as perdas d’água”, afirma o secretário.

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E, nos que não tinham qualquer revestimento, a sujeira acumulada ao longo dos anos, por exemplo, aumentava a infiltração da água no solo”, completa Luciano Mendes.

Segundo a Seagri, cerca de 50% do volume de água que entrava nos antigos canais de abastecimento não chegava para os produtores. Sem os canais, provavelmente os produtores teriam que perfurar poços artesianos, que causam maior impacto ambiental e têm custo mais elevado.

Mais importantes do DF 

Dos canais de irrigação existentes no DF, os três maiores e mais importantes estão na lista para receber melhorias até o ano que vem. Além do de Vargem Bonita, ano passado foi entregue o do Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina. As obras foram realizadas no ramal principal e nos canais secundários do Santos Dumont que levam água do Ribeirão Pipiripau para 100 produtores da região.

O canal do Núcleo Rural de Tabatinga, com oito quilômetros tubulados e que vai beneficiar 36 propriedades rurais, aumentou em 120 hectares a área irrigada da região| Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Já o canal do Rodeador, na região do Incra-06, em Brazlândia, está previsto para ser entregue em 2022. A obra deve ser iniciada em janeiro. O canal tem 32 quilômetros de extensão, beneficia mais de 100 produtores rurais e é um dos principais do DF. A maior obra de irrigação da capital será dividida em etapas e vai começar pelo ramal mais significativo do sistema, de 6,4 quilômetros. A nova tubulação vai acabar com desperdícios e permitir captação de 150 litros por segundo, suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes.

“Nesta gestão, os três principais canais de irrigação, os com maior volume, Santos Dumont, Vargem Bonita e Rodeador, passaram ou vão passar por intervenções. Dois já foram entregues e estamos nos preparando para começar o Rodeador”, afirma o secretário de Agricultura.

Na semana passada, o GDF entregou a terceira e última etapa das obras do canal de irrigação do Núcleo Rural de Tabatinga, em Planaltina-DF. Ao todo, foram tubulados oito quilômetros do canal, o que irá beneficiar 36 propriedades rurais. A renovação da estrutura proporcionou o aumento de 120 hectares de área irrigada na região.

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Está em obras o canal do Núcleo Rural Córrego da Coruja, em Ceilândia. Em breve, os 48 produtores da região vão trocar a captação improvisada de água do riacho pelo abastecimento por um canal tubulado de mais de 5 km de extensão. O canal foi projetado para uma vazão de 50 mil litros de água por dia para cada propriedade.

Esforço conjunto

A recuperação dos canais de irrigação é um esforço da Seagri, da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/DF); Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e dos próprios produtores rurais que servem de mão de obra e colocam a mão na massa nas obras. O levantamento topográfico dos canais também é realizado pela Emater-DF.

O canal de irrigação do Santos Dumont foi beneficiado por uma parceria envolvendo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranaíba, que destinou R$ 1,8 milhão arrecadado pela cobrança do uso dos recursos hídricos | Foto: Divulgação/Agência Brasília

No caso do canal de irrigação do Santos Dumont, a parceria envolveu o Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranaíba, que destinou R$ 1,8 milhão arrecadado pela cobrança do uso dos recursos hídricos. No Rodeador, foi feita uma parceria do GDF com a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), que garantiu aporte de R$ 7 milhões para a primeira fase das obras. Recursos do próprio GDF e de emendas parlamentares também financiam o investimento.

A Emater-DF, empresa que auxilia os produtores rurais com produção e comercialização, ajuda no trabalho de revitalização em todas as fases, desde a mobilização das comunidades no engajamento das ações, até na elaboração dos projetos e acompanhamento da execução das obras.

A empresa ressalta que, ao construir sistemas mais eficientes e sustentáveis de gestão da água, a recuperação dos canais de irrigação aumenta a produção agropecuária. Em algumas regiões, a área de produção deve ser ampliada em até 100 hectares com a chegada de água.

Para a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca, essa união de esforços mostra que o trabalho anda quando tem o envolvimento de todos. Além disso, segundo ela, a revitalização traz benefícios para todo o DF.

“A água é o insumo primordial para a agricultura. Com essas revitalizações, além da agricultura, ganha a cidade, que tem sua demanda de água aumentada com a economia do campo. E também ganha com a oferta de alimentos de qualidade produzidos por pequenos produtores da nossa região”, afirma.

Agência Brasília

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