BRASÍLIA

GDF

Escola-cívico militar do Riacho Fundo II recebe instrumentos musicais

Publicados

em

Instrumentos musicais, como flautas, surdos e clarinetes, foram entregues pela Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF) aos alunos do Centro de Ensino Fundamental 1 (CEF 1), do Riacho Fundo II, nesta terça-feira (26). O material – ao todo 72 instrumentos – será utilizado em aulas de música e para formação de banda entre os estudantes, nos horários contrários das aulas.

O CEF 1 do Riacho Fundo II atende mais de 2 mil estudantes dos ensinos fundamental e da Educação de Jovens e Adultos e foi uma das primeiras a receber o modelo de gestão compartilhada, em julho de 2020 |  Foto: SSP-DF

Ao todo, foram adquiridos 720 instrumentos, que estão sendo distribuídos entre os dez colégios cívico-militares. Além do CEF 1 do Riacho Fundo, o Centro de Ensino Fundamental 407, de Samambaia, e o Centro Educacional 1, da Estrutural, receberam o material.

“A música contribui para o desenvolvimento integral do aluno, desde a socialização e a criatividade até aspectos como a fala e a respiração. É uma iniciativa que agrega ainda mais qualidade ao processo de ensino e aprendizagem”Hélvia Paranaguá, secretária de Educação

As aulas de música são essenciais para o desenvolvimento cognitivo dos alunos, que poderão participar da formação seguindo critérios como apresentar bom comportamento e rendimento escolar.

“O enfrentamento à criminalidade é um tema transversal. Engloba ações de repressão e de prevenção, que são igualmente importantes e necessárias, na qual as escolas de gestão compartilhada se enquadram. Desta forma, buscamos, além de reduzir a criminalidade, prestar um serviço público de qualidade”, ressalta o secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo.

Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, as aulas irão contribuir com o desenvolvimento pedagógico dos alunos. “A música contribui para o desenvolvimento integral do aluno, desde a socialização e a criatividade até aspectos como a fala e a respiração. É uma iniciativa que agrega ainda mais qualidade ao processo de ensino e aprendizagem”.

Leia Também:  Quem é Ibaneis, o candidato que partiu do nada e conquistou 630 mil votos em 45 dias

A criação de uma banda de música faz parte da tradição das escolas militares, como explica o subsecretário de Gestão Compartilhada, coronel Alexandre Ferro. “As bandas de música fazem parte da identidade da escola cívico-militar e, além disso, possibilitam o desenvolvimento do potencial dos alunos com as aulas de música”, completa.

A diretora da instituição, Edilma, acredita que, com a entrega dos instrumentos, a escola avança mais uma etapa no modelo cívico-militar. “Não foi apenas uma entrega, mas um despertar para ressignificar o hábito de vida dos mais de 1,7 mil alunos matriculados no ensino fundamental”, relata.

O secretário executivo de Gestão Integrada, Agnaldo Mendonça; o comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Márcio Vasconcelos; do Corpo de Bombeiros do DF, Rogério Dutra, e os deputados federais Celina Leão e Júlio César participaram da cerimônia.

Ao todo, foram adquiridos 720 instrumentos, que estão sendo distribuídos entre os dez colégios cívico-militares | Foto: SSP-DF

CEF 1

A escola atende mais de 2 mil estudantes dos ensinos fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e foi uma das primeiras a receber o modelo de gestão compartilhada, em julho de 2020.

“Integrar a música na vida escolar foi um ganho muito grande para essa comunidade escolar. Participei da solenidade e vi os olhinhos deles brilhando. A música estimula o convívio social, a autoestima e eles vão se sentir importantes, ter orgulho em saber tocar um instrumento, em fazer parte de uma banda”Paula Vanessa Santos, mãe de aluno e supervisora da escola

Para a supervisora da escola e também mãe de um dos alunos do 6º ano, Paula Vanessa Santos, integrar a música na vida escolar dos meninos foi um ganho muito grande para a comunidade escolar. “Hoje participei da solenidade e vi os olhinhos deles brilhando”, afirma.

Leia Também:  Sobradinho II recebe programa Sejus Mais Perto do Cidadão

“A música estimula o convívio social, a autoestima e eles vão se sentir importantes, ter orgulho em saber tocar um instrumento, em fazer parte de uma banda. Além disso, a música estimula a concentração, o raciocínio e a criatividade”, diz Paula Vanessa.

Mãe de Benício Santos, a supervisora contou como o filho se sentiu: “Ele ficou muito feliz com a possibilidade de participar das aulas. Ele é um pouco tímido e a música vai ajudar a trabalhar esse lado dele”.

Cívico-militar

O modelo de compartilhamento de ensino é uma parceria entre a SSP-DF e a Secretaria de Educação. Desta forma, a Segurança é responsável pela gestão disciplinar, empregando o efetivo da Polícia Militar do DF (PMDF) e do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) na coordenação de atividades extracurriculares e nas ações disciplinares voltadas à formação cívica, moral e ética do corpo discente, objetivando o bem-estar social.

Já a Secretaria de Educação responde pela gestão administrativa e pedagógica das escolas e pelo cumprimento da proposta pedagógica, conforme a Lei de Diretrizes Educacionais. Atualmente, mais de 16 mil alunos estão nas 10 unidades que adotaram o modelo.

Saiba quais são as escolas:

Centro Educacional 3 de Sobradinho;
Centro Educacional 308 do Recanto das Emas;
Centro Educacional 1 da Estrutural;
Centro Educacional 7 da Ceilândia;
Centro Educacional Condomínio Estância III de Planaltina;
Centro Educacional 1 do Itapoã;
Centro de Ensino Fundamental 19 de Taguatinga;
Centro de Ensino Fundamental 1 do Núcleo Bandeirante;
Centro de Ensino Fundamental 407 de Samambaia
Centro de Ensino Fundamental 1 do Riacho Fundo II.

*Com informações da Secretaria de Segurança Pública

Agência Brasília

COMENTE ABAIXO:
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

GDF

(R)Projeto ‘Arquitetando o Mundo’ reforma unidade de acolhimento

Publicados

em

Por

Luna Catrina, de 22 anos, pediu uns dias de folga no trabalho, na Asa Norte, para ajudar na revitalização do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saica). Localizada no Recanto das Emas, a unidade abriga crianças e adolescentes que perderam os vínculos familiares ou, por algum motivo, não estão com a família. Estudante de arquitetura do 9º semestre da Universidade de Brasília (UnB), Luna é uma das voluntárias do Arquitetando o Mundo, projeto do casal paulista Ariadne Pereira e Valter Strunk.

Apesar de ainda faltar um equipamento ou outro, o casal responsável pelo Arquitetando o Mundo acredita que consegue entregar a reforma nos próximos dias | Foto: Ádamo Dan/Sedes

A psicóloga e o arquiteto venderam tudo o que tinham e rodam pelos estados brasileiros numa van em busca de parceiros para reformarem abrigos. No Distrito Federal há três semanas, a dupla escolheu justamente essa unidade no Recanto das Emas, onde moram oito meninas e meninos acolhidos pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

Apesar de a revitalização estar adiantada, o Arquitetando o Mundo ainda precisa de apoio para terminar o serviço, como alguns ajustes na cozinha, na sala de atendimento e nos banheiros

“Já conseguimos tinta, verniz, ferramentas, parte da iluminação e até um sofá novo doado por um senhor de fora do Brasil”, comemora Valter, ao dizer que saíram de porta em porta pelas ruas do DF em busca de apoio para a empreitada. “A Sedes nos forneceu muito material, mas certas coisas muito específicas não tinham no depósito da secretaria, então precisamos pagar alguns produtos do nosso próprio bolso”, complementa Ariadne.

Leia Também:  DF vacinou mais de 118 mil pessoas de outros estados

Entre as apoiadoras do projeto está a arquiteta Silvana Albuquerque, que atualmente expõe no espaço Café da Casa Cor e a empresa RV Digital.

Apesar de ainda faltar um equipamento ou outro, eles acreditam que conseguem entregar a reforma nos próximos dias. “Graças ao apoio também da equipe de trabalho daqui”, enfatiza o arquiteto, ao citar que um dos cuidadores sociais, Patrício Sá Filho, tem ido trabalhar na obra mesmo fora de seus plantões. “Aqui também é minha casa”, comenta o servidor, que há mais de 20 anos trabalha na Sedes.

Assim como ele, a chefia da unidade tem feito articulação junto à comunidade e à administração local em busca de urbanização da região, para a realização de serviços como roçagem e capina do mato, por exemplo.

Apesar de a revitalização estar adiantada, o Arquitetando o Mundo ainda precisa de apoio para terminar o serviço, como alguns ajustes na cozinha, na sala de atendimento e nos banheiros. Quem tiver interesse em colaborar de alguma forma, pode entrar em contato pelo telefone (11) 95300-0059, ou pelo telefone da Sedes (61) 3773-7236 (de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h). Ou, ainda, pelo site apoia.se/arquitetandoomundo.

Leia Também:  Contagem regressiva para casamento comunitário

*Com informações da Sedes

Agência Brasília

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

Nos siga no Facebook

DISTRITO FEDERAL

ECONOMIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Gostou da notícia? Quer mais?

Nos Siga no Facebook 

para mais Notícias

Gostou da notícia? Nos Siga para Mais.