“Se não tivéssemos a pandemia, a nota do governo seria 10”, diz José Humberto Pires

O secretário de governo do DF, José Humberto Pires, concedeu entrevista ao jornalista Sandro Gianelli, no último domingo (29), na Rádio Metrópoles (104.1FM), e falou sobre sua entrada para a política, pontuou a parceria com o governador Ibaneis Rocha (MDB), disse sobre suas pretensões políticas e comentou sobre os trabalhos do governo.

Como é a questão da regularização fundiária no governo?

O governador Ibaneis definiu que a regularização é um dos pilares principais do governo. Nós começamos pelos templos religiosos, com todas as igrejas tendo a oportunidade, a partir de lei aprovada, de regularizar os espaços, com escritura. O nosso governo está trabalhando para regularizar Brasília, nossa meta é entregar até o final do ano 10 mil escrituras.

Como o governo Ibaneis está trabalhando para impedir novas invasões?

Nós estamos aparelhando os órgãos de controle. Compramos um sistema, via Secretaria de Meio Ambiente, que faz monitoramento on-line de tudo que está acontecendo na cidade, compartilhado com o DF Legal, com a Seduh e a Secretaria das Cidades e temos uma operação chamada de Pronto Emprego, que já direciona por área os lotes, por meio do sistema.

Por qual razão várias obras em todo o DF só foram executadas no governo Ibaneis?

Quando chegamos no governo, os projetos que tinham eram de 20/30 anos atrás, nada novo e o governador perguntou como resolveria isso e eu disse que uma alternativa era a gente chamar o pessoal do setor de projetos e montar um comitê.

São 19 órgãos que tocam obras no DF e a gente se reuniu com eles e o governador pediu para que cada um falasse o que tinha condição de fazer e assim começamos a relacionar, com sistema de controle, com uma visão geral, apontando o que já foi concluído e o que está em andamento. Tudo isso impacta diretamente na vida das pessoas, é na porta da pessoa que o governo acontece.

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Qual é a dimensão dessas obras?

Já temos 1.343 obras concluídas, com investimento de mais de 2 bilhões. Em andamento são mais 315 obras, com investimento de mais de 1 bilhão.

O que ainda deve ser entregue de obras de infraestrutura no plano piloto?

Estamos fazendo calçadas da W3 Sul, vamos trocar o asfalto ainda esse ano e vamos tentar começar a W3 Norte. No Setor Comercial Sul, fizemos uma das quadras, estamos começando a obra da quadra 3, já licitamos a 5 e o governador já vai assinar autorização para licitar a quadra 4. Ou seja, o Setor Comercial Sul vai ser todo reformado, como foi feito no Setor Hospitalar Sul e no Setor de Rádio e TV Sul.

Quando vocês chegaram no governo, tinha projeto para levantar o viaduto que caiu do Eixão?

Não tinha projeto e isso impactava na vida de todos.

Qual nota você avalia o governo Ibaneis?

Avalio entre 7,5 e 8. Se não fosse a pandemia, a nota seria 10, porque a pandemia impactou muito. Se tivermos mais um mandato e sem pandemia, a gente fecha nos 10.

Como foi a sua entrada para a vida pública?

Tudo começou quando o ex-governador Roriz me convidou para ser administrador de Taguatinga, dizendo que eu era um homem da cidade e precisa ajudar a cidade.

Quando eu deixei a administração, eu ia ser candidato a deputado federal, mas meu irmão que sempre esteve ao meu lado faleceu, e eu tive que voltar para o ramo empresarial, mas logo depois fui ajudar o Arruda na campanha e em seguida fui colocado como secretário de governo.

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Como foi a sua entrada no governo Ibaneis?

Quando Ibaneis decidiu entrar para a política, ele me perguntou se eu iria ser candidato e eu disse que não. Perguntou, então, se eu gostaria de ser seu vice e eu também disse que não, mas aí ele ganhou a eleição e me disse que precisava da minha ajuda para fazer a transição de governo e aceitei o convite.

Depois fiquei no Conselho de Gestão Pública por seis meses, em ele me convidou para ser chefe da Casa Civil.

O governador te fez algum pedido para as eleições deste ano?

Sim. Ele disse que nosso governo está indo bem, disse que seria pré-candidato à reeleição e me pediu para ficar na secretária, sem me candidatar a nenhum cargo.

Você ainda pretende se candidatar?

Eu realmente tenho interesse em me candidatar em algum momento, se ainda houver oportunidade, se eu falar que descarto essa possibilidade eu estarei mentindo. Eu não tenho pressa, sou uma pessoa resolvida. Estou na vida pública porque gosto de contribuir com a cidade.

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*Sandro Gianelli é consultor em marketing político, jornalista, colunista e radialista. Escreve a Coluna do Gianelli, de segunda a sexta, para o portal Conectado ao Poder e para o Jornal Alô Brasília e apresenta um programa de entrevistas, aos domingos, das 9h às 11h, na rádio Metrópoles – 104,1 FM.

Fonte: Conectado ao Poder

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