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Militarização das escolas

Militarização das escolas tem apoio majoritário da população do DF

Coluna Eixo Capital / Por Ana Maria Campos

Pesquisa do Instituto Exata OP, a que o governo teve acesso, indica que a população, em grande maioria, é favorável ao modelo de gestão compartilhada das escolas públicas com a Polícia Militar. Segundo o levantamento, que ouviu 925 pessoas, em 11 e 12 de fevereiro, 84,9% são favoráveis ao modelo implantado em quatro unidades neste ano. Apenas 11,2% se disseram contrários e 3,9% não souberam responder. Na classe A, de maior poder aquisitivo, a aprovação chega a 95%. Na consulta sobre nível de conhecimento do projeto, 79,6% informaram que já sabiam da novidade neste ano letivo. Para o governo, o resultado da pesquisa indica que os críticos, até o momento, são uma minoria ruidosa.

Fim da Casa de Juscelino

Depois de 35 anos de funcionamento, a Casa de Juscelino, no Centro Histórico de Diamantina (MG), vai fechar as portas hoje. O monumento, onde o ex-presidente e fundador de Brasília viveu dos três aos 19 anos, guarda parte de sua memória. O presidente da entidade sem fins lucrativos, Serafim Jardim, explica que não há como manter o imóvel histórico por falta de recursos. Há atrasos no repasse de verbas pelo governo de Minas, e a entidade está impedida de firmar convênios, porque teve o nome bloqueado pela Secretaria de Cultura no Sistema Integrado de Administração Financeira de Minas Gerais (Siafi). Amigo de JK, Serafim tem se desdobrado para manter o monumento, mas agora a situação está insustentável. Mais uma perda num país que trata com descaso a sua história.

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Independência

O senador José Antônio Reguffe (Sem partido/DF) recebeu convite do advogado Paulo Roque para se filar ao Novo. Outra proposta partiu do senador Alvaro Dias (Pode/PR) para entrar no Podemos. Por ora, no entanto, ele tem preferido a independência de não se vincular a nenhuma legenda. Reguffe está sem filiação partidária há três anos, desde que deixou o PDT em fevereiro de 2016.

Mantida prisão de alvo da Operação Monopólio

O desembargador Demetrius Gomes Cavalcanti negou liminar em habeas corpus para liberar da prisão o empresário Márcio Guimarães, preso preventivamente na semana passada na Operação Monopólio, da Cecor. Ele foi denunciado pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) como líder de uma organização criminosa que mantinha esquema de lavagem de dinheiro e corrupção nas administrações regionais com licitações direcionadas. O desembargador avaliou que a prisão é importante para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal.

Mais agilidade

A deputada Paula Belmonte (PPS/DF) levou ontem ao Palácio do Buriti representantes de diferentes segmentos do setor produtivo com demandas para destravar a economia do DF. Na conversa, com o secretário da Casa Civil, Eumar Novacki, os empresários insistiram num ponto: a agilidade para liberação de alvarás.

Festa dos direitos humanos

O deputado Fábio Félix (PSol) prepara uma solenidade para lançamento da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, sob sua direção. O evento será na próxima segunda-feira, com a presença de parlamentares federais, como Marcelo Freixo (PSol/RJ).

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Apagando o passado

A página relacionada à desocupação da orla foi desativada. O site orlalivre.df.gov.br, que era mantido pela Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth), mostrava o processo de desobstrução, com imagens e vídeos. Hoje o endereço remete à página do GDF.

Contra a reforma

Na condição de presidente do PT/DF e pela trajetória no sindicalismo, a deputada Érika Kokay (PT/DF) deve ser uma das principais vozes contra a reforma da Previdência na Câmara. Ela tem batido muito nas mudanças propostas pelo governo de Jair Bolsonaro e será uma resistência. “Em um país onde pobres têm uma expectativa de vida menor, exigir 65 e 62 anos de idade, com 12 milhões de desempregados, após 40 anos de trabalho para ter 100% da aposentadoria, é uma crueldade. Exigir 70 anos para quem vive na extrema pobreza ter um benefício de um salário é desumano. Os ricos recorrerão à previdência privada, os pobres ficarão sem proteção social”, afirma a petista.

Só papos

“Que ‘nova previdência’ é essa que vem para ferrar os trabalhadores? Os idosos pobres só conseguirão usar a previdência para o auxílio-funeral. Canalhas”

Deputado distrital Chico Vigilante (PT)

“Legal é a sua previdência, né, Chico? Um mandato de deputado federal e já saiu aposentado pelo extinto IPC. Você dando uma de franciscano e ‘vigilante licenciado’ e na verdade está no rol dos marajás do serviço público”

Deputado Robério Negreiros (PSD)

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GDF já investiu R$ 7 milhões na recuperação de canais de irrigação rurais

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A época de seca era um martírio para os produtores do Núcleo Rural Vargem Bonita, no Park Way. Sem chuvas, eles não tinham água para molhar as plantações. Jucilene Dantas Lima, 41 anos, que vive da venda das hortaliças e verduras que planta, se recorda bem desse período. “Teve um ano que perdi praticamente toda minha produção”, conta. “O canal era muito antigo, as manilhas estavam quebradas, a água vazava e não chegava para as chácaras da Rua 3”, explica.

Com a conclusão da obras no canal do Núcleo Rural Córrego da Coruja, em Ceilândia, 48 produtores da região vão trocar a captação improvisada de água do riacho pelo abastecimento feito por um canal tubulado de mais de 5 km de extensão | Foto: Lúcio Bernardo/Agência Brasília

Em outubro, completa um ano que a realidade dos produtores da região mudou. As manilhas de concreto de 30 anos atrás foram substituídas por tubos de PVC que garantem que a água da barragem que abastece a região chegue às 66 famílias no núcleo rural o ano inteiro.

São seis quilômetros de um novo canal e mais de R$ 600 mil que se somam aos R$ 6,4 milhões investidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde 2019 na recuperação de canais de irrigação nas áreas rurais do DF, Canais que garantem segurança hídrica e regularidade no abastecimento para os pequenos agricultores.

33,3quilômetros de canais de irrigação renovados foram entregues pelo GDF em dois anos e nove meses

Em dois anos e nove meses, o GDF entregou 33,3 quilômetros de canais de irrigação renovados, incluindo dois dos principais do DF: o da Vargem Bonita, no Park Way, e o do Núcleo Rural Santos Dumont. Neste último, as tubulações são 100% revestidas com canos de PVC, que são mais resistentes e têm vida útil estimada em 50 anos.

As obras feitas desde 2019 beneficiaram 340 famílias de produtores rurais, que antes sofriam com a falta de água nas plantações. “Tinha chacareiro aqui que tinha que ir na barragem buscar água”, conta a produtora Jucilene Lima, que assumiu com o marido os cuidados com a chácara na Vargem Bonita depois que o sogro faleceu.

O DF tem 72 canais que levam água para as chácaras da área rural. Cerca de 240 quilômetros de tubulação beneficiam aproximadamente 1,6 mil produtores. A maioria deles foi feita de forma tradicional, escavado, a céu aberto. Com o tempo, essas estruturas foram se degradando e aumentando as taxas de infiltração, causando perdas significativas por evaporação ou infiltração no solo.

“As pessoas faziam uma estrutura na área rural que desviava uma parte da água de um córrego, por exemplo. Eles faziam valas no terreno onde a água ia percorrendo até chegar nas propriedades”, explica o secretário-executivo de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Luciano Mendes.

Dos canais de irrigação existentes no DF, os três maiores e mais importantes estão na lista para receber melhorias até o ano que vem

O canal da Vargem Bonita era um dos poucos que tinha algum revestimento, quase a totalidade dos regos d’água era feita na terra. Mesmo assim, ao longo do tempo, a manilha foi se desgastando. Às vezes, até raízes de árvores faziam as manilhas serem retiradas ou quebravam o concreto, o que aumentava as perdas d’água”, afirma o secretário.

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E, nos que não tinham qualquer revestimento, a sujeira acumulada ao longo dos anos, por exemplo, aumentava a infiltração da água no solo”, completa Luciano Mendes.

Segundo a Seagri, cerca de 50% do volume de água que entrava nos antigos canais de abastecimento não chegava para os produtores. Sem os canais, provavelmente os produtores teriam que perfurar poços artesianos, que causam maior impacto ambiental e têm custo mais elevado.

Mais importantes do DF 

Dos canais de irrigação existentes no DF, os três maiores e mais importantes estão na lista para receber melhorias até o ano que vem. Além do de Vargem Bonita, ano passado foi entregue o do Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina. As obras foram realizadas no ramal principal e nos canais secundários do Santos Dumont que levam água do Ribeirão Pipiripau para 100 produtores da região.

O canal do Núcleo Rural de Tabatinga, com oito quilômetros tubulados e que vai beneficiar 36 propriedades rurais, aumentou em 120 hectares a área irrigada da região| Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Já o canal do Rodeador, na região do Incra-06, em Brazlândia, está previsto para ser entregue em 2022. A obra deve ser iniciada em janeiro. O canal tem 32 quilômetros de extensão, beneficia mais de 100 produtores rurais e é um dos principais do DF. A maior obra de irrigação da capital será dividida em etapas e vai começar pelo ramal mais significativo do sistema, de 6,4 quilômetros. A nova tubulação vai acabar com desperdícios e permitir captação de 150 litros por segundo, suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes.

“Nesta gestão, os três principais canais de irrigação, os com maior volume, Santos Dumont, Vargem Bonita e Rodeador, passaram ou vão passar por intervenções. Dois já foram entregues e estamos nos preparando para começar o Rodeador”, afirma o secretário de Agricultura.

Na semana passada, o GDF entregou a terceira e última etapa das obras do canal de irrigação do Núcleo Rural de Tabatinga, em Planaltina-DF. Ao todo, foram tubulados oito quilômetros do canal, o que irá beneficiar 36 propriedades rurais. A renovação da estrutura proporcionou o aumento de 120 hectares de área irrigada na região.

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Está em obras o canal do Núcleo Rural Córrego da Coruja, em Ceilândia. Em breve, os 48 produtores da região vão trocar a captação improvisada de água do riacho pelo abastecimento por um canal tubulado de mais de 5 km de extensão. O canal foi projetado para uma vazão de 50 mil litros de água por dia para cada propriedade.

Esforço conjunto

A recuperação dos canais de irrigação é um esforço da Seagri, da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/DF); Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e dos próprios produtores rurais que servem de mão de obra e colocam a mão na massa nas obras. O levantamento topográfico dos canais também é realizado pela Emater-DF.

O canal de irrigação do Santos Dumont foi beneficiado por uma parceria envolvendo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranaíba, que destinou R$ 1,8 milhão arrecadado pela cobrança do uso dos recursos hídricos | Foto: Divulgação/Agência Brasília

No caso do canal de irrigação do Santos Dumont, a parceria envolveu o Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranaíba, que destinou R$ 1,8 milhão arrecadado pela cobrança do uso dos recursos hídricos. No Rodeador, foi feita uma parceria do GDF com a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), que garantiu aporte de R$ 7 milhões para a primeira fase das obras. Recursos do próprio GDF e de emendas parlamentares também financiam o investimento.

A Emater-DF, empresa que auxilia os produtores rurais com produção e comercialização, ajuda no trabalho de revitalização em todas as fases, desde a mobilização das comunidades no engajamento das ações, até na elaboração dos projetos e acompanhamento da execução das obras.

A empresa ressalta que, ao construir sistemas mais eficientes e sustentáveis de gestão da água, a recuperação dos canais de irrigação aumenta a produção agropecuária. Em algumas regiões, a área de produção deve ser ampliada em até 100 hectares com a chegada de água.

Para a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca, essa união de esforços mostra que o trabalho anda quando tem o envolvimento de todos. Além disso, segundo ela, a revitalização traz benefícios para todo o DF.

“A água é o insumo primordial para a agricultura. Com essas revitalizações, além da agricultura, ganha a cidade, que tem sua demanda de água aumentada com a economia do campo. E também ganha com a oferta de alimentos de qualidade produzidos por pequenos produtores da nossa região”, afirma.

Agência Brasília

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