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Conchavo de Lula com a Noruega e ONG’s ia entregar toda a Amazônia

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Lula criou um Fundo que afundou o Brasil. Foto/Arquivo Notibras

O Fundo Amazônia foi criado por um ato público – Decreto 6.527/08 – e operado por um banco público – BNDES. São dois fundamentos que, segundo o pesquisador Claudemiro Soares e a advogada Dênia Magalhães, justificam a ação impetrada na Justiça Federal do Distrito Federal para apurar desvios de uma operação nunca auditada ao longo dos anos.

Na teoria legal, uma vez incorporados ao Erário, os recursos deixam de ser privados. Na prática, a robusta movimentação funcionava internamente no banco estatal como privada, mera conta corrente, tipo deposita aqui e toma lá. O “deposita aqui” tinha apelo direcionado e um principal interessado: a Noruega. O “toma lá”, segundo primeiros levantamentos, tinha destinos pouco republicanos, especialmente políticos.

As doações feitas e outras aguardadas até 2020, totalizariam R$ 20 bilhões. Sem prestação de contas, sem controle do Tribunal de Contas, sem fiscalização dos órgãos federais ou do Congresso Nacional. O Supremo Tribunal Federal até foi convencido por Marina da Silva, então ministra do Meio Ambiente de Lula, que era bom para o país que ONGs não fossem fiscalizadas, por que elas é que deveriam fiscalizar o Governo Federal e controlar o bioma brasileiro. O STF aceitou o argumento. Acredite se quiser.

O negócio funcionava como um cartão de crédito pré-pago a fundo perdido. E até agora, na melhor das hipóteses, deixou um rombo de 5 bilhões de reais.

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A Noruega, instalada na gelada Península Escandinava, um reinado com alto índice de desenvolvimento humano, está longe de chegar ao Grupo dos 7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Inglaterra). Ainda assim, talvez pela pouca exposição mundial, foi escolhida por Lula e sua ministra como o principal país a financiar o Fundo Amazônia. Mas a Noruega é primeiro mundo, jamais suas remessas bilionárias seriam a fundo perdido, apenas por motivos filantrópicos. Ou por amor às araras, pirarucus, mognos e índios.

Antes de entender essa parte, onde está o nó da Noruega, é preciso consultar a história, mesmo que de forma superficial. Remonta aos romanos a prática de ocupação territorial e social por meio indireto, ou seja, introduzindo agentes a serviço de nações interessadas no domínio regional. Essa inserção na região-alvo é feita pela velha fórmula de subjugar sem uso da força. Aos poucos, as ONGs credenciadas e financiadas com dinheiro público, escolhem nativos locais como líderes daquela população, promovem sobre eles o domínio intelectual, social, religioso e político. No caso brasileiro, esses agentes, acredita-se que alguns ingenuamente – especialmente tribos indígenas e caciques cooptados – e outros muito conscientemente, dizem que entre eles prefeitos petistas, passaram a atuar na região ao comando das dezenas de ONGs que recebiam os recursos públicos.

O interesse da Noruega, agora para deixar mais clara a costura engenhosa, teve início pela necessidade daquele país de pagar a conta de créditos de carbono com o mundo. Como eles não têm como promover em seu território a redução imposta de emissão de gases, contrapartida exigida, entendeu que o Brasil deveria pagar essa conta. Aí vem a manobra: eles enviam para cá os recursos, certamente com deságio, que são incorporados ao Erário, tornam-se públicos, e apresentam os créditos que os brasileiros produzem com a preservação da Amazônia, como sendo deles, para pagar a conta. Entenderam? É como ser convidado para uma feijoada e, ao final, o anfitrião pedir que você passe no mercado e pague o feijão e os ingredientes que ele ficou devendo. Então ele paga apenas as laranjas do banquete que promoveu.

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No próximo capítulo – parte 3 da série exclusiva de Notibras sobre o Fundo Amazônia – dessa novela com enredo sofisticado e exótico, vamos compreender o papel das dezenas de ONGs que infestaram a Amazônia, instalaram gabinetes nas dependências da Esplanada dos Ministérios, promoveram o controle de tribos indígenas, riquezas naturais e políticas em nosso território, com o nosso dinheiro.

É a velha supremacia do Hemisfério Norte sobre o Sul. Mas há quem, no Brasil, tenha entendido supremacia da Região Norte sobre a Sul. Aliás, a história surpreende. É exatamente no Sul do país que o criador de mais esse drama nacional está preso. Haja sentenças…

Fonte: Notibras

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Projeto classifica educação bilíngue para surdos como modalidade de ensino

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17/06/2021 – 14:29  

Divulgação/Agência de Notícias do Paraná

Proposta inclui na LDB as pessoas surdas, surdocegas e com deficiência auditiva

O Projeto de Lei 4909/20, do Senado Federal, determina a educação bilíngue de surdos como uma modalidade de ensino independente, com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e o português escrito como segunda língua.

A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, inclui novos itens na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

O texto que veio do Senado inclui na LDB, entre os princípios do ensino no País, o “respeito à diversidade humana, linguística, cultural e identitária das pessoas surdas, surdocegas e com deficiência auditiva”. Também acrescenta à LDB o capítulo “Da Educação Bilíngue de Surdos”.

Ainda de acordo com a proposta, a educação bilíngue – de caráter opcional – será feita em escolas bilíngues de surdos, classes bilíngues de surdos, escolas comuns ou em polos de educação bilíngue de surdos.

O público a ser atendido será de educandos surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com deficiências associadas.

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Inclusão
Ao apresentar o projeto no ano passado, o senador Flávio Arns (Podemos-PR) ressaltou que a iniciativa atendia a demandas da comunidade surda brasileira e da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis). Essa federação defende que a educação bilíngue seja vinculada à LDB — e desvinculada da educação especial. A ideia é promover uma maior inclusão.

Flávio Arns disse ainda que “por muitos anos, a educação bilíngue de surdos vem sendo incluída como parte da educação especial, embora já existam tanto científica e pedagogicamente quanto culturalmente razões suficientes para que ela seja considerada uma modalidade de ensino independente”.

Ensino e pesquisa
Pelo projeto, os sistemas de ensino deverão desenvolver programas integrados de ensino e pesquisa para oferta de educação escolar bilíngue e intercultural aos estudantes surdos, com o objetivo de lhes proporcionar “a recuperação de suas memórias históricas, a reafirmação de suas identidades e especificidades e a valorização de sua língua e cultura”.

A União, de acordo com a proposta, concederá apoio técnico e financeiro para esses programas. Eles serão planejados com a participação das comunidades surdas, de instituições de ensino superior e de entidades representativas dos surdos.

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Atendimento especializado
Para atender às especificidades linguísticas dos surdos, deverá haver, quando necessário, serviços de apoio educacional especializado, como o atendimento educacional especializado bilíngue.

Além disso, o projeto estabelece que a oferta de educação bilíngue de surdos terá início desde o nascimento e deverá se estender ao longo da vida. O projeto também prevê a oferta, aos estudantes surdos, de materiais didáticos e professores bilíngues com formação e especialização adequadas, em nível superior.

Tramitação
A proposta tramita em regime de urgência e será analisada simultaneamente pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto também será votado pelo Plenário.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra
Com informações da Agência Senado

Câmara Federal

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