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DF terá nova delegacia especial de atendimento à mulher

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A criação da segunda unidade especializada foi publicada em edição extra do Diário Oficial

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

O Distrito Federal vai ganhar uma nova Delegacia Especial de Atendimento à Mulher e o Núcleo Regional de Perícias — Base Ceilândia. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial (DODF) dessa segunda-feira (20/04). A unidade se chamará Deam II. Uma delegacia especializada já funciona na Asa Norte e passará a ser denominada da Deam I.

Metrópoles mostrou, na última quarta-feira (15/04), que muitas mulheres estão sendo agredidas e ameaçadas dentro de suas próprias casas durante o período de isolamento social. Dados do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) apontam que foram decretadas em março, quando tiveram início as medidas restritivas, 1.010 medidas protetivas em caráter de urgência. No mês anterior, este número foi de 887. O aumento é de 13,8%.

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As medidas protetivas são determinações judiciais que têm como objetivo garantir a segurança das vítimas. No ano passado, fevereiro também apresentou um número expressivo: foram 1.045 casos e 1.009 em março. Neste ano, enquanto o dado de fevereiro caiu 17% se comparado ao mesmo mês de 2019, março seguiu em alta, agora, com o agravante do isolamento social.

Violência
A Secretaria de Saúde também divulgou um informe epidemiológico com dados de violência interpessoal e autoprovocada em tempos de Covid-19. Os números referem-se ao período de janeiro a março deste ano. Desde o anúncio da Organização Mundial da Saúde (OMS) acerca da pandemia, o monitoramento das notificações passou de semanal para diário.

“A quarentena tende a criar pontos de tensão nos relacionamentos devido às mudanças na rotina e onde já havia violência, há uma tendência para agravar a situação”, explica a assistente social e chefe do Núcleo de Estudos, Prevenção e Atenção às Violências, Elizabeth Maulaz Lacerda Ferreira.

Segundo o informe epidemiológico, até o dia 31 de março de 2020, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) registrou 1.909 notificações para violência interpessoal e autoprovocada no Distrito Federal. Entre elas, 491 notificações foram por violência física e 305, de violência sexual. As mulheres continuam sendo as maiores vítimas nos dois casos.

Ainda de acordo com o documento, o mês de janeiro foi o que apresentou maior volume de notificações do trimestre, com 42,9% das notificações, seguido pelo mês de fevereiro, com 32,9% do total. Março, período de isolamento social decretado pelo governo, foi responsável por 24% do total de notificações, sendo destas 16,9% tendo como alvos pessoas do sexo feminino.

Como forma de tentar aumentar a prevenção e proteção às vítimas, o Governo do Distrito Federal editou a lei que obriga os condomínios residenciais a comunicar a ocorrência ou indício de violência doméstica e familiar contra mulher, criança, adolescente ou idoso que morem nestes locais.

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A PCDF também implementou, na delegacia eletrônica, a opção de registro de violência contra à mulher. Agora, o boletim de ocorrência poderá ser registrado on-line.

Postagem: http://temporarioegnews.com.br

Fonte: Metropoles

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A ética da responsabilidade como atributo do estadista

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Salin Siddartha

Cabe aos governantes do Distrito Federal ser a voz da razão para afirmar Brasília como espaço de liberdade responsável pelo seu desenvolvimento econômico e social. O grau de racionalidade das políticas sociais deve ser adaptável às vocações das Regiões Administrativas do DF como um todo, bem como precisa estar sintonizado com certos aspectos irracionais do comportamento dos agentes políticos a fim de compensá-los com ajustes de previsão, percepção e resolução, já que nem tudo é sempre racional e a forma como as escolhas são estruturadas se torna importante para a tomada de decisões políticas.

Uma coisa é certa: a defasagem entre aquilo que os quadros políticos do governo sabem e aquilo que pensam que sabem é sempre perigosamente elevada. Dessa forma, aquilo que não se sabe é mais relevante do que aquilo que se sabe. Todavia o governante tem mais responsabilidade pelos resultados dos seus atos do que os outros cidadãos, pois a ética da responsabilidade é um atributo do estadista.

É claro que muitos problemas são imperceptíveis, principalmente quando os governantes se mantêm a distância das comunidades, sem observar in loco o que está acontecendo. Sendo assim, é de bom alvitre o contato permanente com a comunidade e o funcionamento deveras participativo da população no poder local.

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A tendência lenta, embora gradual, com que um problema começa a manifestar-se pode ser assaz imperceptível para que se possa prever o desastre que ele possa causar – como no caso da formação de ilhas de calor em nossas áreas urbanas e diversos problemas ambientais que, devagar, mas constantemente, foram espraiando-se pelo Distrito Federal e continuam a ameaçar, cada vez mais, nossa sustentabilidade ambiental. São normalidades deslizantes ocultas por trás de flutuações confusas que não só foram mas também vão deteriorando, aos poucos, a cidade, tornando difícil perceber um futuro que pode ser dramático para a sociedade brasiliense.

A incapacidade de resolver um problema, mesmo após ter sido previsto e percebido dá-se, em muitas ocasiões, pela atitude egoísta, em benefício próprio das oligarquias locais, mesmo que por intermédio de um comportamento nocivo à sociedade. É um sintoma imoral motivado pela perspectiva gananciosa de auferir maiores ganhos financeiros e patrimoniais à custa de perdas irreparáveis à Capital da República.

Note-se o mal que a especulação imobiliária fez em Águas Claras com relação à sustentabilidade do DF em questões como caos urbano, atravancamento do sistema de transporte, congestionamentos, falta de mobilidade e acessibilidade, prejuízos ao meio ambiente. A falta de comedimento leva a própria população a invadir áreas públicas sob o pretexto de que “o vizinho o fez, então eu também irei fazê-lo!”; o pior é que objetivos eleitoreiros conduzem maus políticos a regularizarem tais invasões, para prejuízo e destruição do bem comum das gerações futuras.

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É comum não se tentar resolver problemas já percebidos pelo simples fato de que a manutenção de tais problemas é boa para uma parte das elites poderosas desta cidade. É preciso que se abandonem valores arraigados na cultura e na história da população quando eles passam a ser incompatíveis com a sobrevivência coletiva. Os problemas que aqui apontamos devem servir de alerta também para outras cidades do País. São posturas assim que fazem com que certas sociedades sejam bem sucedidas e sobrevivam felizes pela história adentro, enquanto outras, por efetuarem escolhas erradas, fracassam e deixam de existir.

Fonte: http://temporarioegnews.com.br

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