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Ex-Administrador do Park Way Joffre Nascimento faz nota em desabafo de despedida

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Tchau! Até mais.

Sempre temos hora para chegar, nunca para sair. Às vezes saímos sem pressa, sem querer deixar a boa prosa, o bom café, as boas companhias. Outras, saímos apressados, sem se despedir ou com muita vontade de cair fora.
Não foram esses os motivos da minha saída da Administração Regional do Park Way. Todos sabem, inclusive minha mãe, minha esposa e meus filhos. Em todos, o sentimento consciente que trabalhei com dedicação, honestidade, determinação, espírito colaborativo, cooperativo, comunitário e público.
Nada mais além da obrigação moral e ética profissional que qualquer pessoa, na função pública deve ter. Isso não são méritos.
Minha exoneração não se deu por motivos de ineficiência, desrespeito e amoralidade na minha função pública, tampouco de intolerância, injustiça e incompatibilidade político-ideológico com o Senhor Governador.
Sabemos todos que a exoneração se deu por motivos torpes, carregados das essências que fazem aflorar a inveja, o egoísmo e a maledicência. Quando isso acontece no meio público qualquer biópsia pode constatar a existência do câncer que desfigura políticos em seus papéis de agentes do bem público, torna-os desrespeitosos para com os bens públicos, aflora a ignorância por ações legais e apresenta reações aéticas na relação com o público e seus superiores hierárquicos.
O Park Way, a XXIV Região Administrativa, que 75% dos seus eleitores votaram no Governador Ibaneis- quantidade de votos muito superior a de muitos deputados distritais – há de sobreviver aos ataques distritais, mesquinhos e insalubres, nos seus valores que tanto defendemos: legalidade, qualidade de vida, meio ambiente, ecologia, segurança, mobilidade e, fundamentalmente, combate aos invasores e grileiros, estes, companheiros inseparáveis de políticos rasteiros.
Moradores do Park Way e da Vargem Bonita, meus vizinhos e amigos, ex-colegas da Administração (lamentavelmente todos afastados por sua lealdade, pela interatividade com a comunidade e espírito público, apolítico e apartidário), o momento é de agradecimento pelo apoio recebido do início até o ultimo minuto da minha administração, pois o #FICA JOFFRE teve mais de 12 mil apoios, mais do que o dobro que muitos deputados conseguiram em suas eleições.
O Governador viu, entendeu e acatou a espontânea manifestação dos moradores do Park Way, única RA a apresentar apenas um nome e que vinha da administração passada. Obrigado Governador, gratidão aos vizinhos e amigos.
Desnecessário falar sobre realizações, pois acima delas, canta mais forte a verdade. É ela, a verdade, que representa minha comunidade e vizinhos, suas casas, nossos córregos, condomínios, bosques, conjuntos, nossas árvores, quadras, a fauna, praças e nossas fontes.
Essa verdade exige que levantemos barricadas de cidadania para defendermos, com unhas e dentes, a qualidade de vida que buscamos, desfrutamos e da qual não abrimos mão, sejam quais forem os inimigos: funcionários públicos de momento, invasores, posseiros e grileiros, estejam ou não acobertados e liderados por falsos moralistas públicos, momentaneamente travestidos de deputados distritais.
Tchau, até mais!
José Joffre Nascimento

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Fonte: http://temporarioegnews.com.br

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COLUNISTAS

A ética da responsabilidade como atributo do estadista

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Salin Siddartha

Cabe aos governantes do Distrito Federal ser a voz da razão para afirmar Brasília como espaço de liberdade responsável pelo seu desenvolvimento econômico e social. O grau de racionalidade das políticas sociais deve ser adaptável às vocações das Regiões Administrativas do DF como um todo, bem como precisa estar sintonizado com certos aspectos irracionais do comportamento dos agentes políticos a fim de compensá-los com ajustes de previsão, percepção e resolução, já que nem tudo é sempre racional e a forma como as escolhas são estruturadas se torna importante para a tomada de decisões políticas.

Uma coisa é certa: a defasagem entre aquilo que os quadros políticos do governo sabem e aquilo que pensam que sabem é sempre perigosamente elevada. Dessa forma, aquilo que não se sabe é mais relevante do que aquilo que se sabe. Todavia o governante tem mais responsabilidade pelos resultados dos seus atos do que os outros cidadãos, pois a ética da responsabilidade é um atributo do estadista.

É claro que muitos problemas são imperceptíveis, principalmente quando os governantes se mantêm a distância das comunidades, sem observar in loco o que está acontecendo. Sendo assim, é de bom alvitre o contato permanente com a comunidade e o funcionamento deveras participativo da população no poder local.

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A tendência lenta, embora gradual, com que um problema começa a manifestar-se pode ser assaz imperceptível para que se possa prever o desastre que ele possa causar – como no caso da formação de ilhas de calor em nossas áreas urbanas e diversos problemas ambientais que, devagar, mas constantemente, foram espraiando-se pelo Distrito Federal e continuam a ameaçar, cada vez mais, nossa sustentabilidade ambiental. São normalidades deslizantes ocultas por trás de flutuações confusas que não só foram mas também vão deteriorando, aos poucos, a cidade, tornando difícil perceber um futuro que pode ser dramático para a sociedade brasiliense.

A incapacidade de resolver um problema, mesmo após ter sido previsto e percebido dá-se, em muitas ocasiões, pela atitude egoísta, em benefício próprio das oligarquias locais, mesmo que por intermédio de um comportamento nocivo à sociedade. É um sintoma imoral motivado pela perspectiva gananciosa de auferir maiores ganhos financeiros e patrimoniais à custa de perdas irreparáveis à Capital da República.

Note-se o mal que a especulação imobiliária fez em Águas Claras com relação à sustentabilidade do DF em questões como caos urbano, atravancamento do sistema de transporte, congestionamentos, falta de mobilidade e acessibilidade, prejuízos ao meio ambiente. A falta de comedimento leva a própria população a invadir áreas públicas sob o pretexto de que “o vizinho o fez, então eu também irei fazê-lo!”; o pior é que objetivos eleitoreiros conduzem maus políticos a regularizarem tais invasões, para prejuízo e destruição do bem comum das gerações futuras.

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É comum não se tentar resolver problemas já percebidos pelo simples fato de que a manutenção de tais problemas é boa para uma parte das elites poderosas desta cidade. É preciso que se abandonem valores arraigados na cultura e na história da população quando eles passam a ser incompatíveis com a sobrevivência coletiva. Os problemas que aqui apontamos devem servir de alerta também para outras cidades do País. São posturas assim que fazem com que certas sociedades sejam bem sucedidas e sobrevivam felizes pela história adentro, enquanto outras, por efetuarem escolhas erradas, fracassam e deixam de existir.

Fonte: http://temporarioegnews.com.br

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