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Luiza Trajano: Empresária promoveu a inclusão de negros e mulheres na sociedade

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Marcos Strecker

Luiza Trajano mostrou na pandemia a mesmo energia que a transformou em ícone do mundo empresarial. Articulou com um grupo de mulheres o Unidos pela Vacina, movimento que atuou em 4,5 mil municípios

BRASILEIROS DO ANO
Luiza Trajano – Social

A empresária Luiza Helena Trajano está acostumada a liderar causas bem-sucedidas. E faz isso num ritmo frenético. Engole palavras enquanto fala e concatena várias ideias ao mesmo tempo, em jornadas típicas dos workaholics. Assim ficou conhecida no mundo empresarial, ao erguer uma das companhias mais admiradas do varejo nacional, a Magazine Luiza, ou Magalu, que liderou a revolução digital no setor e tornou-se uma das estrelas da B3.

Em 2013, ela fundou o movimento Mulheres do Brasil. Como tudo que faz, também essa iniciativa decolou. Ele já tem mais de 100 mil participantes. “É o maior grupo político suprapartidário do Brasil”, diz com orgulho. Entre os eixos de atuação estão a promoção de Saúde, Educação, Emprego e Habitação. Outro, batizado de “Pula para 50”, visa ampliar a representatividade feminina na política preenchendo 50% dos assentos no Congresso. Já o Ciência na Saúde pretende resgatar laboratórios e auxiliar cientistas. “Estamos com várias reitoras, a minha família já patrocina dois projetos”, conta.

Com a pandemia, o grupo lançou o movimento Unidos pela Vacina. “O Mulheres do Brasil é que criou e articulou. Visamos aquele público lá da ponta, o mais simples, para vacinar a partir de julho”, conta. “Além de ter uma equipe que trabalhou diretamente com o Ministério da Saúde, nós tivemos trabalho de logística e marketing. Foram mulheres de todos os segmentos: da comunidade, empresárias, donas de casa, de todas as classes sociais e todos os níveis econômicos.” Ela conta que o grupo atuou em 4,5 mil municípios. “Além de ter ajudado profundamente na pandemia a micro e pequena empresa, eu fiz mais de 400 lives.”

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O sucesso fez a fama ultrapassar as fronteiras do País. Ela foi escolhida em setembro pela revista “Time” uma das cem pessoas mais influentes do mundo. É a única brasileira. Desde então, seu escritório não para de receber pedidos de informações de jornalistas de todo o mundo. “Eu assustei um pouco”, diz, entre risadas. “Saí do interior, uma mulher para representar todos os brasileiros. E nesse momento de tanta carência de liderança no mundo. Fiquei muito emocionada.” O protagonismo fez ela voltar para a bolsa de apostas na próxima eleição presidencial, um tema inescapável . Mas ela desconversa. “Não sou candidata a nada, mas sou uma política por natureza”, crava. Ela tem o cuidado de não misturar suas causas com os embates partidários. Não discute a metamorfose do Bolsa Família em Auxílio Brasil, mas é enfática ao dizer que é um programa necessário.

“A gente não sai de uma pandemia sem ele. É uma ponte para sair da pobreza. Mas acho que tem que ser feito com muito equilíbrio fiscal”, afirma diplomaticamente. E enfatiza o caráter coletivo de suas ações. “Não ganhei o prêmio Brasileiros do Ano sozinha. Foi um grupo de pessoas que trabalhou profundamente pela vacina. Fico muito orgulhosa, tenho muita gratidão. E sinto ao mesmo tempo muita responsabilidade de continuar trabalhando pelo Brasil.”

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Sete de setembro

Há quase dez anos Luiza Trajano lançou o grupo Mulheres do Brasil, que já conta com mais de 100 mil participantes. “Nós trabalhamos por projetos e temos como premissas a liberdade de imprensa, a democracia e a igualdade”, afirma. Além de atuar em causas importantes para o País, como educação e habitação, o grupo lançou na pandemia o movimento Unidos pela Vacina. A empresária também é uma batalhadora histórica pela maior diversidade de gênero e de raça nas empresas. A Magalu, companhia cujo conselho de administração preside (o filho Frederico Trajano a dirige desde 2016) foi pioneira em criar um programa de trainees,só para negros há um ano. O caso causou um escândalo nacional e rendeu até ameaça de processo
por discriminação. “As primeiras 72 horas foram muito pesadas. Tudo o que se muda muito radicalmente atrai opositores. Inventaram até um racismo reverso, eu nem sabia o que era é isso. Mas depois virou um exemplo, tanto que estamos repetindo a experiência”, narra.

Fonte: IstoÉ

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Natalia Pasternak: A prioridade agora é levar vacina aos países mais pobres

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Eudes Lima

Graças ao trabalho de cientistas como Natalia Pasternak, a população brasileira se vacinou em massa contra a Covid e os impactos da doença foram freados. A meta agora é expandir esses resultados para os países mais pobres

Quando a microbiologista Natalia Pasternak foi homenageada na edição “Brasileiros do Ano” da ISTOÉ, em 2020, o planeta observava a alta de mortes por Covid e assistia ao debate sobre a vacinação como única alternativa para o controle da pandemia. Passado um ano, a láurea se renova à Natalia como uma representante da ciência e do bom senso, entre os homenageados de 2021. A pesquisadora atua como professora visitante na Columbia University, nos EUA, e preside o Instituto Questão de Ciência (IQC), aqui no Brasil, além de ser colunista em diversos veículos de comunicação. A relevância do trabalho levou a cientista a ser consagrada com vários prêmios no Brasil e exterior. A BBC acaba de indicá-la como uma das 100 mais influentes e inspiradoras mulheres no mundo. Hoje, graças à militância de cientistas por todo o planeta e conscientização das pessoas, o coronavírus está em declínio e grande parte dos países está em processo avançado de vacinação. Nesse cenário, o Brasil é um exemplo, influenciado pela qualidade de cientistas como Natalia.

A microbiologista é uma entusiasta da comunicação da ciência. Esse foi o principal motivo pelo qual ela fundou o IQC, em 2018. Ela não podia prever o quanto a iniciativa iria contribuir com o País em tão pouco tempo. Natália é uma voz com a clareza necessária para explicar os cuidados que podem evitar a contaminação pelo coronavírus, sempre apresentando uma versão inteligível ao senso comum. A boa comunicação salvou vidas. A pesquisadora credita o sucesso da vacinação a um projeto de longo prazo. “A pandemia mostrou que o investimento durante 50 anos em comunicação e valorização das campanhas de vacinação formaram a consciência da população que aderiu, mesmo com um presidente dizendo que os imunizados se transformariam em jacaré ou pegariam Aids”. Num cenário em que a maior autoridade do País fez tudo ao inverso do que os brasileiros precisavam, a contraposição foi fundamental.

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O novo foco da cientista é ampliar o olhar dos líderes mundiais para os países mais pobres. “É preciso organizar uma ação humanitária global para vacinação em massa, caso contrário, novas variantes da Covid continuarão surgindo”, explica. Natalia diz que a ômicron parece ser menos agressiva, mas que ainda precisa ser estudada e não pode ser ignorada. Ciente dos anseios daqueles que ficaram tanto tempo por isolamento social, ela diz que as pessoas precisam comemorar cada vitória. “Já dá para celebrar com a família no fim de ano, mas as festas públicas com multidões como Réveillon e Carnaval podem mais um ano.” O ano de 2022 traz muitas expectativas com a eleição presidencial e Natália é cética quanto à maturidade adquirida pela população durante a pandemia. Ela entende que, com a redução do problema, o cidadão comum tende a esquecer a importância da ciência. “Mas eu gostaria muito de ver o debate do investimento em pesquisa ser pautado de uma forma séria por todos os candidatos à Presidência”.

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Influência internacional

A microbiologista Natalia Pasternak tem ampliado a influência das pesquisas brasileiras na comunidade científica internacional com uma rara qualidade entre os acadêmicos: a capacidade de traduzir estudos de alta complexidade para um público que é leigo. A pedido das Organizações das Nações Unidas (ONU), ela integra a Equipe Halo, que divulga a importância das vacinas por meio da plataforma TikTok. Atua em pesquisas na Universidade da Columbia e reside em Nova York. A distância geográfica, no entanto, não diminuiu a importância da pesquisadora no combate à pandemia no Brasil, ao contrário: Natalia fortalece o bom nome da ciência brasileira no campo da imunização. Ela é inspiração para as novas gerações que assistiram o debate científico vencer o negacionismo espalhado por meio de fake news. O reconhecimento do seu trabalho veio com prêmios e, principalmente, com resultados: milhões de vidas foram salvas pela vacina.

Fonte: IstoÉ

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