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Maria Angélica e Jordana Saldanha, mulheres de sucesso

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Mãe e filha são sócias e dão lições de como reconstruir uma empresa

Elas comandam juntas uma fábrica de alimentação saudável. No início, porém, o negócio era de produção de salgados tradicionais. A reestruturação foi um longo caminho e envolveu mudar o foco e até o nome atual da firma.

Graduada em educação artística, desenho e artes plásticas, a goiana Maria Angélica de Castro, 60 anos, começou a fazer salgados em 2003. “Para família e amigos, eu fazia há muito tempo antes, todo mundo que comia gostava e perguntava: por que você não vende? Então, resolvi fazer isso” lembra. No início, era em casa mesmo. Os primeiros clientes eram vizinhos do condomínio. Para batizar o negócio, Angélica tirou inspiração da área artística. Surgia, assim, a Salgadart. Cerca de 10 anos depois, em 2014, a empresa mudou de nome e de foco, passando a se chamar Be Nutri. A mudança foi motivada pela filha de Angélica, Jordana Saldanha, 41. O envolvimento dela com a marca começou antes, em 2010.

Nessa belíssima trajetória ressaltamos a força das mulheres, gostaríamos de relembrar a trajetória da nossa maior fonte de inspiração: nossa fundadora Maria Angélica de Castro, uma mulher apaixonada pela culinária. Angélica criou o seu primeiro negócio em 2003. Começou vendendo seus salgados para seus vizinhos do condomínio e, logo começou a fazer sucesso e uma boa carteira de clientes.

Anos depois, em conversa com sua filha Jordana, Angélica começou a pensar em como poderia levar seus salgados de uma forma mais saudável para as pessoas, foi então que surgiu a ideia de fazer salgados integrais.

As vendas começaram a aumentar, a qual levaram Angélica a oferecer também refeições leves e saudáveis.

Assim nasceu a Be Nutri, um empreendimento dedicado a cuidar da saúde através da boa alimentação.

Mulheres GUERREIRAS que lutam todos os dias para tornarem os seus sonhos em realidade, assim foi como a fundadora Angélica, ela conquistou o seu sonho, sabe por que? Porque ela não desistiu.

Jordana foi atleta da Seleção Brasileira de Kung Fu durante muito tempo. Sempre via sua mãe produzindo salgados, mas sentia falta de uma alimentação mais saudável. Jordana, que também é graduada em jornalismo, resolveu propor sociedade à mãe com o objetivo de trazer uma pegada mais light aos alimentos. Observava que o mundo estava caminhando para esse lado, mas sua mãe ainda era bem conservadora nesse sentido. Então, fez um desafio: pediu para ela substituir a farinha branca pela integral e, se desse certo, trabalhariam juntas. O teste deu certo, ficou muito gostoso, aí teve de honrar sua promessa. Como a empresa tinha uma clientela consolidada, acostumada a comprar produtos tradicionais, no início, o pessoal fazia cara feia quando ouvia falar de salgados integrais.

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Aos poucos, porém, mãe e filha conseguiram introduzir a novidade no cardápio. Foi uma quebra de paradigma. Ninguém estava habituado a esse tipo de alimentação. A gente apostou muito na divulgação por meio de degustação, porque, quando você prova, não tem jeito, qualquer preconceito cai por terra, explica Jordana. As sócias serviam os produtos em eventos como BSB Mix e Feira da Lua. A estratégia era ganhar o público para, assim, alcançar donos de mercados e lanchonetes. E a tática deu certo. O pessoal chegava e pedia nossos produtos, então, os empreendedores começaram a correr atrás de nós. Durante dois anos, a produção foi dividida, mantendo tanto produtos tradicionais quanto outros mais saudáveis. Até chegar a um ponto em que se tornou insustentável operar com as duas linhas.
Duas mulheres vestindo roupas sociais segurando uma estante de ferro que tem salgados
Não tem como fazer a comunicação de uma cozinha assada e de uma frita ao mesmo tempo. Então, resolvemos nos especializar para ser saudável de verdade, completa. Houve resistência, e as duas acabaram perdendo parte dos clientes. Mas ganharam outros. Com o tempo, a linha de produtos parou de se restringir a lanches e passou a ser de alimentação saudável como um todo, incluindo refeições congeladas, chips, kits para festas, bebidas. Com a transformação, Jordana e Angélica sentiram necessidade de mudar a marca do empreendimento. O primeiro nome remetia só aos salgados. E quando você fala a palavra salgado, isso remete a sal, que é a primeira coisa que a gente corta na proposta de alimentação saudável, observa Angélica. Sob o título Be Nutri, a linha de produtos atende também veganos, vegetarianos, pessoas com restrições alimentares e que fazem dieta, entre outros interessados.
Atualmente, a fábrica, no Paranoá, produz 3 mil unidades de salgado por dia e atende mais de 300 pontos de venda. E não só para Brasília! A rede entrega em Goiânia, Anápolis, Fortaleza, São Paulo, Curitiba e cidades da Bahia. Para Curitiba, chegamos a mandar 4 mil toneladas de mercadorias, comemora Jordana. Por mês, o volume de vendas bruto chega a R$ 70 mil. Nosso maior faturamento é no atacado. As pessoas compram para compor a dieta de uma semana inteira, por exemplo. Porque, se deixarem para comer na rua, ou não comem ou comem besteira, observa. Mãe e filha contam com a ajuda de 20 funcionários.

Receita do sucesso

Para Jordana, trabalhar em família é uma dádiva, desde que se aprenda a separar. A gente tem de deixar a parte pessoal muito de lado. No início, eu misturava um pouco os assuntos. Em casa, você tem de falar do que é de casa. Na empresa, falar do que é da empresa, diz. O lado bom é que a gente nunca perde a ternura. Há mais união pelo fato de sermos um negócio familiar, a gente olha tudo com muito carinho. E os funcionários fazem o mesmo. Angélica explica que as decisões são sempre tomadas em conjunto com a filha. A persistência, um plano de negócios bem traçado, com metas bem definidas e visão de mercado, são outros elementos que fazem a parceria dar certo.
Por fim, é de grande valor a atualização. Estamos sempre renovando, diz Angélica. Inovação e renovação são os dois pontos que nos fazem continuar. Estamos focadas em sempre ter produtos diferentes, inovar nos processos, completa Jordana. Não à toa a empresa foi reconhecida em duas premiações: o prêmio Sebrae Mulher de Negócios e o MPE Brasil, em gestão industrial. Nunca imaginei que fôssemos ganhar porque tem tanta história linda, tanta gente gerindo bem. O troféu foi só a cereja do bolo, tem todo um processo de participar: descobrimos os pontos fortes e fracos para melhorar, relata Jordana.

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Fonte: Redação, Com informações Correio Brasiliense

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Natalia Pasternak: A prioridade agora é levar vacina aos países mais pobres

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Eudes Lima

Graças ao trabalho de cientistas como Natalia Pasternak, a população brasileira se vacinou em massa contra a Covid e os impactos da doença foram freados. A meta agora é expandir esses resultados para os países mais pobres

Quando a microbiologista Natalia Pasternak foi homenageada na edição “Brasileiros do Ano” da ISTOÉ, em 2020, o planeta observava a alta de mortes por Covid e assistia ao debate sobre a vacinação como única alternativa para o controle da pandemia. Passado um ano, a láurea se renova à Natalia como uma representante da ciência e do bom senso, entre os homenageados de 2021. A pesquisadora atua como professora visitante na Columbia University, nos EUA, e preside o Instituto Questão de Ciência (IQC), aqui no Brasil, além de ser colunista em diversos veículos de comunicação. A relevância do trabalho levou a cientista a ser consagrada com vários prêmios no Brasil e exterior. A BBC acaba de indicá-la como uma das 100 mais influentes e inspiradoras mulheres no mundo. Hoje, graças à militância de cientistas por todo o planeta e conscientização das pessoas, o coronavírus está em declínio e grande parte dos países está em processo avançado de vacinação. Nesse cenário, o Brasil é um exemplo, influenciado pela qualidade de cientistas como Natalia.

A microbiologista é uma entusiasta da comunicação da ciência. Esse foi o principal motivo pelo qual ela fundou o IQC, em 2018. Ela não podia prever o quanto a iniciativa iria contribuir com o País em tão pouco tempo. Natália é uma voz com a clareza necessária para explicar os cuidados que podem evitar a contaminação pelo coronavírus, sempre apresentando uma versão inteligível ao senso comum. A boa comunicação salvou vidas. A pesquisadora credita o sucesso da vacinação a um projeto de longo prazo. “A pandemia mostrou que o investimento durante 50 anos em comunicação e valorização das campanhas de vacinação formaram a consciência da população que aderiu, mesmo com um presidente dizendo que os imunizados se transformariam em jacaré ou pegariam Aids”. Num cenário em que a maior autoridade do País fez tudo ao inverso do que os brasileiros precisavam, a contraposição foi fundamental.

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O novo foco da cientista é ampliar o olhar dos líderes mundiais para os países mais pobres. “É preciso organizar uma ação humanitária global para vacinação em massa, caso contrário, novas variantes da Covid continuarão surgindo”, explica. Natalia diz que a ômicron parece ser menos agressiva, mas que ainda precisa ser estudada e não pode ser ignorada. Ciente dos anseios daqueles que ficaram tanto tempo por isolamento social, ela diz que as pessoas precisam comemorar cada vitória. “Já dá para celebrar com a família no fim de ano, mas as festas públicas com multidões como Réveillon e Carnaval podem mais um ano.” O ano de 2022 traz muitas expectativas com a eleição presidencial e Natália é cética quanto à maturidade adquirida pela população durante a pandemia. Ela entende que, com a redução do problema, o cidadão comum tende a esquecer a importância da ciência. “Mas eu gostaria muito de ver o debate do investimento em pesquisa ser pautado de uma forma séria por todos os candidatos à Presidência”.

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Influência internacional

A microbiologista Natalia Pasternak tem ampliado a influência das pesquisas brasileiras na comunidade científica internacional com uma rara qualidade entre os acadêmicos: a capacidade de traduzir estudos de alta complexidade para um público que é leigo. A pedido das Organizações das Nações Unidas (ONU), ela integra a Equipe Halo, que divulga a importância das vacinas por meio da plataforma TikTok. Atua em pesquisas na Universidade da Columbia e reside em Nova York. A distância geográfica, no entanto, não diminuiu a importância da pesquisadora no combate à pandemia no Brasil, ao contrário: Natalia fortalece o bom nome da ciência brasileira no campo da imunização. Ela é inspiração para as novas gerações que assistiram o debate científico vencer o negacionismo espalhado por meio de fake news. O reconhecimento do seu trabalho veio com prêmios e, principalmente, com resultados: milhões de vidas foram salvas pela vacina.

Fonte: IstoÉ

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