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Afeganistão: Airbnb oferece acomodação gratuita a 20 mil refugiados afegãos

A plataforma online de serviço de hospedagem Airbnb disse que vai oferecer acomodação gratuita a 20 mil refugiados afegãos para ajudar no reassentamento deles pelo mundo.

O CEO da empresa, Brian Chesky, disse que a medida é uma resposta a “uma das maiores crises humanitárias da nossa era” e que era sua responsabilidade fazer algo para ajudar.

“Eu espero que isso inspire outras empresas a fazer o mesmo. Não temos tempo para desperdiçar”, disse Chesky, que é cofundador do Airbnb.

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“À medida que milhares de afegãos refugiados são reassentados pelo mundo, onde eles ficam será o primeiro capítulo de suas novas vidas. Para esses 20 mil refugiados, minha esperança é que a comunidade do Airbnb garanta a eles não apenas um lugar seguro para descansar e recomeçar, mas também boas-vindas calorosas à casa”, completou.

O CEO do Airbnb, Brian Chesky, anunciou que a empresa vai oferecer acomodação gratuita a 20 mil afegãos pelo mundo — Foto: Divulgação via BBC

A oferta começa imediatamente e a empresa diz que está trabalhando com organizações não-governamentais in loco para ajudar com as necessidades mais urgentes.

O Airbnb explicou que vai colaborar com agências de reassentamento e ONGs “para ir onde a demanda está” e adaptar a iniciativa e o tipo de apoio à necessidade.

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“Começando hoje, o Airbnb vai acomodar 20 mil refugiados afegãos pelo mundo de graça”, escreveu Chesky no Twitter.

“Nós vamos pagar por essas estadias, mas não poderíamos fazer isso sem a generosidade dos nossos ‘hosts’ (as pessoas que alugam suas propriedades pela plataforma)”, disse.

A empresa disse que os custos das estadias seriam financiados por meio de contribuições do Airbnb e de Chesky, bem como de pessoas que doam ao Airbnb.org Refugee Fund, um fundo criado pela empresa para políticas de apoio a refugiados.

Chesky pediu que hosts interessados em ajudar entrem em contato com ele.

“O deslocamento e reassentamento de refugiados afegãos nos Estados Unidos e em outros lugares é uma das maiores crises humanitárias da atualidade”, ele disse.

Faz tempo que pessoas que alugam suas propriedades no Airbnb são encorajadas pela plataforma a doar estadias para “pessoas em situação de crise”.

O esquema começou em resposta ao Furacão Sandy, em 2012, quando mais de mil pessoas precisaram de acomodação de emergência depois que Nova York foi atingida.

Imagem cedida pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA mostra pessoas embarcando num Globemaster III C-17 durante uma evacuação no Aeroporto Internacional Hamid Karzai, Cabul, Afeganistão, 18 de agosto de 2021 — Foto: AFP/US MARINES CORP/Lance Cpl. Nicholas GUEVARA

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Desde então, ele ajudou mais de 75 mil pessoas, segundo o Airbnb.

A empresa lançou a iniciativa Open Homes (Casas Abertas) em 2017, para permitir que a sua comunidade de hosts ofereça suas propriedades de graça a pessoas atingidas por desastres e que estão fugindo de conflitos.

Desde então, a iniciativa ofereceu estadias gratuitas a pessoas afetadas pelo terremoto na Cidade do México, os incêndios na Califórnia e na Austrália e outros desastres.

Depois, a empresa fundou a sua própria ONG, a Airbnb.org, que foca em ajudar as pessoas a trocarem e compartilharem acomodações e recursos em tempos de crise.

Na semana passada, deu financiamento emergencial ao Comitê Internacional de Resgate e ao Church World Service para garantir estadia temporária a mil refugiados afegãos.

E, no último fim de semana, deu hospedagem a 165 refugiados pouco depois de desembarcarem nos EUA.

“Acomodação acessível é urgentemente necessária e essencial”, disse David Miliban, presidente do Comitê de Resgate Internacional.

Vídeos: Histórias e relatos sobre o caos no Afeganistão

G1

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Trump expressa apoio a Bolsonaro após aprovação de relatório da CPI que acusa presidente de 9 crimes

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O então presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente brasileiro Jair Bolsonaro são vistos durante um jantar no Mar a Lago, em Palm Beach, Flórida, Estados Unidos, em 07 de março de 2020 — Foto: Alan Santos/Presidência via AFP

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou apoio ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (26), dia em que a CPI da Covid aprovou, por 7 votos a 4, o relatório final elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) sobre a maior tragédia sanitária da história do Brasil.

O relatório aprovado pelos senadores tem 1.289 mil páginas e responsabiliza o presidente Jair Bolsonaro por considerar que ele cometeu pelo menos nove crimes (leia mais abaixo).

“O presidente Jair Bolsonaro e eu nos tornamos grandes amigos nos últimos anos. Ele luta muito e ama o povo do Brasil – assim como eu faço pelo povo dos Estados Unidos. O Brasil tem sorte de ter um homem como Jair Bolsonaro trabalhando para eles. Ele é um grande presidente e nunca decepcionará o povo de seu grande país!”, disse Trump.

Bolsonaro e Trump se encontraram pessoalmente ao menos quatro vezes: em duas visitas do presidente brasileiro aos EUA em 2019, em março e setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, e uma vez no Japão, no mesmo ano, e em março de 2020, quando Bolsonaro esteve na Flórida.

Durante os encontros, sempre demonstraram afinidades e trocaram elogios. Bolsonaro e seu filho Eduardo, que também conheceu pessoalmente o ex-presidente, nunca esconderam a torcida para que Trump se reelegesse, o que não aconteceu.

Com a aprovação do relatório final, a comissão de inquérito criada para investigar ações e omissões do governo durante a pandemia encerra os seis meses de trabalhos pedindo o indiciamento de 78 pessoas e duas empresas.

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Além do presidente, há, também, pedidos de indiciamento de ministros, ex-ministros, três filhos do presidente, deputados federais, médicos, empresários e um governador – o do Amazonas, Wilson Lima. Duas empresas que firmaram contrato com o Ministério da Saúde – a Precisa Medicamentos e a VTCLog – também foram responsabilizadas.

Senadores fazem minuto de silêncio antes do fim da CPI da Covid

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A aprovação do relatório se deu após mais de sete horas de discussão, com dois intervalos, em meio a contestações da tropa governista minoritária na CPI.

Senadores aliados ao Palácio do Planalto refutaram a tese de que Bolsonaro foi responsável pelo agravamento da pandemia no Brasil e apresentaram votos em separado nos quais pediram a investigação sobre a atuação de governadores e prefeitos. As propostas, porém, não foram sequer votadas, já que o parecer de Renan Calheiros foi aprovado antes.

Em um primeiro desdobramento da CPI, senadores planejam entregar o relatório ao procurador-geral da República, Augusto Aras, já nesta quarta-feira (27).

Também está prevista nos próximos dias a entrega do documento ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e aos ministérios públicos do Rio e de São Paulo. O parecer será encaminhado ainda ao Tribunal Penal Internacional.

Entenda os próximos passos jurídicos e o impacto político da CPI para o governo Bolsonaro

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Crimes atribuídos a Bolsonaro

No caso de Bolsonaro, Renan Calheiros pede indiciamento pelos seguintes crimes:

  1. epidemia com resultado morte
  2. infração de medida sanitária preventiva
  3. charlatanismo
  4. incitação ao crime
  5. falsificação de documento particular
  6. emprego irregular de verbas públicas
  7. prevaricação
  8. crimes contra a humanidade
  9. crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo)
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“O presidente da República repetidamente incentivou a população a não seguir a política de distanciamento social, opôs-se de maneira reiterada ao uso de máscaras, convocou, promoveu e participou de aglomerações e procurou desqualificar as vacinas contra a covid-19. Essa estratégia, na verdade atrelada à ideia de que o contágio natural induziria a imunidade coletiva, visava exclusivamente à retomada das atividades econômicas”, escreveu Renan Calheiros no documento.

Relatório da CPI da Covid pede indiciamento de Bolsonaro por 9 crimes no combate à pandemia

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Segundo o relator, as ações de Bolsonaro durante a pandemia podem ser enquadradas em crime de responsabilidade — infração imposta ao presidente da República em caso de atos que atentam a Constituição, e que podem resultar em impeachment.

Isso porque, escreveu o relator, a atuação de Bolsonaro “mostrou-se descomprometida com o efetivo combate da pandemia da Covid-19 e, consequentemente, com a preservação da vida e integridade física de milhares de brasileiros”.

Entre os atos de Bolsonaro que, para Renan, “incontestavelmente atentaram contra a saúde pública e a probidade administrativa”, estão a “minimização constante da gravidade da Covid-19” e a criação de mecanismos ineficazes de controle e tratamento do coronavírus.

O relator afirmou ainda que Bolsonaro “foi o principal responsável pela propagação da ideia de tratamento precoce”.

“Em tempos normais, seria apenas um exemplo de desprezível charlatanismo pseudocientífico. Contudo, em meio a uma pandemia global, colaborou para gerar uma monstruosa tragédia, na qual alguns milhares de brasileiros foram sacrificados”, escreveu o relator.

G1

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