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Austrália ‘zera’ casos de Covid-19 e sedia show sem restrições

Há um mês não há novos casos da doença no país

A banda Midnight Oil realizou concerto na Austrália Foto: Reprodução/Facebook

A Austrália não registra um novo caso de Covid-19 desde 26 de fevereiro. O primeiro-ministro interino James Merlino anunciou que as máscaras já não são mais obrigatórias dentro das lojas, e os cidadãos poderão receber até 100 convidados em suas casas.

No último fim de semana a clássica banda australiana Midnight Oil realizou um show na cidade de Geelong, para 13 mil pessoas – em concerto presencial, sem a necessidade de distanciamento social ou o uso de máscara de proteção. O grupo está realizando uma mini turnê pela Austrália, algo que não foi possível durante todo o ano passado.

De acordo com o site oficial do Ministério de Saúde da Austrália, o país contabilizou 29.220 mil infectados e 909 mortes por Covid-19 durante toda a pandemia, iniciada em janeiro de 2020. O site informa que, atualmente, há 149 casos estimados no país.

Fonte: Pleno.News

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Fome na Coreia do Norte: a rara admissão do líder Kim Jong-un sobre ‘situação tensa’ no país

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Corpo mais magro de Kim Jong-un gerou mais especulações sobre sua saúde — Foto: Reuters via BBC

O líder norte-coreano Kim Jong-un reconheceu formalmente que seu país enfrenta escassez de alimentos. Em uma reunião de líderes do seu partido, Kim disse: “A situação alimentar das pessoas está ficando tensa”.

Ele disse que o setor agrícola não conseguiu cumprir suas metas de grãos devido aos tufões no ano passado, que causaram inundações. Há relatos de que os preços dos alimentos dispararam, com a rede de notícias NK News afirmando que um quilo de banana chega a custar US$ 45 (R$ 225).

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A Coreia do Norte fechou suas fronteiras para conter a disseminação da Covid-19.

Como resultado, o comércio com a China despencou. A Coreia do Norte depende da China para alimentos, fertilizantes e combustível.

A Coreia do Norte também enfrenta sanções internacionais impostas por causa de seus programas nucleares.

Montagem com fotos de Kim Jong-un em 8 de fevereiro (esquerda) e 15 de junho deste ano evidencia rosto mais magro do ditador norte-coreano — Foto: KCNA via AP

O líder autoritário falou sobre a situação alimentar no comitê central do Partido dos Trabalhadores, o único partido governante do país, que começou esta semana na capital Pyongyang.

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Durante a reunião, Kim disse que a produção industrial nacional cresceu cerca de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

Acredita-se que as autoridades discutiriam as relações com os EUA e a Coreia do Sul durante o evento, mas nenhum detalhe foi divulgado ainda.

Kim Jong-un inspeciona local de construção de casas em Pyongyang, na Coreia do Norte, em foto divulgada em março — Foto: KCNA via Reuters

Em abril, Kim fez uma rara admissão de privações iminentes, conclamando os membros do partido a “travar outra ‘Marcha Árdua’, mais difícil, a fim de aliviar o nosso povo da dificuldade, mesmo que um pouco”.

“Marcha Árdua” é um termo usado pelas autoridades da Coreia do Norte para se referir à luta do país durante a fome dos anos 1990, quando a queda da União Soviética deixou a Coreia do Norte sem importante ajuda externa.

O número total de norte-coreanos que morreram de fome na época não é conhecido, mas as estimativas chegam a 3 milhões.

Relembre no VÍDEO abaixo: ONU alertava para fome na Coreia do Norte em 2019

Nações Unidas alertam para a crise da fome na Coreia do Norte
Nações Unidas alertam para a crise da fome na Coreia do Norte

Nações Unidas alertam para a crise da fome na Coreia do Norte

Análise de Laura Bicker

Correspondente da BBC News

É muito incomum para Kim Jong-un reconhecer publicamente a escassez de alimentos. Mas este é um líder norte-coreano que já admitiu que seu plano econômico falhou.

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O problema para é que, ao assumir o cargo de seu pai, ele havia prometido ao povo um futuro mais próspero. Ele havia dito que os norte-coreanos teriam carne em suas mesas e acesso à eletricidade. Isso não aconteceu. Agora ele está tendo que preparar a população para um trabalho mais árduo.

Ele está tentando vincular isso à pandemia global, e a imprensa estatal informou que ele disse às autoridades do partido que a situação em todo o mundo está ficando “cada vez pior”. Com tão pouco acesso a informações externas, ele pode pintar um quadro de como as coisas estão ruins em todos os lugares — não apenas na isolada Coreia do Norte. Ele também disse que os esforços para derrotar a covid-19 serão uma “guerra prolongada”. Isso sinaliza que o fechamento de fronteiras não acabará tão cedo.

Essa é a preocupação de muitas organizações de ajuda. A fronteira fechada impede a passagem de alimentos e remédios. A maioria das ONGs teve que deixar o país sem conseguir fazer com que os suprimentos entrassem.

Pyongyang sempre pediu “autossuficiência”. O país se isolou e é improvável que peça ajuda. Se o governo continuar rejeitando todas as ofertas de assistência internacional, como sempre fez, serão as pessoas que pagarão por isso.

G1

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