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Brasil concedeu 339 vistos humanitários a afegãos e analisa outros 393 pedidos, diz Itamaraty

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O Brasil concedeu 339 vistos humanitários a cidadãos afegãos em 90 dias, informou nesta quarta-feira (1º) o Ministério das Relações Exteriores. Segundo a pasta, outros 393 pedidos estão sendo analisados pelos diplomatas brasileiros.

Em setembro, os ministérios das Relações Exteriores e da Justiça e Segurança Pública anunciaram que o Brasil poderia conceder visto humanitário a afegãos que desejassem deixar o Afeganistão por conta do Talibã, que retomou o controle do país.

Segundo portaria do governo que trata do tema, pode ser concedido visto temporário e de autorização de residência para fins de acolhida humanitária para cidadãos “afegãos, apátridas e pessoas afetadas pela situação de grave ou iminente instabilidade institucional ou de grave violação de direitos humanos ou do Direito Internacional Humanitário no Afeganistão”.

De acordo com o Itamaraty, os 393 pedidos de visto que estão em análise têm as entrevistas conduzidas pelas embaixadas do Brasil em:

  • Islamabad, no Paquistão;
  • Teerã, no Irã;
  • Moscou, na Rússia;
  • Ancara, na Turquia;
  • Doha, no Catar, e
  • Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Afegãos relatam dificuldades para conseguir visto humanitário do Brasil

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“O governo brasileiro está em contato estreito e cotidiano com grupos e associações da sociedade civil de apoio aos afegãos e com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), para processar com a rapidez possível as solicitações e apoiar os trâmites necessários”, disse o Itamaraty em nota.

Segundo o governo, já estão em território brasileiro “numerosos cidadãos afegãos”. Entre os afegãos que estão no Brasil estão inclusas “magistradas, jovens fotógrafas afegãs e seus grupos familiares”.

Mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência e seus familiares têm prioridade na concessão do visto humanitário brasileiro.

O governo brasileiro também reconheceu e agradeceu o governo do Paquistão pela colaboração para que a política de acolhida humanitária brasileira seja realizada, com esforços para a saída do território paquistanês dos cidadãos afegãos que obtenham vistos no Brasil.

Volta do Talibã ao poder no Afeganistão

Os Estados Unidos terminaram a retirada de suas tropas do Afeganistão em agosto. O presidente Joe Biden não quis estender a retirada das tropas para além da data limite de 31 de agosto.

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Biden afirmou que a comunidade internacional espera que o Talibã cumpra com o compromisso de permitir a saída daqueles que queiram deixar o país.

Com a retomada do poder, os talibãs tentaram vender um tom mais moderado do que a realidade de 20 anos atrás, quando o grupo extremista controlou o país pela primeira vez, adotando rígidas regras de conduta – especialmente para mulheres – e impondo restrições severas e violentos castigos físicos.

Talibã anuncia governo provisório no Afeganistão

Talibã anuncia governo provisório no Afeganistão

No entanto, há diversos relatos de perseguição a membros do governo, a proibição de que mulheres possam trabalhar e circular livremente e repressão aos profissionais da imprensa e seus familiares.

Sob o governo talibã, entre 1996 e 2001, entretenimentos como televisão e música foram proibidos, as mãos dos ladrões eram cortadas, e assassinos, executados em público.

Mulheres ficaram proibidas de trabalhar, ou estudar; e as acusadas de adultério eram açoitadas e apedrejadas até a morte.

G1

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Socialistas favoritos a manter o poder em Portugal

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Os portugueses começaram a votar antecipadamente neste domingo (23) para as eleições legislativas de 30 de janeiro

Os portugueses começaram a votar antecipadamente neste domingo (23) para as eleições legislativas de 30 de janeiro, uma votação que o primeiro-ministro socialista Antonio Costa é o favorito, embora a sua vantagem sobre a oposição de centro-direita tenha diminuído.

Pandemia obriga, cerca de 315.000 eleitores, incluindo o chefe do Governo cessante, inscreveram-se para votar a partir das 08h00 GMT (5h00 de Brasília), uma semana antes da data oficial destas eleições antecipadas.

O primeiro-ministro Antonio Costa, deve votar na parte da manhã no Porto (norte).

Estas eleições foram convocadas pelo presidente conservador Marcelo Rebelo de Sousa na sequência da rejeição do orçamento do Executivo, que é minoritário, pelos seus antigos aliados da esquerda radical.

O Partido Socialista é atualmente creditado com cerca de 38% das intenções de voto, em comparação com pouco mais de 30% para o principal partido de oposição de centro-direita, o Partido Social Democrata (PSD) do ex-prefeito do Porto Rui Rio, de acordo com um agregador de sondagens publicado pela Rádio Renascença.

Mas, de acordo com várias pesquisas, a tendência dos últimos dias indica uma queda da diferença entre as duas forças.

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O partido de extrema-direita Chega, que entrou no Parlamento com apenas um deputado em 2019, pode se tornar a terceira força política do país, com quase 7% dos votos.

– Equilíbrio de forças –

Liderado por André Ventura, o Chega está lado a lado com as formações de esquerda radical que levaram Antonio Costa ao poder em 2015: o Bloco de Esquerda e a coalizão comunista-verde.

Criticando a decisão “irresponsável” de seus ex-parceiros, dos quais espera não depender mais para governar, Costa pede aos eleitores que lhe deem a maioria absoluta que lhe escapou em 2019.

Se não atingir esse objetivo, já disse que tentará governar sozinho, negociando apoio parlamentar caso a caso ou contando com um pequeno partido.

“É provável que se mantenha o atual equilíbrio de forças”, considera o cientista político José Santana Pereira, da Universidade de Lisboa, acrescentando que será “complicado” para Costa formar “um governo estável” sem os partidos da esquerda radical.

No entanto, “Antonio Costa é um político nato e, aos olhos do eleitorado, está mais bem preparado que Rui Rio”, muito contestado em seu próprio campo, observa a analista Marina Costa Lobo.

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Durante seu primeiro mandato, o país experimentou quatro anos de crescimento econômico que lhe permitiu reverter a política de austeridade implementada após a crise da dívida de 2011, ao mesmo tempo em que registrou o primeiro superávit orçamentário de sua história recente.

Os últimos dois anos foram marcados pela crise sanitária da qual Portugal espera sair em breve graças a uma das taxas de cobertura vacinal mais elevadas do mundo.

Os portugueses são chamados às urnas pela terceira vez desde o início da pandemia de covid-19, depois da reeleição há um ano do presidente conservador Marcelo Rebelo de Sousa e das eleições municipais de setembro, que os socialistas venceram apesar da perda da prefeitura de Lisboa.

Tal como os seus vizinhos europeus, Portugal é afetado pela variante ômicron com recordes de casos –  que chegaram a quase 60.000 novos casos diários na sexta-feira e no sábado.

Cerca de 600 mil pessoas estão atualmente em quarentena, dois terços delas potenciais eleitores, de um total de 9,3 milhões de eleitores recenseados em território português.

Esses eleitores poderão quebrar o isolamento no próximo domingo para ir votar.

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