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Covid: britânico antivacina morre após foto com respirador para se mostrar arrependido

Reino Unido aprova quarta vacina a ser usada no país

Reino Unido aprova quarta vacina a ser usada no país

Um homem cético em relação às vacinas contra Covid morreu num hospital do Reino Unido duas semanas depois de um médico publicar uma foto dele sentado em um leito de hospital.

Depois de ficar gravemente doente com o vírus, Matthew Keenan, de 34 anos, autorizou que sua foto fosse divulgada para estimular as pessoas a tomarem a vacina contra covid — Foto: Leanne Cheyene/Twitter

Matthew Keenan, da cidade de Bradford, permitiu que Leanne Cheyne postasse a imagem dele com máscara de oxigênio, para que servisse de apelo para as pessoas se vacinarem. Cheyne, que é pneumologista, disse que o homem de 34 anos contou a ela que “queria voltar no tempo”.

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“Matthew concordou com que eu compartilhasse a história dele. [Ele tinha] 34 anos, [era] treinador de futebol e pai. Cético confesso da vacina até pegar Covid, ele queria poder voltar no tempo. Nossos pacientes mais graves não tomaram a vacina e têm menos de 40 anos. Matthew está lutando pela vida… Salvem as suas”, publicou Cheyne no Twitter, no dia 11 de julho, junto com a foto do paciente.

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A médica explicou que Keenan estava usando uma máquina de oxigênio CPAP. Poucos dias antes, em 2 de julho, ele publicou no próprio Facebook que havia testado positivo para covid.

Segundo Cheyne, que trabalha no Bradford Teaching Hospitals Foundation Trust, Keenan estava em ventilação não invasiva, a um passo de tratamento na UTI.

Ele disse à BBC que o homem de 34 anos esperava que compartilhar sua história encorajaria as pessoas a se vacinarem. Na cidade de Bradford, 72% dos adultos tomaram a primeira dose da vacina e 57% tomaram a segunda até 25 de julho.

O Reino Unido tem uma das maiores taxas de vacinação por 100 habitantes. Mas há pessoas que se recusam a tomar a vacina.

Homenagens

Várias homenagens foram feitas a Keenan, que era um técnico de futebol conhecido na cidade. Um porta-voz da liga de futebol Bradford Sunday Alliance disse: “Matthew foi um grande cara, um cavalheiro, uma verdadeira lenda, sempre tinha tempo para todo mundo, mesmo que não conhecesse a pessoa, e sempre fazia todos sorrirem. Ele amava o seu futebol.”

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Colega da liga de futebol em que atuava Keenan, Akif Khan disse que ele sempre “dava o seu melhor para todos”. No Facebook, o grupo de apoio à saúde mental Speak In Club, escreveu: “Absolutamente devastado em saber da morte do meu colega Matthew Keenan. Sinceramente uma das melhores pessoas que você poderia conhecer. Ele iluminava todo o lugar por onde passava. Voa, meu irmão. Você nunca vai caminhar sozinho.”

Já o grupo de rap Bad Boy Chiller Crew, de quem Keenan era fã, escreveu: “Bradford perdeu uma verdadeira lenda. RIP, você sempre será lembrado nos nossos corações até nos encontrarmos novamente.”

Uma vaquinha online foi iniciada para ajudar a família de Keenan.

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Ginecologista parisiense renomado é acusado de violentar pacientes

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Imagem de divulgação do ginecologista Emile Darai, sem data — Foto: Divulgação/Hospital Tenon

O chefe do centro de endometriose do Hospital Tenon, em Paris, Emile Daraï, denunciado por diversas pacientes, que relataram ter sido submetidas a violências físicas e verbais, e é alvo de uma investigação interna. A reportagem foi publicada com exclusividade pelo site da rádio Franceinfo, da França.

Algumas das pacientes o descrevem como um “açougueiro”, relata a Franceinfo, que ouviu várias mulheres. Outras o comparam a um “veterinário” após consultas tão esperadas com o médico, um dos maiores especialistas parisienses de endometriose.

Uma das vítimas descreve que, depois de meses de espera, conseguiu um horário com o especialista. À Franceinfo, a paciente contou que o exame foi feito com extrema violência. A tal ponto que os pontos de uma operação recente que ela tinha realizado acabaram cedendo. “Senti uma dor extrema, senti que estava sangrando, comecei a me debater e soltei um grito. Ainda sinto no meu corpo uma parte dessa sensação. A gente não esquece esse tipo de coisa”, relata.

Ela deixou o consultório chorando e decidiu alertar, algumas semanas mais tarde, o Conselho Regional de Medicina e o hospital Tenon. Na carta, que ela escreveu em agosto de 2014, ela denunciou os atos de violência. “Os gestos do médico são particularmente chocantes e suas práticas deontológicas são questionáveis. Sofro de uma endometriose ginecológica e digestiva e estou habituada a exames vaginais e anais. Nunca recusei esse tipo de gesto sem ter uma boa razão para isso, e estou acostumada à dor que esses exames normalmente provocam. Durante toda minha trajetória de paciente, nada se compara à violência do exame de toque retal imposto pelo Dr. Daraï”, denunciou.

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O clínico-geral da paciente também escreveu uma carta para o especialista dizendo que ela estava em “estado de choque” depois do exame. Depois de ser submetida a uma nova operação para, segundo ela, tratar as fissuras provocadas pelo exame brutal, ela recebeu uma carta do Dr. Daraï em casa. Ele desmentiu a versão da paciente e afirmou que seu exame clínico “é sempre praticado com delicadeza”.

Outras pacientes também se queixaram do comportamento do ginecologista e descreveram a brutalidade dos exames.

Residentes presenciaram atos

A rádio francesa entrou em contato com outras pacientes e também com estudantes de Medicina que denunciaram as práticas do especialista. “Tive a impressão de estar ficando louca, mas nunca nenhum ginecologista jamais agiu desse jeito comigo”, diz Lucie, outra vítima.

Uma estudante conta ter assistido a uma consulta em que o médico violentou uma paciente com o espéculo. “Tive vontade chorar. Tinha acabado de assistir a um estupro e não disse nada”, declarou a residente à Franceinfo. Outros descrevem comentários de mau gosto feitos pelo médico durante cirurgias para retirar tumores do ovário em estágio avançado.

O Conselho Departamental do Conselho Regional de Medicina de Paris disse ter recebido três queixas em 2014 contra o médico, mas nenhuma paciente levou o procedimento adiante. A APHP, instituição que administra os hospitais públicos parisienses, também declarou ter recebido cinco reclamações. Segundo a APHP, uma investigação interna conjunta será realizada pelo hospital Tenon e a faculdade de Medicina da Sorbonne.

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