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Desfile de aniversário da Coreia do Norte exibiu máquinas, e não armas; veja fotos

Imagem de desfile do dia 9 de setembro em Pyongyang, na Coreia do Norte — Foto: Stringer/ KCNA Via KNS / Via AFP

No desfile para celebrar o aniversário da fundação do país nesta quinta-feira (9), a Coreia do Norte exibiu tratores e caminhões de bombeiros, e não os habituais tanques e mísseis.

O governo norte-coreano tem programas de armas nucleares e mísseis balísticos e enfrenta sanções internacionais por isso. Geralmente, o regime utiliza os desfiles para exibir seus projetos mais recentes.

Relatório anual da ONU diz que a Coreia do Norte parece ter reiniciado um reator nuclear que produz plutônio para armas nucleares

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Em um desfile em janeiro, celebrado uma noite antes da posse de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos, os militares norte-coreanos mostraram seus mísseis balísticos para submarinos na Praça Kim Il Sung. Kim Jong-un, o líder do país, estava presente nessa ocasião.

Imagem de desfile na Coreia do Norte em 9 de setembro de 2021 — Foto: Stringer/KCNA Via KNS/Via AFP

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Na ocasião, a agência de notícias oficial, a KCNA, descreveu um dos mísseis como a “arma mais poderosa do mundo”.

Mas nesta quinta-feira, o “evento de forças paramilitares e de segurança pública” incluiu destacamentos do ministério das Ferrovias e do Complexo de Fertilizantes Hungman, de acordo com a KCNA.

Imagem de desfile em Pyongyang em 9 de setembro de 2021 — Foto: Stringer/KCNA Via KNS/Via AFP

Estudantes com fuzis, funcionários com máscaras de gás e trajes de proteção de cor laranja e unidades paramilitares mecanizadas desfilaram na capital. Os participantes e o público compareceram ao evento sem máscaras contra a Covid, segundo imagens divulgadas pela agência.

Imagem de desfile na Coreia do Norte, em 9 de setembro de 2021 — Foto: Stringer/KCNA via KNS/Via AFP

As maiores armas exibidas eram pequenas peças de artilharia puxadas por tratores, que segundo a KCNA foram conduzidos por trabalhadores de cooperativas agrícolas “para atacar os agressores e suas forças vassalas com poder de fogo aniquilador em uma emergência”.

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Kim Jong-un antes de desfile na Coreia do Norte, em 9 de setembro de 2021 — Foto: Stringer/KCNA Via KNS/Via AFP

O dirigente do país, Kim Jong-un, vestido com um terno cinza de estilo ocidental, compareceu ao evento, marcado pelos gritos da multidão durante os fogos de artifício.

Aniversário de 73 anos

Nesta quinta-feira, República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte, comemora 73 anos de sua fundação.

O país comunista não executa testes nucleares ou lançamento de mísseis balísticos intercontinentais desde 2017.

O regime utiliza os desfiles para enviar uma “mensagem à comunidade internacional” sem ficar exposto a represálias, explica Hong Min, pesquisador do Instituto Coreia para a Unificação Nacional, em Seul.

“A única outra forma de mostrar suas armas estratégicas é lançá-las, o que os expõe a um protesto e a mais sanções internacionais”, disse Hong Min.

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Estado Islâmico no Afeganistão pode atacar EUA em seis meses, diz alto funcionário do Pentágono

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Vista aérea do Pentágono, nos EUA, de 3 de junho de 2011 — Foto: Charles Dharapak/Arquivo/AP Photo

A comunidade de inteligência americana avaliou que o Estado Islâmico no Afeganistão (EI-K) poderia ter a capacidade de atacar os Estados Unidos em apenas seis meses, e tem a intenção de fazer isso, disse um alto funcionário do Pentágono ao Congresso em Washington nesta terça-feira (26).

Colin Kahl, subsecretário para Políticas de Defesa, disse que ainda não estava claro se o Talibã – inimigo do EI-K– tem a capacidade de lutar de maneira eficaz contra o grupo terrorista após a retirada das tropas americanas em agosto.

“Se entende, atualmente, que EI-K e al Qaeda têm a intenção de conduzir operações externas, incluindo contra os EUA, mas nenhuma delas têm a capacidade, neste momento, de fazê-lo”, disse Kahl.

“Nós acreditamos que o EI-K consiga atingir essa capacidade entre 6 e 12 meses”, afirmou o subsecretário que disse também que al Qaeda deve precisar de “um ou dois anos”.

Ainda com a presença americana em território afegão, um atentado do EI-K deixou mais de 180 pessoas morreram, incluindo 13 militares americanos, no aeroporto internacional de Cabul.

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Mulheres feridas chegam a um hospital para tratamento após duas explosões no aeroporto de Cabul, no Afeganistão, nesta quinta (26) — Foto: Wakil Kohsar/AFP

Após a partida dos estrangeiros, foram registrados atentados a bomba contra alvos da comunidade xiita, minoritária no país, e até mesmo a decapitação de um soldado talibã em Jalalabad.

Explosão em mesquita xiita deixa mais de 100 mortos no Afeganistão

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“É nossa análise que os talibãs e o EI-K são inimigos mortais. Portanto, o Talibã está altamente motivado a ir atrás do EI-K. Sua capacidade de fazer isso, eu acho, deve ser firme”, afirmou Kahl.

Em setembro, o Talibã afirmou que não iria permitir que o território afegão fosse usado para planejar ataques contra outros países.

“Não vamos permitir que ninguém nem qualquer grupo que use nosso solo contra outros países”, disse o ministro das Relações Exteriores do regime, Amir Khan Muttaqi, que tem um papel de negociador do grupo islamita com outros países.

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O assunto foi colocado em questão na semana seguinte às homenagens dos 20 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001. Naquela época, o Talibã controlava o território afegão e abrigava organizações terroristas como o braço da al Qaeda liderado por Osama bin Laden.

A recusa em entregar bin Laden, entre outras coisas, levou os Estados Unidos a iniciarem um conflito com o Afeganistão, em uma guerra que durou quase duas décadas.

G1

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