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EUA irão enviar 3 milhões de doses de vacina diretamente ao Brasil

Vacina Janssen será doada ao Brasil pelo governo dos EUA — Foto: TV Globo

Os Estados Unidos irão doar diretamente 3 milhões de doses de vacina da Janssen contra a Covid-19 ao Brasil, fora do mecanismo Covax. Elas serão enviadas na quinta-feira (24) do aeroporto de Fort Lauderdale, na Flórida, e chegarão ao aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Este é o maior número de vacinas doadas pelos EUA para qualquer país até agora.

O imunizante da Janssen, do grupo Johnson & Johnson, é aplicado em dose única. Na terça-feira, um primeiro lote, com 1,5 milhão de vacinas do tipo, compradas pelo governo brasileiro, chegaram ao país.

O principal assessor do presidente Joe Biden para a América Latina, Juan Gonzales, afirmou que a doação ao Brasil reflete o foco do governo para combater a Covid numa das regiões mais afetadas pela pandemia.

Outra autoridade americana disse que existe uma grande preocupação coma variante brasileira e com o alto número de contágio no país.

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55 milhões de doses

Na segunda-feira (21), a Casa Branca havia apresentado um plano para compartilhar 55 milhões de doses em todo o mundo, sendo que 14 milhões estariam destinadas à América Latina e ao Caribe – com o Brasil incluído.

Cerca de 75% dessas doses serão distribuídas via Covax Facility, programa de compartilhamento de vacinas contra a Covid-19 coordenado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e destinado a países pobres. Os outros 25% irão para “prioridades regionais”.

As doses fazem parte da promessa do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de doar 80 milhões de vacinas produzidas no país (60 milhões de doses da AstraZeneca e mais 20 milhões da Pfizer/BioNTech, da Moderna e da Johnson & Johnson).

A distribuição das primeiras 25 milhões de doses foi divulgada no início do mês — e também incluía o Brasil (veja no vídeo abaixo). Dessa primeira remessa, seis milhões de doses eram para América Latina e Caribe. Todas elas serão distribuídas até o fim deste mês, segundo o comunicado da Casa Branca.

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EUA vão enviar 80 milhões de doses de vacinas para outros países
EUA vão enviar 80 milhões de doses de vacinas para outros países

EUA vão enviar 80 milhões de doses de vacinas para outros países

Mais meio bilhão de vacinas

Além de distribuição dessas 80 milhões de doses, que já foram produzidas, os EUA anunciaram no dia 10 que vão comprar e doar mais 500 milhões de vacinas da Pfizer (veja no vídeo abaixo).

Elas serão distribuídas a 92 países pobres, também pela Covax. Nações como Afeganistão, Angola e Síria receberão as doses até 2022.

O Brasil integra consórcio, mas não será beneficiado por essas doses por ser considerado capaz de comprar as próprias vacinas.

EUA anunciam doação de 500 milhões de doses da Pfizer para países pobres
EUA anunciam doação de 500 milhões de doses da Pfizer para países pobres

EUA anunciam doação de 500 milhões de doses da Pfizer para países pobres

G1

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Estado Islâmico no Afeganistão pode atacar EUA em seis meses, diz alto funcionário do Pentágono

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Vista aérea do Pentágono, nos EUA, de 3 de junho de 2011 — Foto: Charles Dharapak/Arquivo/AP Photo

A comunidade de inteligência americana avaliou que o Estado Islâmico no Afeganistão (EI-K) poderia ter a capacidade de atacar os Estados Unidos em apenas seis meses, e tem a intenção de fazer isso, disse um alto funcionário do Pentágono ao Congresso em Washington nesta terça-feira (26).

Colin Kahl, subsecretário para Políticas de Defesa, disse que ainda não estava claro se o Talibã – inimigo do EI-K– tem a capacidade de lutar de maneira eficaz contra o grupo terrorista após a retirada das tropas americanas em agosto.

“Se entende, atualmente, que EI-K e al Qaeda têm a intenção de conduzir operações externas, incluindo contra os EUA, mas nenhuma delas têm a capacidade, neste momento, de fazê-lo”, disse Kahl.

“Nós acreditamos que o EI-K consiga atingir essa capacidade entre 6 e 12 meses”, afirmou o subsecretário que disse também que al Qaeda deve precisar de “um ou dois anos”.

Ainda com a presença americana em território afegão, um atentado do EI-K deixou mais de 180 pessoas morreram, incluindo 13 militares americanos, no aeroporto internacional de Cabul.

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Mulheres feridas chegam a um hospital para tratamento após duas explosões no aeroporto de Cabul, no Afeganistão, nesta quinta (26) — Foto: Wakil Kohsar/AFP

Após a partida dos estrangeiros, foram registrados atentados a bomba contra alvos da comunidade xiita, minoritária no país, e até mesmo a decapitação de um soldado talibã em Jalalabad.

Explosão em mesquita xiita deixa mais de 100 mortos no Afeganistão

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“É nossa análise que os talibãs e o EI-K são inimigos mortais. Portanto, o Talibã está altamente motivado a ir atrás do EI-K. Sua capacidade de fazer isso, eu acho, deve ser firme”, afirmou Kahl.

Em setembro, o Talibã afirmou que não iria permitir que o território afegão fosse usado para planejar ataques contra outros países.

“Não vamos permitir que ninguém nem qualquer grupo que use nosso solo contra outros países”, disse o ministro das Relações Exteriores do regime, Amir Khan Muttaqi, que tem um papel de negociador do grupo islamita com outros países.

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O assunto foi colocado em questão na semana seguinte às homenagens dos 20 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001. Naquela época, o Talibã controlava o território afegão e abrigava organizações terroristas como o braço da al Qaeda liderado por Osama bin Laden.

A recusa em entregar bin Laden, entre outras coisas, levou os Estados Unidos a iniciarem um conflito com o Afeganistão, em uma guerra que durou quase duas décadas.

G1

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