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Marine Le Pen é reeleita líder da extrema-direita francesa

Marine Le Pen discursa no dia 3 de julho de 2021 — Foto: Raymond Roig / AFP

A líder da extrema-direita da França, Marine Le Pen, foi reeleita neste domingo (4) para um quarto mandato como presidente de seu partido, Reagrupamento Nacional (RN), durante um Congresso no qual busca ganhar impulso para as eleições presidenciais de 2022.

O RN era um dos favoritos nas eleições regionais do mês passado, mas não conseguiu vencer em nenhuma das 13 regiões da França continental.

Extrema-direita sofre derrota em eleições regionais da França
Extrema-direita sofre derrota em eleições regionais da França

Extrema-direita sofre derrota em eleições regionais da França

Esse resultado levantou dúvidas sobre a estratégia de Le Pen de limpar a imagem da formação e se posicionar mais como um partido convencional de direita.

A atual presidente, porém, não encontrou oposição no congresso de seu partido em Perpignan (sul) e foi a única candidata ao cargo, que deverá deixar temporariamente no final deste ano para se dedicar às eleições presidenciais francesas de 2022.

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De acordo com o resultado da votação apurada na quinta-feira e anunciada hoje, a dirigente de extrema-direita, que comanda a formação desde 2011, foi eleita com 98,35% dos votos dos afiliados.

Os militantes também votaram na composição do chamado Conselho Nacional (uma espécie de parlamento partidário) e o candidato eleito com mais votos foi o número dois da formação, Jordan Bardella.

Será este jovem de 25 anos, um protegido de Le Pen, que a substituirá temporariamente por doze meses, enquanto ela se dedicar às presidenciais de abril de 2022.

No sábado, os militantes aprovaram uma reforma dos estatutos permitindo, justamente, a presidência temporária do RN por 12 meses em caso de campanha presidencial.

Em declarações à imprensa, Le Pen, de 52 anos, disse que se sentia “extremamente combativa” para sua terceira candidatura à presidência francesa.

“Não tenho dúvidas sobre o que deve ser feito pela França”, disse.

As pesquisas apontam um novo duelo entre a direitista e o presidente de centro Emmanuel Macron, que a superou com folga no segundo turno das eleições de 2017. Mas as regionais abalaram esse cenário.

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As aspirações de Le Pen foram frustradas, mas também as de Macron, cujo partido República em Marcha colheu os piores resultados entre as principais formações.

Os vencedores das eleições regionais foram os partidos tradicionais de direita e de esquerda, Os Republicanos e os Socialistas, que haviam sido esmagados pelo fenômeno Macron em 2017 e que agora parecem recuperar terreno.

Tanto o presidente quanto Le Pen minimizaram esse revés, argumentando que as eleições regionais não servem para prever os resultados nacionais.

As últimas pesquisas mostram que ambos passariam para o segundo turno das eleições presidenciais, nas quais Macron venceria por uma boa margem sobre Le Pen.

Ainda assim, o surgimento de um candidato forte na direita tradicional poderia ser uma dor de cabeça tanto para o presidente de centro quanto para os esperançosos da extrema-direita.

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Morre japonês defensor do desarmamento nuclear e sobrevivente de Hiroshima

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Sunao Tsuboi em imagem de maio de 2016 — Foto: Johannes Eisele / AFP

O japonês Sunao Tsuboi, um defensor do desarmamento nuclear e sobrevivente do bombardeio atômico de Hiroshima em 1945, morreu aos 96 anos, anunciou nesta quarta-feira uma organização de vítimas da bomba nuclear.

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Tsuboi, que se reuniu com ex-presidente americano Barack Obama durante sua visita a Hiroshima em 2016, “morreu no sábado vítima de anemia”, afirmou um diretor da Nihon Hidankyo, que reúne as organizações de vítimas dos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki.

Em 6 de agosto de 1945, Tsuboi, com 20 anos, estava na Faculdade de Engenharia de Hiroshima quando os americanos lançaram a primeira bomba atômica da história.

A bomba transformou a cidade em um inferno e provocou milhares de mortes.

“Eu sofri queimaduras no corpo todo”, afirmou Tsuboi em 2016 ao recordar a explosão.

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Japão lembra 75 anos da explosão da bomba atômica em Hiroshima

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A bomba Little Boy matou quase 140 mil pessoas na cidade portuária. Muitas vítimas morreram no ato, e várias em consequência dos ferimentos ou da radiação durante as semanas e meses seguintes.

Três dias depois, as forças militares dos Estados Unidos lançaram outra bomba atômica em Nagasaki (sudoeste), um ataque que provocou 74 mil mortes.

As duas bombas com uma potência de destruição inédita naquele momento levaram o imperador Hirohito a anunciar, em 15 de agosto de 1945, aos súditos a rendição aos Aliados, o que marcou o fim da Segunda Guerra Mundial

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