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Médicos brancos em Londres têm muito mais probabilidade de conseguir um emprego do que médicos negros

Profissionais de saúde levam paciente a hospital em Londres, no Reino Unido, nesta terça-feira (26) — Foto: Hannah McKay/Reuters

Os médicos brancos têm seis vezes mais chances de conseguir um emprego em Londres do que os negros, segundo dados coletados pelo serviço público de saúde britânico (NHS) e publicados nesta quarta-feira (13) na revista médica The BMJ.

Números obtidos em 12 centros do NHS em Londres também mostraram que médicos brancos têm quatro vezes mais chances de receber uma oferta de emprego do que asiáticos ou médicos de origem étnica mista.

Os dados foram coletados por um profissional de Recursos Humanos (RH) que solicitou a um total de 18 estabelecimentos detalhes sobre o número e a etnia dos candidatos a empregos médicos, pré-selecionados e aceitos em 2020-2021.

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Os resultados mostram diferenças marcantes na origem étnica dos candidatos.

Por exemplo, no Barts Health NHS Trust, os candidatos brancos tinham 15 vezes mais probabilidade de serem contratados do que os negros.

E no St George’s University Hospitals’ NHS Foundation Trust, os candidatos brancos tinham 13 vezes mais probabilidade de conseguir um emprego do que os negros e 11 vezes mais chance do que os asiáticos.

Segundo a autora do estudo, Sheila Cunliffe, a diferença não se deve à falta de candidatos.

Assim, ela observa que em 2020-2021, o Kingston Hospital NHS Foundation Trust ofereceu 90 empregos para médicos, incluindo 50 entre os 317 candidatos brancos. No entanto, apesar de 418 candidatos negros se candidatarem a cargos médicos e 65 terem sido pré-selecionados, nenhum médico negro foi contratado nesse período.

“O NHS não está fazendo progressos significativos em termos de diversidade e inclusão”, concluiu, pedindo para que mais seja feito para abordar a discriminação étnica na contratação de funcionários.

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“O que a equipe e os pacientes precisam com urgência é uma mudança real e um ambiente inclusivo no qual todos possamos ter sucesso no trabalho”, argumentou Cunliffe.

Em resposta às conclusões da pesquisa, um porta-voz do NHS de Londres disse que o serviço de saúde pública da capital “está empenhado em garantir justiça e igualdade de oportunidades para todos e, tendo ouvido as experiências do pessoal do NHS, trabalha para melhorar os processos de contratação e seleção e a acessibilidade e visibilidade das novas posições”.

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Estado Islâmico no Afeganistão pode atacar EUA em seis meses, diz alto funcionário do Pentágono

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Vista aérea do Pentágono, nos EUA, de 3 de junho de 2011 — Foto: Charles Dharapak/Arquivo/AP Photo

A comunidade de inteligência americana avaliou que o Estado Islâmico no Afeganistão (EI-K) poderia ter a capacidade de atacar os Estados Unidos em apenas seis meses, e tem a intenção de fazer isso, disse um alto funcionário do Pentágono ao Congresso em Washington nesta terça-feira (26).

Colin Kahl, subsecretário para Políticas de Defesa, disse que ainda não estava claro se o Talibã – inimigo do EI-K– tem a capacidade de lutar de maneira eficaz contra o grupo terrorista após a retirada das tropas americanas em agosto.

“Se entende, atualmente, que EI-K e al Qaeda têm a intenção de conduzir operações externas, incluindo contra os EUA, mas nenhuma delas têm a capacidade, neste momento, de fazê-lo”, disse Kahl.

“Nós acreditamos que o EI-K consiga atingir essa capacidade entre 6 e 12 meses”, afirmou o subsecretário que disse também que al Qaeda deve precisar de “um ou dois anos”.

Ainda com a presença americana em território afegão, um atentado do EI-K deixou mais de 180 pessoas morreram, incluindo 13 militares americanos, no aeroporto internacional de Cabul.

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Mulheres feridas chegam a um hospital para tratamento após duas explosões no aeroporto de Cabul, no Afeganistão, nesta quinta (26) — Foto: Wakil Kohsar/AFP

Após a partida dos estrangeiros, foram registrados atentados a bomba contra alvos da comunidade xiita, minoritária no país, e até mesmo a decapitação de um soldado talibã em Jalalabad.

Explosão em mesquita xiita deixa mais de 100 mortos no Afeganistão

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“É nossa análise que os talibãs e o EI-K são inimigos mortais. Portanto, o Talibã está altamente motivado a ir atrás do EI-K. Sua capacidade de fazer isso, eu acho, deve ser firme”, afirmou Kahl.

Em setembro, o Talibã afirmou que não iria permitir que o território afegão fosse usado para planejar ataques contra outros países.

“Não vamos permitir que ninguém nem qualquer grupo que use nosso solo contra outros países”, disse o ministro das Relações Exteriores do regime, Amir Khan Muttaqi, que tem um papel de negociador do grupo islamita com outros países.

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O assunto foi colocado em questão na semana seguinte às homenagens dos 20 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001. Naquela época, o Talibã controlava o território afegão e abrigava organizações terroristas como o braço da al Qaeda liderado por Osama bin Laden.

A recusa em entregar bin Laden, entre outras coisas, levou os Estados Unidos a iniciarem um conflito com o Afeganistão, em uma guerra que durou quase duas décadas.

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