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Presidente argentino ofende os argentinos, os brasileiros, não

Saímos ou não das florestas para nos misturarmos com brancos e negros trazidos da África? A diversidade é a maior riqueza do Brasil

Reprodução/Twitter

Há duas semanas, quando o Papa Francisco referiu-se ao Brasil como um país de “muita cachaça e pouca oração”, a mídia correu a explicar que tudo não passara de uma brincadeira. E um dos padres brasileiros que ouviu isso em Roma, também.

“Octavio Paz [escritor mexicano, Prêmio Nobel de Literatura] escreveu uma vez que os mexicanos vieram dos índios, os brasileiros vieram da selva, mas nós, os argentinos, chegamos em barcos. Eram barcos que vinham da Europa”.

Paz não escreveu nada disso. Escreveu: “Os mexicanos descendem dos astecas, os peruanos dos incas e os argentinos dos barcos”. A frase citada pelo presidente argentino é uma estrofe da canção “Llegamos de los barcos”, do roqueiro Lito Nebbia.

Europeísta, como admitiu que é, Fernández pretendia elogiar a Europa pela importância de sua imigração para a Argentina entre os séculos XIX e XX. Entre 1881 e 1914, a Argentina recebeu milhões de estrangeiros, entre eles italianos e espanhóis.

O mundo desabou na cabeça de Fernandéz em seu país. Aqui, tenta-se que desabe também, principalmente os bolsonaristas, ao que parece sem muito sucesso. O presidente Jair Bolsonaro publicou até uma foto sua com índios sob o título: “Selva”.

Saímos das florestas quando os brancos europeus descobriram o Brasil e começaram a explorar suas riquezas. Os nativos misturaram-se com eles e com os negros escravos trazidos da África. A maior parte da população brasileira residente é parda.

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Antes da chegada dos primeiros europeus à Argentina no século XVI, o país já era habitado por indígenas. Segundo o último censo, tem quase um milhão de indígenas. No Brasil, os índios já foram algo entre 4 e 10 milhões. Hoje, menos de 900 mil.

Nas redes sociais argentinas, Fernández virou “Vergonha Nacional”, apanhou sem piedade e foi obrigado a desculpar-se. Sua fala reforça o mito cultivado por políticos como ele de uma Argentina de origem europeia, sem raízes indígenas ou africanas.
Fonte: Metropoles
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Google inaugura sua primeira loja física fora da sede, em Nova York; veja fotos

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Loja do Google em Nova York, a primeira dora de sua sede — Foto: Divulgação

O Google inaugura nesta quinta-feira (17) que abrirá sua primeira loja física fora de sua sede. O novo espaço fica cidade de Nova York

A loja está no bairro de Chelsea, próximo ao campus do Google, onde trabalham mais de 11 mil funcionários. No novo estabelecimento, os clientes poderão conhecer e testar os produtos da empresa.

Entre eles, estão os celulares da linha Pixel, os notebooks Pixelbooks, as pulseiras inteligentes da Fitbit e os dispositivos domésticos da Nest.

Fachada do Google em Nova York. — Foto: REUTERS/Brendan McDermid

Além de poder comprar produtos na loja, os clientes também podem retirar encomendas feitas pela internet. Além disso, o local oferece atendimento para clientes que têm dúvidas sobre como usar os produtos ou que precisam consertá-los.

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Loja do Google em NY vende aparelhos da empresa — Foto: Divulgação

O Google já conta com uma loja física em sua sede na Califórnia. O local era usado para vender dispositivos e outros acessórios, mas está temporariamente fechado.

O plano de ampliar sua rede de lojas físicas aproxima o Google de um formato usado pela Apple. A dona do iPhone abriu suas primeiras lojas físicas em 2001 e, hoje, conta com centenas de unidades que contribuem para seu faturamento.

Interior da loja do Google em Nova York — Foto: Divulgação

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