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Veículos de comunicação da Venezuela denunciam apreensões, fechamentos e ataques cibernéticos

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O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, em Caracas, em 28 de setembro de 2020 – AFP

Um canal de notícias digital denunciou nesta sexta-feira o confisco na Venezuela de seus equipamentos de transmissão, computadores e câmeras, enquanto outros veículos locais reportaram fechamentos e ataques cibernéticos.

Funcionários da estatal Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) e a agência tributária Seniat realizaram uma “operação conjunta” nos escritórios em Caracas do VPITV – canal da internet com sede em Miami dedicado a notícias sobre a Venezuela e a América Latina -, que incluiu interrogatórios de funcionários e a apreensão de equipamentos, segundo um comunicado da plataforma. “Representa um evidente episódio de censura, que impede a continuidade de nossas operações”, assinala o texto, segundo o qual a operação foi realizada sem ordem judicial “por escrito”.

Segundo o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP), os funcionários pediram “informações sobre provedores, mecanismos de publicação, operação e livros de contabilidade”. Nem a Conatel, nem a Seniat informaram sobre a situação.

Mais cedo, o jornal regional “Panorama”, localizado no estado de Zulia, tuitou que a Seniat havia fechado por cinco dias sua sede principal, alegando “descumprimento de deveres formais”. Seu site está fora do ar. Já o site Tal Cual informou que esteve “sob ataque digital”, ante problemas que se prolongaram por horas.

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Os episódios coincidem com denúncias da imprensa governista sobre o financiamento pelo Reino Unido de sites independentes de notícias, o SNTP e ONGs críticas do governo de Nicolás Maduro, o que associações sindicais classificaram como uma “campanha de desprestígio”.

“Denunciamos a interferência grosseira do governo do Reino Unido nos processos internos da Venezuela. Enquanto sequestram o ouro venezuelano, financiam a mídia e organizações opositoras. Elevaremos esta denúncia às Nações Unidas”, tuitou hoje o chanceler Jorge Arreaza, citando as reportagens e se referindo a cerca de 1 bilhão de dólares em ouro da Venezuela bloqueado no Banco da Inglaterra.

“A liberdade de expressão e a imprensa livre são necessárias para a democracia. Protegê-las em todo o mundo é uma prioridade”, respondeu a embaixada do Reino Unido na Venezuela. “Londres seguirá apoiando a sociedade civil venezuelana.”

O SNTP acusa Maduro de “uma política sistemática de asfixia” contra a imprensa crítica. A ONG defensora da liberdade de expressão Espaço Público denuncia que mais de uma centena de veículos de comunicação fecharam as portas desde a chegada do presidente socialista ao poder, em 2013.
Fonte: IstoÉ
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Marcelo é reeleito em Portugal na eleição em que a esquerda passa vergonha

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Em segundo lugar, socialista Ana Gomes empato em cerca de 12% com o direitista André Ventura

Com quase todas as urnas apuradas nas eleições presidenciais portuguesas, realizadas neste domingo (24), o atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa (PSD) foi reeleito em primeiro turno com cerca de 60% dos votos. Agora há pouco, ele deixou sua casa em Cascais dirigindo o próprio carro, sozinho, deslocando-se até a Faculdade de Direito de Lisboa, onde é professor, para fazer o tradicional discurso da vitória.

A apuração mostrou ainda um desempenho constrangedor da esquerda, que não devem passar dos 23%, segundo afirmou Rui Rio, principal líder do PSD, ao saudar a vitória do candidato do seu partido.

A principal candidata do campo de esquerda, Ana Gomes, do Partido Socialista (PS), está em 2º lugar na corrida e soma apenas 12,6%. Outro candidato de esquerda, na campanha, foi João Ferreira, do Partido Comunista Português (PSP), que não passa dos 4,2% do total. Marisa Matias, candidata do “Bloco de Esquerda”, teve só 2% do total.

A estratégia das esquerdas era levar a disputa para o segundo turno, quando, em hipotética aliança, tentariam derrotar Marcelo Rebelo de Sousa, mas o povo português derrotou essa pretensão.

A segunda posição da socialista Ana Gomes é ameaçada por André Ventura, candidato de direta ou “extrema direita”, como o rotulam na imprensa portuguesa, que tem 11,8%. Ventura se define como “liberal economicamente, nacionalista culturalmente e conservador em questões de costumes” e como um “político antissistema”.

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Fonte: Diário do Poder

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