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CriptoGato avança para área urbana e desmantela mineradora clandestina em Arniqueiras

Por Redação 13/05/2026 às 21h43 • Atualizado em 14/05/2026 às 00h45
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Quinta fase da operação entre Neoenergia e PCDF revela escalada da atuação criminosa, agora em plena região residencial do DF

Brasília, 13 de maio de 2026 - A Neoenergia e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagraram, no fim da tarde desta terça-feira (12), a quinta fase da Operação CriptoGato e desmontaram uma mineradora clandestina de criptomoedas em Arniqueiras. A ação evidencia uma nova escalada na atuação dos criminosos: após operarem em áreas rurais isoladas de São Sebastião, os responsáveis pelo esquema passaram a agir em região urbana densamente povoada, próxima a Águas Claras.

Na Colônia Agrícola Veredão, técnicos da distribuidora e agentes da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (CORPATRI) encontraram 16 máquinas de alto desempenho funcionando ininterruptamente por meio de uma ligação clandestina de 300 amperes conectada diretamente à rede elétrica. O volume de energia desviado mensalmente seria suficiente para abastecer cerca de 200 residências.

Além do prejuízo financeiro, a fraude coloca em risco a população ao provocar sobrecarga na rede, oscilações de tensão, interrupções no fornecimento e possibilidade de incêndios.

Segundo Arthur Franklim, gerente de Gestão da Receita da Neoenergia Brasília, o avanço das mineradoras ilegais para bairros residenciais acende um alerta para os impactos causados à população. “A atuação em área urbana mostra que a ousadia desses grupos cresce a cada operação. Não se trata apenas de furto de energia, mas de uma prática que compromete a segurança da vizinhança e afeta diretamente os clientes que pagam suas contas em dia”, afirma.

Desde janeiro, a Operação CriptoGato já desarticulou dez mineradoras clandestinas e apreendeu 670 equipamentos, recuperando mais de R$ 8 milhões em prejuízos. O total de energia desviada nas cinco fases seria suficiente para abastecer todo o Recanto das Emas durante um mês.

O responsável pelo imóvel não foi localizado durante a operação, mas o proprietário já foi identificado e será intimado para prestar esclarecimentos. Todo o material foi apreendido, e as investigações continuam para identificar os financiadores do esquema criminoso.