As Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) vivem um momento histórico, com um amplo processo de requalificação estrutural promovido por este Governo do Distrito Federal (GDF). Com um investimento total de R$ 21,5 milhões, a modernização em andamento inclui serviços nas redes elétricas, hidrossanitárias e hidráulicas, além de construção de três banheiros, reforma de piso, pintura, iluminação e telhados. Algumas etapas já foram concluídas, outras estão em fase final de execução e algumas têm finalização prevista para os próximos meses.
Segundo o presidente da Ceasa-DF, Bruno Sena Rodrigues, além de ser a maior reforma da central, as intervenções resolvem problemas históricos do complexo, como é o caso dos telhados dos pavilhões.
“A Ceasa tem 54 anos e, como qualquer infraestrutura, envelheceu. Algumas coisas estavam deterioradas. A gente não tinha rede de esgoto nem de água. A parte elétrica estava um caos. Então, estamos resolvendo demandas básicas, e este governo foi o primeiro que aportou recursos na Ceasa. E a gente, com esse investimento, começou a fazer essas reformas estruturais básicas de água, esgoto, elétrica e iluminação, para dar uma qualidade de vida para as pessoas daqui”, destaca Rodrigues.
Estima-se que a Ceasa receba de 12 a 14 mil clientes por feira, às segundas, quintas e sábados. São 600 feirantes e cerca de 5 mil trabalhadores por dia na Ceasa, entre carregadores, produtores, empresários e comerciantes.
O grande desafio da operação é realizar a reforma sem interromper as vendas. Normalmente, as equipes trabalham após o fim das feiras, no período vespertino. "A Ceasa não pode parar. É o famoso trocar o pneu com o carro andando. No outro dia, tudo tem que estar em condições de trabalhar", detalhou o presidente da Ceasa.
Rotina com segurança
A reforma da iluminação de toda a Ceasa, que já está com 80% concluída, trouxe alívio imediato para quem vive o dia a dia do mercado. É o caso de Alvenice Dias, produtora de hortaliças. Moradora de Água Fria (GO), ela chega de madrugada e dorme no caminhão no estacionamento da feira.
Alvenice relata que a escuridão era motivo de medo, mas entende que a nova iluminação transformou a área. "A gente reivindicou essa iluminação porque era muito escuro, muito perigoso. À noite era mais ainda. Ajudou muito na segurança; agora a gente sabe onde pisa, e as câmeras conseguem pegar tudo também, então afugenta quem tentar fazer alguma coisa errada", comemora a produtora, destacando a tranquilidade de poder dormir no caminhão com segurança.