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DE OLHO NA POLÍTICA MANCHETES

O Feitiço Contra o Feiticeiro: Servidores do Itapoã e Paranoá estão em Polvorosa com Lista de Exonerações do MPE

Por Redação 08/06/2026 às 16h21 • Atualizado em 08/06/2026 às 10h56
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A determinação para o cumprimento de Decisão transitada em julgado de exoneração pela Governadoria expõe clima de tensão na Administração Regional; na lista, nomes que articularam a queda de colegas competentes lideram as demissões.

Por: Eugênio Piedade

Os bastidores das Administrações Regional do Itapoã/Paranoá, vivem dias de verdadeira apreensão. Após 5 dias de folga (final de semana de feriado prolongado), o clima de polvorosa tomou conta dos corredores após o vazamento de uma relação de exonerações encaminhada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). Sem margem para manobras políticas, a Governadoria terá que cumprir os mandatos de exoneração à risca, o que desencadeou uma crise interna entre os servidores comissionados.

A obrigação legal e o efeito dominó faz com que a recomendação do MPE não deixa espaço para negociações. A decisão visa uma limpa na máquina pública, corrigindo irregularidades e apurando nomeações que não atendem aos critérios técnicos e legais exigidos (Não adianta recorrer ao perdão da governadora). Diante da notificação, a Governadora já sinalizou que a ordem é dar cumprimento imediato aos mandatos de exonerações, o que fez com que muitos servidores começassem a limpar suas gavetas antes mesmo da publicação no Diário Oficial.

O Fator Ironia "Puxadores de Tapete", na Mira. O detalhe que mais tem chamado a atenção e gerado comentários em tom de justiça poética pelos corredores da Administração é o perfil dos primeiros nomes a encabeçarem a lista de cortes.

Segundo fontes ligadas ao órgão, pessoas que recentemente tramaram nos bastidores para retirar servidores técnicos e competentes de seus cargos, visando assumir os postos, foram pegas na própria armadilha. Esses articuladores, que conseguiram ascender por meio de manobras políticas internas e "puxadas de tapete", foram justamente os principais alvos do escrutínio do Ministério Público.

"A sensação de muitos aqui é de que a justiça tarda, mas não falha. Quem prejudicou o andamento do trabalho técnico para colocar aliados de forma irregular, agora está encabeçando a lista de saída", relatou um servidor efetivo que preferiu não se identificar.

A expectativa agora gira em torno da publicação oficial das exonerações. O episódio serve como um forte recado do Ministério Público e do Executivo sobre as consequências de loteamentos políticos que desrespeitam o rito técnico da gestão pública.

Até que o documento final seja publicado, o expediente nas Administrações do Itapoã e Paranoá seguem marcado por portas fechadas, reuniões de emergência e um silêncio tenso por parte daqueles que, até poucos dias atrás, celebravam suas novas cadeiras.

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