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POLÍTICOS DO DF

Leandro Grass participa de ato contra projeto de internação involuntária do GDF

Por Redação 23/06/2026 às 18h56 • Atualizado em 23/06/2026 às 15h59
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O pré-candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PT, Leandro Grass, participou nesta terça-feira (23) de uma mobilização realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) contra o Projeto de Lei nº 2.367/2026, encaminhado pelo Governo do Distrito Federal, que prevê a internação involuntária de pessoas em situação de rua. O ato reuniu movimentos sociais, entidades de direitos humanos, profissionais da saúde mental e representantes da população em situação de rua. A pressão popular contribuiu para o adiamento da votação da proposta.

Durante a mobilização, Grass criticou o projeto e afirmou que a medida não enfrenta as causas reais da vulnerabilidade social. "Isso é mais uma cortina de fumaça criada pela Celina para desviar o foco da corrupção e da incompetência do governo. Além de desumana, essa proposta é vazia e fantasiosa", declarou.

O pré-candidato também questionou a viabilidade da iniciativa diante da falta de estrutura da rede pública de saúde. "Vai internar onde? O governo não conseguiu construir CAPS, não ampliou alas de psiquiatria, não construiu novos hospitais. Não existe qualquer planejamento que sustente essa proposta", afirmou.

Segundo Leandro Grass, o debate sobre a população em situação de rua exige políticas públicas permanentes e integradas. "O que precisa ser enfrentado é o caos social que se instalou em Brasília, a falta de cidadania e de oportunidades para essas pessoas. Não será com medidas autoritárias e sem estrutura que o problema será resolvido."

Especialistas em psicologia, assistência social e saúde mental têm manifestado preocupação com a proposta. Durante os debates sobre o projeto, profissionais da área apontaram que, na prática, a medida fortalece uma lógica de higienismo social, especialmente em regiões centrais como o Plano Piloto e o Setor Comercial Sul, além de representar um retorno a práticas de caráter manicomial. 

Leandro Grass reforça que, conforme especialistas, a iniciativa contraria os princípios da Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei nº 10.216/2001), que redirecionou a política de saúde mental no Brasil para um modelo baseado no cuidado em liberdade, comunitário e territorial, tendo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) como uma das principais estruturas de atendimento.