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BRASIL Política

A senadora Tereza Cristina desabafou nesta segunda-feira, 03, sobre os bastidores da chapa de Flavio Bolsonaro.

Por Redação 04/08/2026 às 13h54 • Atualizado em 04/08/2026 às 10h57
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Senadora Tereza Cristina – Ton Molina/Agência Senado

Apesar do prazo para o registro de candidaturas à Presidência estar chegando ao fim, ainda existem margens para negociações envolvendo uma possível chapa na qual concorreria como vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Com isso Tereza pontuou que a viabilidade dessa aliança se reduziu consideravelmente após o Progressistas optar por manter uma postura neutra no pleito.

Durante agenda na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a parlamentar ressaltou seu compromisso com a orientação da sigla. “O partido me disse que ia continuar na neutralidade. Eu, como uma pessoa de partido, só me cabe dizer que essa é a posição majoritária do PP”, pontuou.

Ainda assim, Tereza Cristina enfatizou que o cenário político segue dinâmico e que os diálogos continuam ocorrendo, inclusive com outras legendas do mesmo espectro político:

“Tem ainda dois dias, mas eu acho que a chance hoje diminuiu bastante”, avaliou. Ao responder se uma reviravolta ainda seria possível, disparou: “Tem, até a hora final, tem espaço”.

A senadora informou que não acompanha os pormenores das conversas entre as lideranças partidárias, mas observou que diretórios estaduais do PP se manifestaram favoráveis à união formal com o Partido Liberal.

Ela esclareceu que qualquer mudança de rumo caberia ao presidente nacional da legenda, o senador Ciro Nogueira (PI), além de demandar avaliação técnica sobre o cumprimento do calendário estipulado pela Justiça Eleitoral:

“Isso cabe ao presidente Ciro Nogueira sentar e resolver e ver se ainda há tempo, inclusive tempo legal, porque nós temos uma legislação eleitoral e precisamos saber se ainda há tempo de atender, se houver alguma mudança de rota nesse assunto”, ponderou.

Por fim, ao ser indagada se apoiava uma alteração de posicionamento, Tereza Cristina reiterou que disponibilizou sua candidatura após longos diálogos, mas ressaltou que a palavra final pertence à agremiação:

“Eu coloquei meu nome à disposição há uma ou duas semanas, mas contando que isso era uma decisão não pessoal, também era uma decisão do partido. E o partido achou por bem que ele deveria continuar na posição de neutralidade”, concluiu.

Fonte: Area Vip / MSN