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Ação conjunta leva atendimento às mulheres no Itapoã

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Serviço das secretarias de Saúde e da Mulher faz parte da campanha Outubro Rosa e contou a administração regional

LUIZ FERNANDO CÂNDIDO, DA REGIÃO LESTE | EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

A campanha Outubro Rosa destaca a importância do autocuidado feminino e incentiva as mulheres a buscarem o acompanhamento médico especializado. Durante todo o mês, várias unidades da rede pública de saúde estão promovendo ações voltadas à saúde da mulher. Na Unidade Básica de Saúde 3 do Itapoã diversos serviços foram levados à população da região por meio de uma ação conjunta das secretarias de Saúde e da mulher, além da Administração Regional da cidade.

Unidade móvel levou atendimentos na unidade – Foto: Luiz Fernando Cândido/Região Leste

Os serviços ocorreram durante a manhã com o atendimento de 81 mulheres e contaram com a unidade móvel da Secretaria da Mulher. Na ocasião, foram coletadas 47 amostras de citopatológicos de colo do útero, inseridas 31 mamografias na central de regulação e realizados 32 exames clínicos das mamas. “Ofertar serviços para as mulheres, no Itapoã, por meio da unidade móvel, é uma oportunidade sempre gratificante”, afirma a gerente de serviços da Atenção Primária 2, Fernanda Santana. “São números bem expressivos”.

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Quem aproveitou a oportunidade e procurou a UBS foi Maria do Carmo dos Santos, de 56 anos. Ela conta que fez o exame preventivo no ano passado, também na unidade móvel, quando estava na região. “Mais perto de casa facilita fazer o exame. Trazendo uma coisa boa pra gente”, agradece.

Atendimento na UBS 3 do Itapoã beneficiou 81 mulheres – Foto: Luiz Fernando Cândido/Região Leste

As ações da Secretaria de Saúde estão a todo vapor. No mês de outubro, as UBSs 2 e 3 do Itapoã têm ampliado a agenda com mais vagas de consultas, tanto para a coleta de citopatológicos em mulheres, quanto para a inserção de DIU, com acesso dessas pacientes aos serviços.

Segundo a gerente Fernanda Santana, novas ações estão previstas para a região. “Estamos planejando outras ações no território, inclusive, um dia em novembro, visando às ações voltadas para os moradores da região administrativa”, pontua.

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Do diagnóstico de HIV ao sonho de ser mãe: uma história de luta contra o preconceito

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Secretaria de Saúde acompanha gestantes com HIV para impedir a transmissão para bebês

HUMBERTO LEITE, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF | EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

São 28 anos de vida e 22 de tratamento, mas o que realmente impressiona na vida da estudante Nelma Tavares é a capacidade de manter seus sonhos. Eles pareciam interrompidos quando, em 1999, um exame do Hospital Materno Infantil de Brasília Dr. Antônio Lisboa (HMIB) explicou porque a criança de seis anos apresentava doenças com tanta frequência: ela tinha HIV.

Nelma é paciente do Cedin, é portadora do vírus HIV e tem carga viral indetectável – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF
Mas hoje Nelma tem a alegria de ter filhos, fazer planos e dar conselhos para quem descobre estar infectado com o vírus causador da Aids. “Sei que é um baque, sei que parece que o mundo vai se acabar, que a vida acabou ali. Mas não. Há chances de você sobreviver se você se aceitar”, aconselha.

Autoaceitação

A autoaceitação de agora foi conquistada depois de muito preconceito. A comunidade onde Nelma vivia sabia que a criança carregava o vírus, tendo como resultado uma infância solitária e com frequentes termos pejorativos. “Tinha muita discriminação em relação a mim, porque tinha muito desconhecimento. Até hoje ainda falta. Até hoje eu ainda passo por situações devastadoras”, conta.

Apesar de na infância ter tido consultas mensais, foi só na adolescência que Nelma Tavares percebeu a importância de seguir o tratamento de forma correta. As internações começaram a se tornar menos frequentes e, em 2013, aos 20 anos de idade, ela realizou o sonho de ser mãe. Mais de onze anos de casamento e duas filhas, ela encara sua trajetória com orgulho na luta contra o preconceito. “Hoje eu já não deixo mais que me humilhem, que me julguem por isso”, afirma.

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Cedin funciona na 508 Sul – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Os exames atuais, realizados de seis em seis meses, têm o resultado “indetectável”, o que significa o controle do vírus graças à medicação de uso contínuo. Ela faz o acompanhamento no Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin), o antigo Hospital Dia. A rede pública de saúde do DF também oferece tratamento nas policlínicas de Taguatinga, Planaltina, Paranoá, Gama, Lago Sul e Ceilândia, no Hospital de Base, no Hospital Universitário e nos Hospitais Regionais de Ceilândia e Sobradinho.

Mulheres com HIV podem ser mães

Nelma Tavares foi, possivelmente, um caso de transmissão vertical do HIV, quando o bebê tem contato com vírus ainda na gestação, durante o parto ou na amamentação. Hoje, esse tipo de situação pode ser evitada: no período de 2016 a 2020, foram notificados 222 casos de gestantes no DF portadoras do vírus HIV, enquanto a transmissão vertical foi confirmada em um caso por ano entre 2017 e 2019, e nenhum em 2020.

“Todas as mulheres que vivem com HIV podem engravidar. Idealmente devem planejar sua gravidez para o momento em que estiverem com sua carga viral indetectável, para oferecer o menor risco ao seu bebê e fazer todo o acompanhamento durante o pré-natal, para que possamos ofertar o cuidado durante o parto”, explica a gerente do Cedin, Denise Arakaki Sanchez. Caso o vírus seja detectado durante o pré-natal, é oferecido tratamento para baixar a carga viral e oferecer o menor risco para o bebê durante o parto. “Tudo isso só é possível se a gestante fizer um pré-natal de boa qualidade e seguir as recomendações de sua equipe de pré-natal”, completa a médica.

Teste para detecção do vírus HIV – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

O informativo epidemiológico da Secretaria de Saúde do DF sobre HIV e Aids entre 2016 e 2020 revelou que 88% das gestantes com o vírus realizaram o pré-natal no período, mas houve uma queda de 91,2% em 2016 e 92,5% em 2017 para 82,9% em 2019 e 85,1% em 2020. O índice de mulheres que descobriram o HIV durante o parto saltou de 3,5% em 2016 para 8,5% em 2020. Nos cinco anos analisados, 88% das mulheres receberam medicação durante a gestação e o parto.

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Quando o bebê nasce, os medicamentos antirretrovirais são administrados logo após o parto e ao longo dos primeiros 28 dias de vida, como parte dos procedimentos de prevenção. “Sempre são usados três medicamentos associados e a escolha é baseada na idade e peso da criança. Para obter sucesso no tratamento, estes medicamentos devem ser administrados todos os dias. Sendo a infecção pelo HIV uma condição crônica, a terapia medicamentosa não deve ser interrompida”, detalha o pediatra Ricardo Azevedo, também do Cedin.

A amamentação é vetada mesmo para as mulheres com tratamento regular e índices de carga viral baixos. “A Secretaria de Saúde fornece o medicamento para a inibição da lactação às mulheres vivendo com HIV após o parto”, explica a médica Beatriz Luz, gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde. Já os bebês têm o desenvolvimento acompanhado por pediatras que indicam as fórmulas necessárias para a substituição do leite materno até os 12 meses de vida.

Dezembro Vermelho

Ao longo do mês, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal promove a campanha Dezembro Vermelho, criada para reforçar o cuidado contra o HIV e a Aids. A Secretaria atua desde o fornecimento gratuito de preservativos penianos e vaginais nas unidades de saúde até o tratamento dos pacientes.

Entre as principais ações também estão a possibilidade de realizar nos postos de saúde a testagem do vírus HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como sífilis e hepatite.

Saiba mais sobre a campanha Dezembro Vermelho aqui.

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