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Hran e HRL iniciam força-tarefa de cirurgias eletivas

Objetivo é reduzir as filas de espera por procedimentos nos hospitais da rede

LÍVIA DAVANZO I EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA I DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

Dando continuidade à retomada das cirurgias eletivas na rede de saúde pública do Distrito Federal para diminuir as filas de procedimentos que ficaram temporariamente suspensos em virtude da pandemia da covid-19, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e o Hospital da Região Leste (HRL) iniciaram força-tarefa neste mês de setembro.

Paciente sendo anestesiado para iniciar cirurgia eletiva – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

O secretário de Saúde, general Pafiadache, mostrou otimismo com o início do trabalho nesta área. “Teremos que fortalecer os hospitais. Não é só pensar em cirurgias eletivas, mas esta é uma área na qual temos que avançar. Queremos aumentar a capacidade cirúrgica dos nossos hospitais”, afirma.

HRL

Segundo a gerente de assistência cirúrgica do HRL, Suellen Vieira, a força-tarefa foi iniciada na primeira semana de setembro. “Ampliamos o número de cirurgias eletivas otimizando os recursos já existentes. Foram realizados remanejamentos na escala dos servidores, abertura de novos turnos cirúrgicos (noturno) e reaproveitamento do espaço físico”, informa.

Os procedimentos realizados no HRL são de média e alta complexidade e englobam cirurgias com anestesia local, como vasectomia e biópsias, cirurgias de hérnia, de vesícula, ortopédicas gerais e de coluna. “A programação é enxugar a lista de espera, que aumentou exponencialmente durante o período crítico da pandemia. A previsão é realizar 200 cirurgias no mês de setembro”, estima.

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Suellen avalia que essa força-tarefa constitui marco importante, principalmente para os pacientes que estão aguardando na fila desde antes da pandemia. “Para nós, é sinônimo de empenho e compromisso com o usuário”, ressalta.

Em números, no período de 6 a 10 de setembro, o HRL fez 47 cirurgias eletivas dentro da força-tarefa, entre trauma e ortopédicas, coluna, mão e ginecologia.

Hran

Na quinta-feira (9), o Hospital Regional da Asa Norte iniciou o terceiro turno do centro cirúrgico para a força-tarefa das cirurgias eletivas. “Foram operados, nesse primeiro dia, três pacientes, que estavam na fila de espera de cirurgias da oftalmologia da Secretaria de Saúde. Essas cirurgias são reguladas pelo Complexo Regulador e contemplam pacientes de toda rede de saúde do DF”, destaca o superintendente da Região de Saúde Central, Pedro Zancanaro.

Atualmente o Hran opera por semana aproximadamente 60 pacientes agendados e a expectativa, de acordo com o superintendente, é que haja um aumento de 10% no número de cirurgias eletivas, dependendo da disponibilidade de anestesistas e cirurgiões para o novo turno.

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“A implantação do terceiro turno para cirurgias eletivas no Hran busca proporcionar mais agilidade nas cirurgias eletivas para os pacientes que aguardam nas filas de espera das especialidades operadas no Hran”, pontua.

Cenário

Um levantamento preliminar da Secretaria de Saúde aponta que a pasta fechou o mês de agosto com um acréscimo de 291 cirurgias eletivas executadas na rede de saúde, na comparação com o mês de julho deste ano.

No mês de julho, foram realizadas 1,5 mil cirurgias nas unidades de saúde do DF. Já no mês de agosto, sob a política de atender a demanda cirúrgica acumulada, a Secretaria de Saúde executou 1.791 procedimentos.

A força-tarefa para aumentar a produção cirúrgica da rede teve início no mês passado e começou pelo Hospital Regional de Taguatinga (HRT), beneficiando quem aguarda há mais tempo por uma cirurgia no Sistema Único de Saúde do Distrito Federal.

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Processo seletivo segue com inscrições abertas

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São mil vagas temporárias sendo 500 para agente comunitário de saúde e 500 para agente de vigilância ambiental

JOHNNY BRAGA, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

Até às 23h59 da próxima terça-feira (21) seguirão abertas as inscrições do edital nº 165 para contratação temporária de 500 agentes comunitários de saúde e 500 para agentes de vigilância ambiental. Não haverá provas e os candidatos poderão se inscrever no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação. O valor da inscrição é de R$ 42 e o grau de escolaridade exigido é para quem tem o Ensino Médio.

Os aprovados terão uma jornada de trabalho de 40 horas semanais e remuneração mensal de R$ 1,7 mil, no caso dos agentes comunitários de saúde e 2 mil para os agentes de vigilância ambiental.

No ato da inscrição é necessário anexar comprovante de títulos e experiência profissional em conformidade com o Edital Normativo. Os candidatos serão selecionados por meio de análise curricular de caráter classificatório. A experiência na função e a titulação contam pontos mas não são requisitos obrigatórios.

Em caso de dúvidas, os interessados podem contatar a banca organizadora pelo telefone (11) 4788-1430 ou pelo site. A seleção terá validade de um ano, a contar da homologação do resultado final. O prazo poderá ser prorrogado uma vez, por igual período.

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“A contratação dos mil agentes vai reforçar o trabalho de vigilância à saúde e no enfrentamento à pandemia, considerando que esses agentes têm em suas atribuições o trabalho de combate aos agentes biológicos e não biológicos, além de outras endemias”, pontua a subsecretária de Gestão de Pessoas, Silene Almeida.

Ainda segundo a gestora, haverá um reforço substancial nas equipes de atenção primária que, atualmente, possuem um grande déficit de agentes comunitários de saúde, desfalcando muitas equipes. “Com a contratação dos novos agentes as equipes serão consistidas, acarretando até em aumento do repasse do Ministério da Saúde para a SES/DF no financiamento do programa”, explica.

Área de atuação

Os agentes comunitários de saúde atuarão na atenção primária fortalecendo as equipes de Saúde da Família e aproximando-as com a comunidade, entendendo a necessidade dos territórios e promovendo o vínculo e acesso aos serviços.

De acordo com o coordenador da Atenção Primária, Fernando Erick Damasceno, os agentes exercem outras atividades essenciais. “Os agentes possuem funções educativas e de apoio nas atividades coletivas e práticas integrativas. E hoje, com o novo modelo de financiamento da Atenção Primária à Saúde no âmbito do SUS, são fundamentais para realizar o cadastro da população”, ressalta.

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Já a contratação dos agentes de vigilância ambiental é estratégica para reforçar as equipes que são responsáveis pelas atividades extra-hospitalares e realizam, por exemplo, as visitas domiciliares para controle de endemias, fazendo rastreamento de contato, monitoramento da rastreabilidade dos diversos tipos de cepa do novo coronavírus. Eles também farão a coleta de dados sobre comportamentos epidemiológicos, entre outras atividades que precisam ser realizadas em campo e servem para subsidiar o conjunto de ações em saúde, inclusive o planejamento estratégico para os próximos anos.

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