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Policlínica/Ambulatório de Saúde Funcional de Sobradinho oferece reabilitação pós-covid

Veja como funciona e como receber atendimento no local

LÍVIA DAVANZO I EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA I DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

As sequelas pós-covid são variadas e podem envolver a parte neurológica dos pacientes. Clarice Barbosa, 36 anos, contraiu a doença em junho de 2020 e, após sentir dor de cabeça, febre, tosse e coriza procurou atendimento médico, com suspeita de Covid-19. Ela então fez o teste que confirmou o diagnóstico para a doença.

Clarisse é paciente pós-covid – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Com 10 dias de sintomas, começou a notar dormência nas mãos e língua. A moradora de Sobradinho foi para o Hospital Regional de Sobradinho, onde ficou três dias. Em seguida, deu entrada no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e passou mais sete dias internada.

Clarice, que atua como doméstica, teve perda e limitações nos movimentos e comprometimento na fala. De início, fez tratamento com neurologista ainda no HUB e, depois, passou a fazer sessões com fonoaudióloga também no hospital.

Em janeiro deste ano, Clarice chegou à Policlínica/Ambulatório de Saúde Funcional de Sobradinho para receber reabilitação neurológica pós-covid com fisioterapia e terapia ocupacional. O tratamento iniciou pela fisioterapia e, atualmente, passa por sessões semanais na terapia ocupacional.

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Atendimento no Ambulatório de Saúde uncional de Sobradinho – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Segundo a terapeuta ocupacional Juliana Costa, que acompanha Clarice, o tratamento é realizado de maneira individualizada e de acordo com a queixa de funcionalidade do paciente. “A duração é variada, pois depende de cada quadro de evolução”, pontua.

Atuação do terapeuta ocupacional

Juliana explica que a terapia ocupacional reabilita o paciente para que ele tenha maior autonomia possível para realizar suas atividades de vida diária, como lazer, trabalho e autocuidado. No caso de Clarice, ela relembra que não realizava atividades básicas sozinha. “Não conseguia comer, tomar banho e me vestir sem ajuda”, desabafa.

Hoje, após o tratamento, a paciente já apresenta melhora em seu quadro funcional. “As mãos não tremem mais, já tomo banho e me visto sozinha”, relata. A terapeuta ocupacional explica que os principais exercícios no caso de Clarice são para retomar o equilíbrio e a coordenação motora tanto global quanto fina. Além disso, ela faz bicicleta manual para a parte cardiorrespiratória.

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

“O atendimento é nota 10. Eu me sinto muito melhor e feliz em poder retomar minhas atividades”, comenta. Ela destaca a atenção de Juliana e celebra cada passo a mais no tratamento. Apesar de ainda precisar da ajuda de um andador, já senti melhora no equilíbrio como um todo.

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Sequelas

De acordo com Juliana, os pacientes encaminhados para o ambulatório apresentam sequelas que comprometem a autonomia e a qualidade de vida. “As sequelas neurológicas pela Covid-19 podem ser relacionadas a queixas de convulsão, cefaléia, perturbação dos sentidos, falta de coordenação, fadiga, vertigem, dormência e AVC”, relata.

A terapeuta ocupacional revela ter tido bons resultados na reabilitação neurológica pós-covid. Ela alerta que quanto antes for iniciado o tratamento, melhores são as chances de bom prognóstico.

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Outros atendimentos

O ambulatório realiza atendimentos na área de fisioterapia e terapia ocupacional ortopédica, neurológica adulto e neuropediátrica, além de atendimento psicológico.

Como ser atendido

Os pacientes chegam ao local via regulação. Com o encaminhamento médico, ele pode ir até a unidade básica de saúde mais próxima realizar o agendamento. O ambulatório atende moradores da Região de Saúde Norte.

Endereço: Quadra 8 – Área Reservada – Sobradinho

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Processo seletivo segue com inscrições abertas

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São mil vagas temporárias sendo 500 para agente comunitário de saúde e 500 para agente de vigilância ambiental

JOHNNY BRAGA, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

Até às 23h59 da próxima terça-feira (21) seguirão abertas as inscrições do edital nº 165 para contratação temporária de 500 agentes comunitários de saúde e 500 para agentes de vigilância ambiental. Não haverá provas e os candidatos poderão se inscrever no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação. O valor da inscrição é de R$ 42 e o grau de escolaridade exigido é para quem tem o Ensino Médio.

Os aprovados terão uma jornada de trabalho de 40 horas semanais e remuneração mensal de R$ 1,7 mil, no caso dos agentes comunitários de saúde e 2 mil para os agentes de vigilância ambiental.

No ato da inscrição é necessário anexar comprovante de títulos e experiência profissional em conformidade com o Edital Normativo. Os candidatos serão selecionados por meio de análise curricular de caráter classificatório. A experiência na função e a titulação contam pontos mas não são requisitos obrigatórios.

Em caso de dúvidas, os interessados podem contatar a banca organizadora pelo telefone (11) 4788-1430 ou pelo site. A seleção terá validade de um ano, a contar da homologação do resultado final. O prazo poderá ser prorrogado uma vez, por igual período.

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“A contratação dos mil agentes vai reforçar o trabalho de vigilância à saúde e no enfrentamento à pandemia, considerando que esses agentes têm em suas atribuições o trabalho de combate aos agentes biológicos e não biológicos, além de outras endemias”, pontua a subsecretária de Gestão de Pessoas, Silene Almeida.

Ainda segundo a gestora, haverá um reforço substancial nas equipes de atenção primária que, atualmente, possuem um grande déficit de agentes comunitários de saúde, desfalcando muitas equipes. “Com a contratação dos novos agentes as equipes serão consistidas, acarretando até em aumento do repasse do Ministério da Saúde para a SES/DF no financiamento do programa”, explica.

Área de atuação

Os agentes comunitários de saúde atuarão na atenção primária fortalecendo as equipes de Saúde da Família e aproximando-as com a comunidade, entendendo a necessidade dos territórios e promovendo o vínculo e acesso aos serviços.

De acordo com o coordenador da Atenção Primária, Fernando Erick Damasceno, os agentes exercem outras atividades essenciais. “Os agentes possuem funções educativas e de apoio nas atividades coletivas e práticas integrativas. E hoje, com o novo modelo de financiamento da Atenção Primária à Saúde no âmbito do SUS, são fundamentais para realizar o cadastro da população”, ressalta.

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Já a contratação dos agentes de vigilância ambiental é estratégica para reforçar as equipes que são responsáveis pelas atividades extra-hospitalares e realizam, por exemplo, as visitas domiciliares para controle de endemias, fazendo rastreamento de contato, monitoramento da rastreabilidade dos diversos tipos de cepa do novo coronavírus. Eles também farão a coleta de dados sobre comportamentos epidemiológicos, entre outras atividades que precisam ser realizadas em campo e servem para subsidiar o conjunto de ações em saúde, inclusive o planejamento estratégico para os próximos anos.

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