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Rede pública tem ambulatórios especializados em terapia da mão

São cinco unidades de saúde que atendem pacientes no pós-operatório de traumas relacionados à mão; locais funcionam de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h

ADRIANA SILVA I EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA I DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

Pessoas que sofreram com fraturas, luxações ou lesões nas mãos ou nos membros superiores, e que precisaram de atendimento de urgência, como cirurgia, contam com cinco ambulatórios especializados em terapia da mão na rede pública de saúde. Um deles é o Centro Especializado em Reabilitação de Taguatinga (CER II), que atende os pacientes da Região de Saúde Sudoeste. Na unidade, a terapia da mão é ofertada desde 2015 e o serviço foi o pioneiro no Distrito Federal.

Pacientes desempenham atividades para recuperar movimentos das mãos – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

O ambulatório do CER II atende no sistema de “portas abertas” e recebe os moradores de Taguatinga, Samambaia, Vicente Pires, Águas Claras, Arniqueira e Recanto das Emas. Para ser atendido no local, o paciente deve ser encaminhado por um médico ortopedista da rede pública. É necessário levar o encaminhamento para agendar uma avaliação. Após essa etapa, o indivíduo consegue marcar data e hora para o início do tratamento.

Hoje não existe fila de espera no ambulatório. A terapeuta ocupacional Fernanda Alcântara explica que a terapia ocupacional no pós-operatório imediato pode abreviar o retorno dos movimentos dos membros superiores e o retorno do paciente a sua rotina.

O CER II de Taguatinga atende pacientes da Região de Saúde Sudoeste – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

“A Terapia Ocupacional no pós-operatório imediato da mão faz toda a diferença no resultado final da recuperação do paciente, que tem o retorno mais rápido das suas funções e de suas atividades de vida diária e um retorno mais breve ao trabalho”, ressalta.

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Os outros ambulatórios da rede pública funcionam no Paranoá, Samambaia, Ceilândia e Sobradinho.

Conheça mais sobre o ambulatório da mão que funciona no CER II de Taguatinga:

Tratamento

O tratamento se concentra no pós-operatório de lesões ortopédicas de cotovelo, punho e mão e contempla as seguintes lesões:

– fraturas
– Luxações
– reimplantes
– amputação
– síndromes compressivas
– Lesões de tendões, nervos e ligamentos
– lesões complexas como reconstruções e transferências tendinosas e nervosas.

As sessões podem variar entre dois e três encontros com duração de uma hora. De acordo com a terapeuta, o número de sessões semanais vai depender da condição clínica de cada paciente. “Dependendo da lesão, variamos a quantidade de visitas ao ambulatório, há casos em que a gravidade das lesões é muito extensa, e precisamos fazer a terapia ocupacional todos os dias da semana, para que a recuperação aconteça de maneira mais rápida”, explica.

Ambulatório da mão presta assistência a pacientes no pós-operatório de trauma ou lesões na mão – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

No ambulatório de terapia da mão se trabalha a coordenação motora fina do paciente. São os movimentos mais comuns que fazemos diariamente, como pegar pequenos objetos, abrir a porta com a chave, escrever, digitar, pendurar roupas, amassar e segurar objetos, segurar e levantar objetos mais pesados que dependem do punho para dar suporte.

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Além do serviço especializado em terapia da mão que o CER II oferece, Fernanda também indica e confecciona órteses de mãos, que são dispositivos externos que tem como objetivo mobilizar, alinhar, corrigir, prevenir deformidades, ganhar amplitude de movimento ou até auxiliar na função. As órteses são produzidas de acordo com a necessidade do paciente e são confeccionadas no próprio ambulatório.

Fernanda é terapeuta ocupacional e atua no CER II – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Segundo Fernanda, as órteses ajudam na recuperação do paciente, proporcionando conforto, já que é mais leve que o gesso e permite uma reabilitação precoce ao membro que sofreu o trauma.

“Cada paciente é avaliado individualmente e é necessário um conhecimento amplo da anatomia, fisiologia, da biomecânica e um estudo da patologia para que possamos indicar o melhor modelo. Uma órtese pode tanto imobilizar e proteger uma cirurgia quanto trazer mobilidade a esse membro para que o paciente possa retornar minimamente a sua rotina diária”, observa.

Ainda segundo a terapeuta ocupacional, a órtese pode ser usada tanto por períodos mais curtos, quanto por longos períodos. “Muitos pacientes terão que utilizar a órtese para o resto da vida, já em outros casos, as órteses são para trazer conforto no período pós-operatório e algumas com objetivo de ganhar mobilidade até o momento da cirurgia”, finaliza.

GALERIA DE FOTOS:

CER de Taguatinga oferece terapia ocupacional pós trauma

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Ação conjunta leva atendimento às mulheres no Itapoã

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Serviço das secretarias de Saúde e da Mulher faz parte da campanha Outubro Rosa e contou a administração regional

LUIZ FERNANDO CÂNDIDO, DA REGIÃO LESTE | EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

A campanha Outubro Rosa destaca a importância do autocuidado feminino e incentiva as mulheres a buscarem o acompanhamento médico especializado. Durante todo o mês, várias unidades da rede pública de saúde estão promovendo ações voltadas à saúde da mulher. Na Unidade Básica de Saúde 3 do Itapoã diversos serviços foram levados à população da região por meio de uma ação conjunta das secretarias de Saúde e da mulher, além da Administração Regional da cidade.

Unidade móvel levou atendimentos na unidade – Foto: Luiz Fernando Cândido/Região Leste

Os serviços ocorreram durante a manhã com o atendimento de 81 mulheres e contaram com a unidade móvel da Secretaria da Mulher. Na ocasião, foram coletadas 47 amostras de citopatológicos de colo do útero, inseridas 31 mamografias na central de regulação e realizados 32 exames clínicos das mamas. “Ofertar serviços para as mulheres, no Itapoã, por meio da unidade móvel, é uma oportunidade sempre gratificante”, afirma a gerente de serviços da Atenção Primária 2, Fernanda Santana. “São números bem expressivos”.

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Quem aproveitou a oportunidade e procurou a UBS foi Maria do Carmo dos Santos, de 56 anos. Ela conta que fez o exame preventivo no ano passado, também na unidade móvel, quando estava na região. “Mais perto de casa facilita fazer o exame. Trazendo uma coisa boa pra gente”, agradece.

Atendimento na UBS 3 do Itapoã beneficiou 81 mulheres – Foto: Luiz Fernando Cândido/Região Leste

As ações da Secretaria de Saúde estão a todo vapor. No mês de outubro, as UBSs 2 e 3 do Itapoã têm ampliado a agenda com mais vagas de consultas, tanto para a coleta de citopatológicos em mulheres, quanto para a inserção de DIU, com acesso dessas pacientes aos serviços.

Segundo a gerente Fernanda Santana, novas ações estão previstas para a região. “Estamos planejando outras ações no território, inclusive, um dia em novembro, visando às ações voltadas para os moradores da região administrativa”, pontua.

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