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‘Pago R$ 140 mil de aluguel para motoboy sentar aqui?’, diz sócio de restaurante no DF ao discutir com entregador

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‘Pago R$ 140 mil de aluguel para motoboy sentar aqui?’, diz sócio de restaurante no DF ao discutir com entregador

Motociclista carregava celular em ponto de apoio do shopping quando foi abordado por empresário do Abbraccio. Estabelecimento lamentou ocorrido e diz que caso está sendo apurado

Uma discussão entre um empresário e um motoboy em um shopping do Distrito Federal foi filmada e parou nas redes sociais. Durante a confusão, no sábado (17), o sócio do restaurante Abbraccio questionou o motivo do entregador usar o espaço do ParkShopping para carregar o celular.

“Pago R$ 140 mil de aluguel para motoboy sentar aqui?”, disse o sócio durante a discussão.

O motociclista Everton Santos Silva contou à reportagem que estava em uma área do estabelecimento comercial chamada de “doca”. O espaço é usado como ponto de apoio por entregadores que aguardam os restaurantes finalizarem os pedidos.

Everton disse ainda que, no sábado, após 30 minutos de espera, um dos donos do restaurante – que aparece no vídeo – saiu com o pedido na mão e falou para o motoboy parar de destratar os funcionários do estabelecimento, dando início ao desentendimento.

Espaço usado como ponto de apoio para os entregadores no ParkShopping, no DF — Foto: TV Globo/Reprodução
Espaço usado como ponto de apoio para os entregadores no ParkShopping, no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

O entregador afirmou que já havia reclamado do atraso na preparação dos pedidos da Abbraccio em outra ocasião.

“Ele começou a falar que não era pra usar a tomada e se exaltar. A gente se sente humilhado, né?”, comentou.

Em nota, a Bloomin’Brands, grupo detentor da marca Abbraccio, lamentou o ocorrido, disse que apura o caso e que afastou sócio, mas não detalhou a medida. O nome do empresário que aparece nas imagens não foi divulgado.

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Everton contou também que não procurou a Polícia Civil e que desistiu de fazer a entrega. “Fiquei nervoso. Percebi que se eu tratasse ele da mesma forma que fui tratado, só iria aumentar a discussão”, relatou.

Registro em vídeo

Sócio de restaurante e motoboy discutem em shopping do DF — Foto: Arquivo pessoal
Sócio de restaurante e motoboy discutem em shopping do DF — Foto: Arquivo pessoal

Um outro motoboy que estava no local filmou a discussão. As imagens mostram que o sócio do restaurante disse que o entregador não poderia ir mais ao estabelecimento. “Na minha loja, você não pisa mais não”, comentou. O homem disse ainda que excluiu o motociclista da plataforma online usada para os entregadores trabalharem.

“Estou nesse shopping há 15 anos. Não vai chegar motoboy e achar que manda não”, afirmou. Em outro momento, o sócio vai até um funcionário do complexo comercial e diz que “isso não pode acontecer”, se referindo a Everton carregar o próprio celular.

O outro entregador, que registrou o momento da discussão e preferiu não se identificar, disse que os colegas usam diariamente o local como ponto de apoio. De acordo com ele, o espaço do shopping tem tomadas e banheiros.

O que diz o shopping

Em nota, o ParkShopping confirmou que o espaço é usado por entregadores e também lamentou o ocorrido.

“Respeitamos todos os públicos e prezamos pela boa convivência e relacionamento cordial entre lojistas, colaboradores, prestadores de serviço, clientes e todos que circulam e trabalham no shopping”, diz comunicado.

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O que diz o Abbraccio?

“Agradecemos a oportunidade de esclarecer o ocorrido. Nós, da Bloomin’ Brands, grupo detentor da marca Abbraccio, informamos que o que é retratado no vídeo não condiz com a nossa relação com os profissionais de entrega.

Lamentamos o ocorrido. Informamos também o sócio do restaurante foi afastado para que possamos apurar todos os pontos e refazer o processo de orientação do trabalho com os entregadores locais. Estamos no Brasil há 23 anos e temos um relacionamento genuíno com as nossas pessoas e os fornecedores que trabalham conosco.

Nada justifica o desalinhamento com nossos procedimentos e já iniciamos a reorientação de todo o time do restaurante em relação à nossa filosofia para que situações como esta não voltem a acontecer.

Para nós, é muito importante reforçar que temos uma relação de respeito e profissionalismo com todos os motoboys responsáveis pela logística do nosso delivery e isso se reflete no dia a dia com o atendimento de milhares de pedidos todos os meses em todas as cidades onde estamos presentes.”

Alô Valparaíso/*Com as informações G1




Alô Valparaíso

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Mãe e padrasto são presos após espancamento e morte de bebê

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Se condenado, casal pode pegar até 16 anos de prisão Foto: Polícia Civil de Goiás

Menina só foi levada ao hospital um dia após as agressões

Nesta quarta-feira (15), a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) prendeu a mãe e o padrasto de uma criança de três anos, pelo espancamento e pela morte dela. A vítima dos maus-tratos era uma menina, que morreu na madrugada da última terça-feira (14) em Trindade, região metropolitana de Goiás.

De acordo com os investigadores, a mãe da criança tem 23 anos e espancava a filha com o consentimento do padrasto, de 27 anos.

A delegada Silvana Nunes informou que a menina foi agredida a socos no último domingo (12), sofreu hemorragia interna e só foi levada para o médico na noite de segunda-feira (13), após alerta do padrasto.

A menina foi levada para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Trindade II, onde o casal alegou que ela teria caído em um parquinho. Mas um dos médicos que atendeu a criança apontou que as lesões no corpo da menina não condiziam com as de uma queda, ao que o casal mudou a versão e passou a dizer que o irmão da vítima, de seis anos, a teria agredido.

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O médico acionou a Polícia Militar após a criança morrer, já durante a madrugada, devido a uma insuficiência respiratória. Ela chegou a ser intubada, mas não resistiu. O casal foi encaminhado para a delegacia de Trindade, onde a mãe confessou o espancamento.

– Ao final da entrevista com o casal, a mãe acabou por confessar que, no domingo, espancou a menina. Ela confessou que deu murros no abdome e nas costas na criança de três anos, alegando que estava corrigindo a menina porque era muito teimosa – relatou a delegada.

Silvana disse ainda que havia lesões antigas e recentes no corpo da criança, típico de casos em que há maus-tratos frequentes. A necrópsia revelou que lesões contundentes na região abdominal da menina provocaram o rompimento de veias intestinais. Também foram encontradas lesões no braço e na cabeça da vítima.

A mãe e o padrasto da criança estão presos, acusados de tortura qualificada resultando em morte e devem passar por audiência de custódia. Se condenados, poderão pegar de 8 a 16 anos.

Após o caso, o Conselho Tutelar ouviu o irmão da menina, que o casal citou como agressor da vítima, ao mudar a versão contada na UPA. O menino também possui lesões no braço e na cabeça e disse que apanhava sempre por ser “um menino teimoso”. Ele irá passar por atendimento psicológico, e o Conselho está a procura de um familiar que possa acolhê-lo.

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Fonte: Pleno.News

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