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BRASILIA

Thiago Nigro alerta para risco de efeito dominó após carta do BC ao BRB

Por Redação 19/01/2026 às 20h07 • Atualizado em 19/01/2026 às 20h10
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O empresário e influenciador financeiro Thiago Nigro, conhecido como Primo Rico, alertou para o risco de um efeito dominó no sistema financeiro após o Banco Central enviar uma carta ao Banco de Brasília (BRB) apontando insuficiência patrimonial na instituição.

“O Banco Central acabou de mandar uma carta para o Banco Público de Brasília, o BRB, dizendo que ele está com insuficiência patrimonial. Ou seja, o Banco de Brasília está com um problema no caixa por causa também do Banco Master”, afirmou Nigro em vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo ele, a situação estaria ligada ao colapso do Banco Master, que quebrou no fim do ano passado. “Será que esse caso do Master pode ser o começo do efeito dominó com outros bancos?”, questionou. “O Master deixou 1,6 milhão de pessoas esperando receber o dinheiro de volta.”

Nigro afirmou que investigações da Polícia Federal apontam para um esquema envolvendo empresas fantasmas. “Entre 2023 e 2024, o Master emprestava bilhões para empresas fantasmas, que aplicavam esse dinheiro em fundos da gestora Reag. Depois, esses fundos compravam ativos que não valiam nada, por preços altíssimos, e o dinheiro voltava para o próprio banco”, disse.

O influenciador também destacou os aportes feitos pelo BRB. “O Banco de Brasília colocou vários bilhões no Master nos últimos anos, e o Ministério Público já disse que vê indícios de fraude nessas transferências. O BRB pode ter sido usado para tentar salvar o Master e acabou se queimando junto.”

Ele lembrou ainda que as ações do BRB caíram cerca de 90% nos últimos cinco anos e que a Reag foi liquidada pelo Banco Central. “Já são duas instituições grandes com problemas financeiros, e o BRB pode ser a terceira”, afirmou.

Por fim, Nigro alertou para a pressão sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). “O FGC começou a pagar os investidores do Master e vai ter que desembolsar cerca de R$ 40 bilhões. Se outros bancos começarem a ter problemas, o FGC pode não dar conta, e aí a gente pode ver um problema sistêmico no mercado financeiro brasileiro.”

O Banco Central, o Ministério Público e a Polícia Federal seguem investigando o caso. Até o momento, não há decreto de intervenção no BRB.