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DE OLHO NA POLÍTICA MANCHETES

Quem merece nota 10, as brasileiras que fazem o que era quase impossivel na saúde e na vida, ou as que vendem ilusões?

Por Redação 18/02/2026 às 08h45 • Atualizado em 18/02/2026 às 08h50
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Foto: Instagram
Por: Eugênio Piedade/IA

"A ciência melhora a nossa vida, e o Brasil precisa, urgentemente, melhorar a vida de quem faz ciência".

Brasileiras na Ciência: A Urgência do Reconhecimento e do Apoio Governamental

A ciência é o motor que protege a vida, mas as mulheres que a conduzem ainda lutam por visibilidade e portas abertas no Brasil.

Em um mundo movido pelo avanço tecnológico e pela busca constante por qualidade de vida, a ciência não é apenas uma disciplina acadêmica; ela está em tudo o que nos protege. No entanto, o cenário científico brasileiro enfrenta um paradoxo: ao mesmo tempo em que a pesquisa é essencial para a soberania nacional, as protagonistas dessa história — ainda precisam reivindicar o básico: liberdade, financiamento e reconhecimento.

Fotos Google e montagem EG NEWS

Exemplos como: Bertha Lutz, Jaqueline Goes de Jesus e agora, Tatiana Coelho de Sampaio.

Bertha Lutz e Jaqueline Goes de Jesus são duas das cientistas mais importantes da história brasileira, cada uma em seu tempo, destacando-se na biologia/biomedicina e no ativismo. Bertha Lutz foi a pioneira na luta pelo voto feminino e igualdade de gênero no século XX, enquanto Jaqueline Goes liderou o sequenciamento do genoma do coronavírus no Brasil, e agora Tatiana Coelho, bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que desenvolveu uma abordagem terapêutica inovadora com potencial para reverter lesões da medula espinhal.  

Segundo dados recentes vinculados ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e relatórios de equidade de gênero no Brasil (2023-2026), a participação das mulheres na ciência é caracterizada por uma presença alta na base da formação, mas com desigualdade em cargos de maior prestígio.
Aqui estão os principais dados:
  • Bolsistas de Produtividade (PQ) - CNPq: Mulheres representam cerca de 35% a 35,6% dos bolsistas de produtividade, que são considerados o topo da carreira científica no país.
  • Representação em Pesquisa: Em grupos de pesquisa cadastrados no CNPq, mulheres representam cerca de 52% dos pesquisadores, indicando uma paridade numérica no geral, segundo dados de 2023 citados em 2026.
  • Maioria na Pós-Graduação: Mulheres são maioria na formação, somando 57% das pessoas tituladas na pós-graduação (mestrado e doutorado).
  • Desigualdade no Topo: A participação feminina cai significativamente nos níveis mais altos de bolsas de pesquisa (chamadas de Bolsas de Produtividade), evidenciando o fenômeno de "tesoura" ou "teto de vidro".
  • Produção Científica: Em 20 anos, a presença de pelo menos uma mulher na produção de artigos científicos no Brasil cresceu, chegando a cerca de 49%.
  • Contexto: O Brasil é considerado um dos países com maior participação feminina na produção científica, mas essa presença não se traduz proporcionalmente em poder e liderança, especialmente nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

A presença feminina em laboratórios e centros de pesquisa é histórica, mas a visibilidade dada a elas não acompanha essa trajetória. O manifesto levantado por pesquisadoras e apoiadores da causa é claro: precisamos abrir mais portas. Não se trata apenas de permitir o acesso, mas de garantir que meninas e mulheres possam ocupar esses espaços com a certeza de que serão valorizadas.

Quanto ao papel do estado existe um ponto crítico levantado que é a necessidade de um olhar mais atento do governo, especialmente voltado para a ciência aplicada à saúde. O investimento público não é apenas uma questão orçamentária, mas uma estratégia de sobrevivência e bem-estar social.

Para que a ciência continue a "mover o mundo", como defendem os especialistas, é necessário que as políticas públicas enxerguem o potencial das pesquisadoras brasileiras como um ativo do Estado, garantindo recursos que permitam a continuidade de estudos vitais para a população.

Além do suporte governamental, há uma crítica contundente à forma como a mídia e sociedade distribui prestígio. Em tempos de celebridades instantâneas, o debate sobre "quem realmente merece respeito na mídia" se torna urgente.

Dar luz às cientistas brasileiras não é apenas uma questão de justiça, mas de inspirar a próxima geração. Meninas precisam ver mulheres na ciência sendo celebradas nas capas de jornais e nos telejornais para que possam sonhar em seguir o mesmo caminho.

O recado é direto: a ciência melhora a nossa vida, e o Brasil precisa, urgentemente, melhorar a vida de quem faz ciência.