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Encontro reforça base científica para manejo de capivaras no DF

Por Redação 27/02/2026 às 18h21
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O Iº Workshop sobre Febre Maculosa no Contexto de Saúde Única, nesta sexta-feira (27), na Universidade Católica de Brasília (UCB), marcou um avanço importante na integração entre ciência, gestão ambiental e saúde pública no Distrito Federal. O encontro reuniu especialistas, pesquisadores e representantes do poder público para discutir estratégias de prevenção e vigilância da febre maculosa sob a perspectiva da Saúde Única.

O evento integra o projeto estruturante de monitoramento, identificação e manejo de capivaras e carrapatos no DF, conhecido como Capivaras DF, que é uma parceria entre o Instituto Brasília Ambiental, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), a Secretaria de Saúde (Ses-DF) e a Universidade Católica de Brasília. A finalidade do trabalho conjunto é entender melhor as dinâmicas de capivaras e carrapatos no DF, de forma a trazer informações sólidas à população, bem como estratégias de ação.

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou a importância da atuação conjunta entre diferentes áreas do governo: “Quando trabalhamos sob a perspectiva da Saúde Única, fortalecemos a prevenção, protegemos a população e cuidamos do nosso meio ambiente de forma responsável e estratégica”.

O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, ressaltou o papel da ciência no apoio à tomada de decisões: “O projeto é fundamental para orientar decisões técnicas e garantir o manejo adequado da fauna, sempre com responsabilidade ambiental e foco na saúde pública”.

O evento integra o projeto estruturante de monitoramento, identificação e manejo de capivaras e carrapatos no DF | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

O auditor fiscal da Superintendência de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (Sucon) do Brasília Ambiental, Fernando Medeiros, que integra a Comissão de Gestão da Parceria, ressaltou o fomento à pesquisa proporcionado pela iniciativa. “O workshop faz parte desse termo de colaboração que o Brasília Ambiental lançou justamente para fomentar essa pesquisa. Então, o Instituto lançou o edital, e a Universidade Católica de Brasília venceu. O estudo busca entender se há superpopulação de capivaras, qual o risco de disseminação da doença e as soluções de manejo mais adequadas. Ao final, teremos subsídios técnicos para avaliar medidas como barreiras físicas, esterilização ou outras estratégias de manejo”, explicou.

Estrutura do projeto

De acordo com a coordenadora geral do projeto pela UCB, Morgana Bruna, a iniciativa conta com uma estrutura multidisciplinar que integra pesquisa acadêmica e gestão pública.

“O projeto reúne coordenação geral e coordenadores de eixo, bolsistas do projeto tanto os de apoio técnico quanto os de iniciação científica e voluntários. Também contamos com representantes dos órgãos que fazem a gestão desse projeto, como o Brasília Ambiental, a Secretaria de Saúde e a Secretaria de Meio Ambiente, que participam do conselho responsável pelo acompanhamento governamental do projeto”, esclareceu.

Contribuição científica

O professor e pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Escola de Veterinária e Zootecnia (EVZ), Felipe Krawczack — que atua como pesquisador de suporte desde a concepção do projeto —, destacou o papel do workshop no fortalecimento do conhecimento técnico.

“O objetivo do workshop foi falar sobre a febre maculosa brasileira no contexto de Saúde Única, contribuir com o projeto e esclarecer dúvidas de pesquisadores, professores, alunos e profissionais da Secretaria de Saúde do DF, da Secretaria do Meio Ambiente e do Brasília Ambiental. Discutimos o que é a febre maculosa, como ela é transmitida, como é feito o diagnóstico e quando devemos nos preocupar, para levar informação correta à sociedade. Também debatemos a interpretação dos diagnósticos como ferramenta para fortalecer a prevenção e a vigilância dessa doença que envolve o carrapato, a capivara e uma bactéria com potencial de transmissão para a saúde humana”, concluiu.

 

 

*Com informações do Brasília Ambiental