Renato Riella: Petrobras vai aumentar diesel e gasolina

Nas próximas horas, a Petrobras deve anunciar reajuste dos preços do diesel e da gasolina, num aumento que pode ultrapassar 10%. A correção foi autorizada após reunião da Diretoria da empresa ontem.

Ficou definido que a medida não pode ser adiada. A Petrobras não aceita esperar que entre em vigor a lei que limita o valor do ICMS dos combustíveis.

O fato despertou reação do Presidente Bolsonaro, que criticou duramente os diretores da empresa, acionistas minoritários e a proposta de reajuste dos combustíveis.

Ciro Nogueira, Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, também protestou. “Basta! Chegou a hora. A Petrobras não é de seus diretores. É do Brasil”, comentou.

E o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, disse que “a Petrobras declarou guerra ao povo brasileiro”. Cobrou a demissão do presidente da empresa, José Mauro Ferreira Coelho.

Lira diz que vai “propor medidas duras”, incluindo, além de chamar líderes para discutir a política de preços, debater uma eventual taxa de lucros da estatal.

ICMS DOS COMBUSTÍVEIS – Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que limita a aplicação de alíquota do ICMS sobre combustíveis e outros setores, seguiu para sanção presidencial, onde deve ser liberado logo, segundo a tendência do Presidente Bolsonaro.JUROS NO MUNDO – Em ação coordenada, diversas áreas da economia mundial aumentaram as taxas de juros.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, subiu os juros do país para a faixa de 1,5% a 1,75% – uma alta de 0,75 pontos percentuais desde a última decisão de juros, em maio. A decisão tem forte reflexo no mercado internacional e também no Brasil.

Está sendo intensificada a política monetária para combate à inflação americana. Em maio, o índice de preços ao consumidor dos EUA atingiu 8,6% no acumulado em 12 meses, a maior taxa de inflação desde 1981. A meta é reduzir a inflação para 2%.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a taxa de juros oficial Selic para 13,15%, prevendo novo reajuste em agosto, tendo em vista a necessidade de conter a inflação.

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Banco Central da Argentina também elevou sua taxa básica de juros, para 52% ao ano, diante de uma inflação de mais de 60%.

REPERCUSSÃO – O aumento da taxa Selic (juros básicos da economia) no Brasil, para 13,25% ao ano, foi recebido com críticas pelo setor produtivo.

Confederação Nacional da Indústria (CNI) comentou que a taxa Selic está num nível que inibe a atividade econômica, num momento em que a inflação começa a desacelerar. A CNI prevê queda do consumo, da produção e do emprego.

Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) considera que a Selic não pode ser o único instrumento para contornar o quadro generalizado de aumento de preços.
Firjan reafirma que, diante de um cenário de elevada incerteza, é imprescindível uma política monetária mais moderada e que atenda aos desafios de crescimento econômico do país.

CRIME DA AMAZÔNIA – Polícia Federal investiga cinco pessoas por envolvimento nas mortes do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo.
Estão presos dois assassinos: Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, e o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira.

Um terceiro teria auxiliado na execução, outro na ocultação dos corpos – e o quinto seria o mandante. O barco dos dois mortos não foi localizado.
Os restos mortais chegaram a Brasília para identificação pela Polícia Federal.

GUERRA – A capital ucraniana, Kiev, recebeu ontem a visita do presidente francês, Emmanuel Macron, junto com o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi.

Com o Presidente Volodymyr Zelenskyi, eles discutiram o futuro da Ucrânia. Os três visitantes prometeram manter a ajuda ao país em guerra com a Rússia.

GAMES – Governo Federal reduzirá o imposto sobre games a partir de 1º de julho. Haverá redução da alíquota de peças e acessórios de games e consoles de 16% para 12%.
Já sobre videogames com telas inclusas (portáteis ou não), o imposto será zerado.

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DENGUE – Brasil registrou 504 mortes por dengue no período de 1º de janeiro a 4 de junho. É o dobro das mortes de todo o ano passado, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.

Estado de São Paulo lidera a lista, com 180 óbitos. Em seguida Santa Catarina (60), Rio Grande do Sul (49), Goiás (44) e Paraná (43).

Este ano já foram contabilizados 1,1 milhão de casos prováveis de dengue no Brasil – num aumento inexplicável. O número é 69,4% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

SIMPLES – Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou projeto que aumenta o teto de enquadramento do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI).

Limite para o MEI passa de R$ 81 mil para R$ 144 mil.
Para microempresa, salta de R$ 360 mil para R$ 869mil.
E para empresa de pequeno porte, pula de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões.
O projeto deve tramitar na Câmara, até ser levado ao plenário. Se aprovado, será enviado ao Senado.

COVID – Média móvel de mortes pela Covid-19 atingiu ontem 149/dia.
Ontem, foram registrados 151 óbitos, elevando o total a 668,8 mil.

AGENDA – Presidente Bolsonaro está hoje de manhã em Natal (RN), onde participa de cerimônia alusiva ao Programa Internet Brasil e à Entrega de Títulos Fundiários.

À noite, em Belém (PA), Bolsonaro participa de culto em celebração aos 111 Anos da Assembleia de Deus no Brasil.

ECONOMIA – Na quarta-feira (15), o dólar fechou a R$ 5,026, com recuo de 2,11%.
Índice Ibovespa, da Bolsa de Valores, atingiu 102.807 pontos, com alta de 0,73%. A bolsa brasileira acumula queda de 7,67% no mês.

Por RENATO RIELLA

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