Polícia apreende várias armas e munição com auditor do DF Legal preso por suspeita de corrupção

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apreendeu um grande volume de armas de fogo e munição com um dos auditores fiscais presos na manhã desta sexta-feira (20), na operação Ludíbrio. A ação mira servidores da Secretaria de Proteção à Ordem Urbanística (DF Legal), suspeitos de corrupção.

Ao todo, três pessoas foram presas, entre elas, dois auditores. Os nomes dos servidores não foram divulgados. Eles são investigados por suposta cobrança de propina para não fiscalizar imóveis e pessoas, e para emitir indevidamente autorizações, como alvarás de construção e habite-se.

As armas e munição foram encontradas na casa de um dos suspeitos. De acordo com a corporação, a maioria do material apreendido está em situação irregular.

Segundo Polícia Civil, maioria das armas eram irregulares — Foto: TV Globo/Reprodução

Esquema de corrupção

 

De acordo com a Polícia Civil, o grupo é composto pelos dois auditores e uma terceira pessoa, responsável por captar clientes e fazer a intermediação das negociações com os servidores públicos. Esses clientes também foram alvos de mandado de busca e apreensão.

A polícia afirma que os investigados também atuavam reduzindo ou extinguindo débitos e taxas, repassando informações sigilosas sobre ações fiscalizatórias e cancelando autos de infração, embargo e interdições.

Leia Também:  Bandidos roubam carro e atiram em motorista de aplicativo no DF

Os criminosos usavam um grupo no WhatsApp para informar sobre quando seriam as ações de fiscalização, segundo a Polícia Civil. Quem quisesse fazer parte do grupo deveria fazer um pagamento mensal ou semanal.

Munições encontradas durante operação da Polícia Civil — Foto: TV Globo/Reprodução

Os investigadores afirmam que um dos auditores fiscais suspeito de integrar o esquema criminoso já está aposentado. Mesmo assim, se apresentava como se fosse da ativa para praticar as irregularidades. Segundo a Polícia Civil, ele já foi alvo de outras operações da corporação.

A investigação começou há dois anos, a partir de denúncias anônimas. Ainda não há um número exato de quanto o grupo movimentou em dinheiro com os crimes. No entanto, a polícia estima que os suspeitos tenham recebido milhões de reais.

Nesta sexta-feira, os agentes cumpriram ainda 17 mandados de busca e apreensão no Guará, Vicente Pires e Taguatinga.

Os suspeitos podem responder por crimes de associação criminosa, concussão, corrupção, entre outros que ainda serão apurados pela Polícia Civil. Somadas, as penas até agora podem somar 27 anos de prisão.

Leia Também:  Cinco pessoas ficam feridas após carro capotar na BR-020

O que diz o DF Legal

 

Confira a íntegra da nota do DF Legal:

“A Secretaria DF Legal informa que cooperou desde o primeiro momento com todas informações.

A pasta informa ainda que não coaduna com nenhum tipo de irregularidade e é pautada pela transparência e honestidade de seu trabalho para a população do Distrito Federal.

A secretaria destaca que já abriu processo em sua corredoria interna para a devida apuração dos fatos.”

Fonte: G1

COMENTE ABAIXO:

Últimas Notícias

Gostou da notícia? Quer mais?

Nos Siga no Facebook 

para mais Notícias

Gostou da notícia? Nos Siga para Mais.

ENVIAR MENSAGEM
Estamos Online!
Olá
Podemos Ajudar?