BRASÍLIA

SAÚDE

Após primeira morte, Saúde alerta para gravidade da ômicron

Publicados

em

Foto: Agência Brasil

O homem, de 68 anos, estava internado e era portador de uma doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão arterial

Elisa Costa e Geovanna Bispo
[email protected]

Após o registro da primeira morte pela variante ômicron da covid-19 no Brasil, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal alertou para a gravidade da cepa.

“É natural que os idosos e pessoas com comorbidades sejam mais suscetíveis (ao vírus). E, por isso, são aqueles que nós mais investimos para alcançar com a vacinação. Então, isso é um alerta para que isso seja mais um motivo para nos vacinarmos e nos protegermos”, explicou o subsecretário da Coordenação de Atenção Primária à Saúde, Fernando Erick Damasceno ao Jornal de Brasília.

O primeiro óbito pela variante ocorreu em Aparecida de Goiânia, em Goiás. O homem, de 68 anos, estava internado e era portador de uma doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão arterial. A vítima estava vacinado com as duas doses das vacinas contra a covid-19 e a dose de reforço.

“Mesmo que a gente se vacine contra a covid, elas não vão fazer com que a gente não se contamine. A gente pode se contaminar, a gente pode transmitir. Mas ela evita a maior parte dos eventos graves e desfechos como esses. Se não estivéssemos vacinados e se não incentivássemos essa vacinação, muitas outras pessoas nessas condições clínicas viriam a óbito”, completou a secretária de Atenção Integral à Saúde, Paula Zeni.

Leia Também:  Vacinação de adolescentes de 13 anos e dose de reforço de idosos em ILPIs começam terça-feira (21)

Mesmo com o alerta, nesta quinta-feira (06), a pasta informou, em entrevista coletiva, que todos 31 casos da cepa anteriormente detectados já estão curado. De acordo com a secretaria, 26 desses casos eram de viajantes e cinco de transmissão comunitária, ou seja, daqueles que não tiveram contato com os viajantes e mesmo assim se infectaram.

De acordo com a pasta, 26 desses casos eram de viajantes e cinco de transmissão comunitária, ou seja, daqueles que não tiveram contato com os viajantes e mesmo assim se infectaram.

Aumento de casos e diminuição de óbitos

Mesmo com a alta no número de casos e na Taxa de Transmissão, o DF se mantém estável em relação a óbitos e internações por covid-19. Esse fato, segundo a Secretaria de Saúde, está relacionado ao fato de que 84,68% (2.124.910) dos brasilienses estão completamente vacinados contra o vírus.

No dia 20 de dezembro, por exemplo, a Taxa de Transmissão estava 0,84 e a taxa ocupação dos leitos de UTI e UCI exclusivos para a covid era de 53% e 49%, respectivamente. Já na última quarta-feira (05), quando a taxa estava em 1,27, as internações estavam em 41% e 42%.

Atualmente, a capital tem mais de três mil casos ativos do vírus. “Estamos iniciando uma nova fase. É uma preocupação, temos dados q nos exige uma série de comportamentos. Acreditamos que não será como a primeira e segunda onda, mas que nos exige cuidado. Nosso RT (Taca de Transmissão) deve aumentar bastante”, explicou Damasceno.

Leia Também:  Pessoas com 40 anos ou mais poderão receber a dose de reforço a partir desta sexta (26)

Completando a primeira semana do ano, o Distrito Federal registrou, apenas nos primeiros cinco dias, 2.089 novos casos. Até a última semana de dezembro, o DF tinha uma média de 60 novos casos e dois óbitos por dia. Agora, essa média subiu para 152 novos casos (se divididos pelos cinco dias analisados).

Outro dado que tem sofrido altas e que tem preocupado é a própria Taxa de Transmissão. Até a última semana do ano, a taxa estava em 0.8. Agora, ela está em 1.27. Vale lembrar que, acima de 1, essa taxa representa que a pandemia está avançando e que 100 pessoas podem contaminar outras 127.

Mesmo com o aumento de casos e da taxa, o número de óbitos não acompanha a mesma curva. Ainda de acordo com a pasta, até o momento não houveram mortes pelo vírus.

“Precisamos voltar a usar mascaras. As interações e aglomerações vão ofertar um risco maior, principalmente aos não vacinados”, alerta Damasceno.

Fonte: Jornal de Brasilia

COMENTE ABAIXO:

SAÚDE

DF inicia vacinação infantil contra a Covid-19 nesta manhã

Publicados

em

Por

Vacina da Pfizer contra covid-19 para crianças. Foto: Divulgação Pfizer

Onze Unidades Básicas de Saúde iniciam a imunização pediátrica

O Distrito Federal inicia a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 na manhã deste domingo (16). A imunização pediátrica será realizada em 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), das 8h às 17h.

A capital brasiliense recebeu 16,3 mil doses do imunizante Pfizer destinado exclusivamente às crianças na última sexta-feira (14). Do total, a Secretaria de Saúde já distribuiu aos pontos de vacinação 10 mil doses na manhã de ontem (15).

A aplicação das vacinas será dividida em três grupos, havendo um profissional para manejar cada um deles. A separação ocorre em função da condição clínica das crianças, sendo o primeiro grupo de crianças com comorbidades, o segundo de crianças com deficiências permanentes e o terceiro para crianças sem comorbidades.

As UBS que iniciam a vacinação infantil hoje são:

  • UBS 2 Brazlândia;
  • UBS 17 Ceilândia;
  • UBS 1 Cruzeiro;
  • UBS 1 Guará;
  • UBS 1 Lago Norte;
  • UBS 1 Paranoá;
  • UBS 20 Planaltina;
  • UBS 12 Samambaia;
  • UBS 1 Santa Maria;
  • UBS 2 Sobradinho II;
  • UBS 5 Taguatinga
Leia Também:  Em um mês após reabertura, CRT realiza mais de 2 mil exames

As crianças deverão estar acompanhadas do pai ou responsável, portando documento de identidade e/ou a caderneta de vacinação. Crianças com comorbidades ou deficiência permanente deverão ter laudo médico que comprove a condição clínica.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

Nos siga no Facebook

DISTRITO FEDERAL

ECONOMIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Gostou da notícia? Quer mais?

Nos Siga no Facebook 

para mais Notícias

Gostou da notícia? Nos Siga para Mais.