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Atenção! Taxa de transmissão da covid-19 segue alta e chega a 1,12 no DF

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A taxa de transmissão do novo coronavírus subiu pelo sétimo dia seguido e atingiu o índice de 1,12 nesta segunda-feira (9/5). De acordo com informações do Boletim Epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o índice viral não ultrapassava esse valor desde 11 de fevereiro, quando marcou 1,22.

O número é preocupante, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pois, quando a taxa está acima de 1, isso confirma que a pandemia está descontrolada. O índice significa que um grupo de 100 pessoas pode infectar outras 112.

No boletim mais recente, publicado às 17h desta segunda (9/5), a pasta notificou, ainda, duas mortes em decorrência da covid-19. As duas vítimas eram do sexo masculino, tinham entre 70 e 79 anos e residiam no Distrito Federal. Até o momento, 11.662 cidadãos morreram na capital do país desde o início da pandemia.

Novos casos

Em relação aos infectados, 309 novos casos positivos foram registrados contando o fim de semana e esta segunda-feira (9/5). Desta forma, o total de contaminados na capital federal chegou a 697.821.

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Além disso, a secretaria contabiliza que mais de 621 mil são moradores do DF, 36 mil de Goiás, 9 mil de outros estados e 30 mil estão em investigação. Vale ressaltar que o documento é divulgado somente em dias úteis.Em relação às médias móveis, a de infecções está em 194, o que representa uma queda de 6% em relação a 14 dias atrás, indicando estabilidade. Já a média móvel de óbitos está em 2 — isso representa uma queda de 57%, na comparação com o cálculo de 14 dias atrás.

Fonte: Correio Braziliense

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SAÚDE

Estudo aponta que antiviral pode ser eficaz contra sintomas da varíola dos macacos em humanos

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Uma pesquisa publicada nesta terça-feira (24) na revista científica “The Lancet Infectious Diseases”, do grupo “The Lancet”, aponta que um antiviral pode ser promissor em reduzir a duração dos sintomas e o tempo em que pacientes com a varíola dos macacos são capazes de infectar outras pessoas.

Segundo os cientistas, do Reino Unido, os sete casos analisados na pesquisa (pessoas infectadas entre 2018 e 2021) foram os primeiros do mundo de transmissão da doença dentro de um hospital e de contágio doméstico fora do continente africano.

Os pesquisadores observaram as respostas dos pacientes a dois antivirais: brincidofovir tecovirimat: três pacientes receberam o brincidofovir e um, o tecovirimat (veja detalhes em “os casos” mais abaixo nesta reportagem).

O paciente que recebeu o tecovirimat teve uma duração de sintomas menor e expeliu vírus por menos tempo pelo trato respiratório superior (nariz, faringe, laringe e parte superior da traqueia).

Por outro lado, a pesquisa não encontrou benefícios no uso do outro remédio testado, o brincidofovir, para tratar a doença.

Os casos relatados foram os primeiros em que ambos os medicamentos foram usados, de forma “off-label”, para tratar a doença – ou seja, fora da indicação já prevista na bula; ambos foram desenvolvidos para tratar a varíola humana, erradicada em 1980, e já haviam demonstrado alguma eficácia em tratar a varíola dos macacos em animais.

Mas, por causa da amostra pequena de pacientes, os autores apontaram que mais pesquisas são necessárias para determinar o potencial do tecovirimat como tratamento da varíola dos macacos em humanos.

O medicamento já tem uso autorizado para tratar varíola humana, dos macacos e bovina na União Europeia e para a varíola humana nos Estados Unidos, mas não tem autorização no Reino Unido. No Brasil, não existem medicamentos com indicação para tratamento de varíola, segundo a Anvisa.

Todos os pacientes infectados tiveram casos leves da doença e nenhum teve as complicações mais severas associadas à infecção, como pneumonia ou sepse. Eles se se recuperaram após serem mantidos em isolamento em hospitais britânicos, para evitar que a doença se espalhasse (e não pela gravidade dos quadros).

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Dados sobre transmissão

 

Um ponto apontado pelos pesquisadores sobre a transmissão da varíola dos macacos é que, em surtos anteriores, os pacientes eram considerados contagiosos até que todas as lesões de pele formassem crostas.

Nos 7 casos do estudo, entretanto, “a disseminação viral foi observada por pelo menos três semanas após a infecção”, afirmou Catherine Houlihan, uma das coautoras do artigo.

Mas a cientista, que também integra a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido e a University College London, apontou que os dados sobre a infecciosidade da doença “permanecem limitados” e são uma área” importante para estudos futuros”.

Os casos

 

Quatro dos casos relatados foram tratados entre 2018 e 2019: três deles importados da África Ocidental e o quarto ocorreu em um profissional de saúde no Reino Unido, que se infectou no hospital.

Os primeiros três pacientes foram tratados com o brincidofovir sete dias após aparecerem as primeiras lesões na pele, mas nenhum benefício foi observado com o tratamento. Também foram observadas alterações nos exames de fígado após o uso do remédio.

Por outro lado, os pesquisadores também apontaram não saber se, caso o remédio tivesse sido dado de outra forma – de forma mais precoce ou em dosagem diferente –, teria funcionado.

Lesões causadas pela varíola dos macacos no braço e na perna de uma menina na Libéria. — Foto: Domínio público (via Wikipedia)

Os outros três casos ocorreram em uma família que chegou ao Reino Unido vinda da Nigéria em 2021, país onde a doença é endêmica. Dois dos casos representaram os primeiros de transmissão doméstica da doença fora da África.

O paciente tratado com o tecovirimat teve duração menor dos sintomas, além de ter expelido vírus por menos tempo em comparação aos outros.

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“Os casos relatados em nosso estudo, além dos surtos recentes, destacam a importância de manter uma rede colaborativa de centros de prontidão para gerenciar surtos esporádicos de patógenos de alta consequência, como a varíola dos macacos”, avaliou Nick Price, autor sênior da pesquisa.

 

Atualmente, mais de 15 países fora da África enfrentam surtos da varíola dos macacos, com mais de 100 casos confirmados. A doença não costuma aparecer fora do continente africano, onde é endêmica em 12 países.

Price apontou, ainda, que os casos de 2018 e 2021 foram “desafiadores” e exigiram uso intensivo de recursos, mesmo em um país de alta renda como o Reino Unido.

“Com as viagens internacionais retornando aos níveis pré-pandemia, autoridades de saúde pública e profissionais de saúde em todo o mundo devem permanecer vigilantes à possibilidade de novos casos de varíola dos macacos”, alertou o pesquisador.

Por outro lado, lembrou o pesquisador High Adler, da Universidade de Liverpool, autor principal da pesquisa, embora o surto atual esteja afetando mais pacientes do que nos surgimentos anteriores da doença fora da África, “historicamente a varíola dos macacos não se transmitiu de forma muito eficiente entre as pessoas e, em geral, o risco para a saúde pública é baixo”.

Sintomas e letalidade

 

Os sintomas da varíola dos macacos incluem febre, erupção cutânea e gânglios (linfonodos) inchados. Complicações incluem inflamação dos pulmões, cérebro, córnea (com risco à visão) e infecções bacterianas secundárias.

As taxas de mortalidade publicadas variam entre 1% a 10% na Bacia do Congo e menos de 3% na Nigéria. A maioria das mortes pela doença ocorre em crianças e pessoas que vivem com HIV.

Fonte: G1

 

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