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Covid-19: em um mês, taxa de transmissão sobe de 0,72 para 1,22 no DF

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Em um mês, a taxa de transmissão da Covid-19 subiu de 0,72 para 1,22, no Distrito Federal. O índice atual indica que cada 100 pessoas infectadas podem transmitir a doença para outras 122, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Quando acima de 1, o número significa crescimento das transmissões (veja mais detalhes da alta abaixo). Nesta quarta-feira (11), Brasília registrou 235 novos casos conhecidos e mais 2 mortes pelo coronavírus.

Segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), os óbitos ocorreram em março de 2021 e em janeiro deste ano. Desde o início da pandemia, 11.666 pessoas morreram pela doença em Brasília e 698.244 foram infectadas.

De acordo com a pasta, 98,1% dos pacientes estão recuperados.

Na terça-feira (10), o a taxa de transmissão era 1,16. Desde abril, a taxa se mantém em alta (veja números abaixo).

  • 11 de abril: 0,72
  • 25 de abril: 0,82
  • 26 de abril: 0,81
  • 27 de abril: 0,82
  • 28 de abril: 0,82
  • 29 de abril: 0,84
  • 2 de maio: 0,92
  • 3 de maio: 0,95
  • 4 de maio: 0,96
  • 5 de maio: 0,99
  • 6 de maio: 1,01
  • 9 de maio: 1,12
  • 10 de maio: 1,16
  • 11 de maio: 1,22
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Perfil das vítimas

Entre os mortos, desde o início da pandemia, em Brasília, 10.653 moravam na capital federal e 1.013 vieram de outras regiões para buscar atendimento, principalmente do Entorno.

Datas das mortes divulgadas nesta quarta-feira (11):

  • 24 de março de 2021: 1
  • 20 de janeiro de 2022: 1

Residência

  • Plano Piloto: 1
  • Santa Maria: 1

Faixa etária

  • 50 a 59 anos: 1
  • 80 anos ou mais: 1

Leitos de UTI Covid

Leitos de UTI Covid  — Foto: Jairo Santos/TV Anhanguera

Até as 18h25 desta quarta-feira (11), a taxa de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com Covid na rede pública estava em 41,67%. Do total de 36 leitos, 15 estavam ocupados e 21 disponíveis.

Na rede privada, até as 11h55, 53,70% das vagas estavam ocupadas. Do total de 136 leitos, 59 eram usados, 51 estavam vagos e 26 bloqueados. As taxas são as mesmas desde segunda-feira (9).

Casos por região

O Plano Piloto segue como a região com maior número de casos por Covid-19 no DF. Até esta quarta-feira, 81.499 pessoas testaram positivo e 847 morreram por causa da doença. Em segundo lugar está Ceilândia, com 68.850 contaminações e 1.762 vidas perdidas.

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Veja abaixo os números de casos por região, registrados pela Secretaria de Saúde do DF nesta quarta-feira:

Números da Covid-19 por região do DF, em 11 de maio de 2022  — Foto: SES-DF/Reprodução

Fonte: G1

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SAÚDE

Estudo aponta que antiviral pode ser eficaz contra sintomas da varíola dos macacos em humanos

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Uma pesquisa publicada nesta terça-feira (24) na revista científica “The Lancet Infectious Diseases”, do grupo “The Lancet”, aponta que um antiviral pode ser promissor em reduzir a duração dos sintomas e o tempo em que pacientes com a varíola dos macacos são capazes de infectar outras pessoas.

Segundo os cientistas, do Reino Unido, os sete casos analisados na pesquisa (pessoas infectadas entre 2018 e 2021) foram os primeiros do mundo de transmissão da doença dentro de um hospital e de contágio doméstico fora do continente africano.

Os pesquisadores observaram as respostas dos pacientes a dois antivirais: brincidofovir tecovirimat: três pacientes receberam o brincidofovir e um, o tecovirimat (veja detalhes em “os casos” mais abaixo nesta reportagem).

O paciente que recebeu o tecovirimat teve uma duração de sintomas menor e expeliu vírus por menos tempo pelo trato respiratório superior (nariz, faringe, laringe e parte superior da traqueia).

Por outro lado, a pesquisa não encontrou benefícios no uso do outro remédio testado, o brincidofovir, para tratar a doença.

Os casos relatados foram os primeiros em que ambos os medicamentos foram usados, de forma “off-label”, para tratar a doença – ou seja, fora da indicação já prevista na bula; ambos foram desenvolvidos para tratar a varíola humana, erradicada em 1980, e já haviam demonstrado alguma eficácia em tratar a varíola dos macacos em animais.

Mas, por causa da amostra pequena de pacientes, os autores apontaram que mais pesquisas são necessárias para determinar o potencial do tecovirimat como tratamento da varíola dos macacos em humanos.

O medicamento já tem uso autorizado para tratar varíola humana, dos macacos e bovina na União Europeia e para a varíola humana nos Estados Unidos, mas não tem autorização no Reino Unido. No Brasil, não existem medicamentos com indicação para tratamento de varíola, segundo a Anvisa.

Todos os pacientes infectados tiveram casos leves da doença e nenhum teve as complicações mais severas associadas à infecção, como pneumonia ou sepse. Eles se se recuperaram após serem mantidos em isolamento em hospitais britânicos, para evitar que a doença se espalhasse (e não pela gravidade dos quadros).

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Dados sobre transmissão

 

Um ponto apontado pelos pesquisadores sobre a transmissão da varíola dos macacos é que, em surtos anteriores, os pacientes eram considerados contagiosos até que todas as lesões de pele formassem crostas.

Nos 7 casos do estudo, entretanto, “a disseminação viral foi observada por pelo menos três semanas após a infecção”, afirmou Catherine Houlihan, uma das coautoras do artigo.

Mas a cientista, que também integra a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido e a University College London, apontou que os dados sobre a infecciosidade da doença “permanecem limitados” e são uma área” importante para estudos futuros”.

Os casos

 

Quatro dos casos relatados foram tratados entre 2018 e 2019: três deles importados da África Ocidental e o quarto ocorreu em um profissional de saúde no Reino Unido, que se infectou no hospital.

Os primeiros três pacientes foram tratados com o brincidofovir sete dias após aparecerem as primeiras lesões na pele, mas nenhum benefício foi observado com o tratamento. Também foram observadas alterações nos exames de fígado após o uso do remédio.

Por outro lado, os pesquisadores também apontaram não saber se, caso o remédio tivesse sido dado de outra forma – de forma mais precoce ou em dosagem diferente –, teria funcionado.

Lesões causadas pela varíola dos macacos no braço e na perna de uma menina na Libéria. — Foto: Domínio público (via Wikipedia)

Os outros três casos ocorreram em uma família que chegou ao Reino Unido vinda da Nigéria em 2021, país onde a doença é endêmica. Dois dos casos representaram os primeiros de transmissão doméstica da doença fora da África.

O paciente tratado com o tecovirimat teve duração menor dos sintomas, além de ter expelido vírus por menos tempo em comparação aos outros.

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“Os casos relatados em nosso estudo, além dos surtos recentes, destacam a importância de manter uma rede colaborativa de centros de prontidão para gerenciar surtos esporádicos de patógenos de alta consequência, como a varíola dos macacos”, avaliou Nick Price, autor sênior da pesquisa.

 

Atualmente, mais de 15 países fora da África enfrentam surtos da varíola dos macacos, com mais de 100 casos confirmados. A doença não costuma aparecer fora do continente africano, onde é endêmica em 12 países.

Price apontou, ainda, que os casos de 2018 e 2021 foram “desafiadores” e exigiram uso intensivo de recursos, mesmo em um país de alta renda como o Reino Unido.

“Com as viagens internacionais retornando aos níveis pré-pandemia, autoridades de saúde pública e profissionais de saúde em todo o mundo devem permanecer vigilantes à possibilidade de novos casos de varíola dos macacos”, alertou o pesquisador.

Por outro lado, lembrou o pesquisador High Adler, da Universidade de Liverpool, autor principal da pesquisa, embora o surto atual esteja afetando mais pacientes do que nos surgimentos anteriores da doença fora da África, “historicamente a varíola dos macacos não se transmitiu de forma muito eficiente entre as pessoas e, em geral, o risco para a saúde pública é baixo”.

Sintomas e letalidade

 

Os sintomas da varíola dos macacos incluem febre, erupção cutânea e gânglios (linfonodos) inchados. Complicações incluem inflamação dos pulmões, cérebro, córnea (com risco à visão) e infecções bacterianas secundárias.

As taxas de mortalidade publicadas variam entre 1% a 10% na Bacia do Congo e menos de 3% na Nigéria. A maioria das mortes pela doença ocorre em crianças e pessoas que vivem com HIV.

Fonte: G1

 

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