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Covid: 80% dos intubados morreram no país, diz estudo

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Pesquisa traz uma análise das primeiras 250 mil internações por covid-19 no Brasil; mortalidade foi alta mesmo entre mais jovens

A pesquisa traz uma análise retrospectiva de todos os 254.288 pacientes a partir dos 20 anos de idade que foram hospitalizados no país com diagnóstico confirmado de covid-19 por meio do exame RT-PCR entre 16 de fevereiro e 15 de agosto de 2020. Isso foi possível graças ao registro no sistema de vigilância nacional SIVEP-Gripe. A iniciativa é fruto de uma parceria entre diversas instituições, entre elas a USP (Universidade de São Paulo) e Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

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Fernando Bozza, pesquisador da Fiocruz e coordenador do estudo, afirma que a principal conclusão é a de que a covid-19 é uma doença grave e de alta mortalidade. “Quem necessita de hospitalização, especialmente em terapia intensiva, tem grande risco de morte”.

“O que chama a atenção é que, diferentemente dos outros países, no Brasil uma população jovem também foi afetada pela mortalidade da covid. Um percentual significativo de pessoas hospitalizadas e mortas tinha menos de 60 anos e até menos de 50”, analisa.

A mortalidade hospitalar geral foi de 38% em todo o Brasil, o que corresponde a 87.515 vidas perdidas. Na região Norte, metade dos hospitalizados morreram (6.727) e no Nordeste a taxa foi de 48% (21.858). A região Sul foi a menos afetada, com 31% de óbitos entre os hospitalizados (7697).

Ao adotar o recorte de idade, a desigualdade regional fica ainda mais evidente. A mortalidade hospitalar em pacientes com menos de 60 anos no Nordeste (31%) é mais que o dobro que a do Sul (15%).

O pesquisador destaca que as diferentes capacidades do sistema de saúde observadas entre as cinco regiões do país impactam na discrepância entre as taxas de mortalidade. “Dados da mortalidade de pessoas abaixo de 39 anos e ventilados no Norte são valores extremamente altos e mais que o dobro do que se vê no Sul e Sudeste”, observa.

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“Essas regiões e, em particular, a região Norte, têm menos recursos desde antes da pandemia, não só do ponto de vista de leitos, mas de recursos humanos. São as mais frágeis e a gente já sabia. Esse estudo mostra como a pandemia acentuou essas iniquidades. Não é uma surpresa o que está acontecendo em Manaus”, acrescenta.

Em relação ao futuro da pandemia no Brasil, ele ainda prevê “alguns meses” com transmissão alta do coronavírus e pressão elevada sobre o sistema de saúde, mesmo com duas vacinas aprovadas para uso emergencial.

“A quantidade de vacinas é limitada e restritas a grupos específicos. Lá para o final do semestre vamos ter um efeito mais amplo da vacinação na população. Mas, antes disso, é possível que outras cidades vejam um colapso [na saúde], como aconteceu em Manaus”, pondera. “Então, as pessoas precisam manter os cuidados para evitar o contágio, como distanciamento social, uso de máscara, lavagem das mãos”, aconselha.

Fonte: R7
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SAÚDE

Além do ânus, veja outras regiões do corpo pouco seguras para tatuar

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A cantora Anitta viralizou na web após decidir tatuar uma região inusitada, com riscos de infecção. Especialista alerta sobre cuidados

Reprodução/Instagram

Na última semana, a cantora Anitta causou frisson na web ao anunciar uma tatuagem em uma região bastante incomum: o ânus. O fato acendeu um sinal de alerta para os dermatologistas, que avisaram sobre os riscos de infecções em locais inapropriados para o desenho.

Para esclarecer sobre o assunto, o Metrópoles convocou a dermatologista Natália Souza Medeiros, do hospital Santa Lúcia e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

“São locais em que naturalmente temos uma colonização de bactérias, e a tatuagem pode atuar como facilitadora para que esse agente entre no nosso organismo e cause algum tipo de infecção”, explica.

Segundo a médica, se o procedimento foi realizado em regiões da pele em que já existe uma colonização de bactérias, apesar de todos os cuidados de limpeza, ainda existe o risco de penetração de agentes infecciosos. Com isso, é possível que se desenvolva um processo de adoecimento que, se não tratado, pode evoluir para quadros graves, incluindo infecção generalizada.

Do ponto de vista estético, a sugestão da profissional é que o paciente não escolha áreas com flacidez, para não se frustrar com relação ao resultado do desenho. “A minha recomendação é fazer em áreas que não sejam de mucosa, por motivos de saúde, e locais que não apresentam excesso de pele nem são propensas a isso no futuro”, aconselha.

Além das preocupações com a região tatuada, o processo exige cautela com o procedimento e a cicatrização da pele. É também essencial garantir que o profissional está realizando o procedimento em um local com as condições de higiene recomendadas, além de utilizar material descartável.

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E, como quem tem tatuagem sabe, as preocupações não terminam ao deixar a mesa do tatuador. Uma cicatrização bem feita é uma etapa fundamental e exige muitos cuidados, desde evitar exposição solar a não irritar a região, mesmo que a coceira fale mais alto.

Fonte: Metropoles
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