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Saúde pede ‘mobilização de guerra’ à indústria de agulhas e seringas

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Pasta pressionou fabricantes de insumos a entregar estoques e deixar em segundo plano Estados, municípios e hospitais privados

Em reunião reservada com o Ministério da Saúde, representantes da indústria alertaram sobre o risco de a requisição de estoques de agulhas e seringas desequilibrar o fornecimento destes insumos a Estados, municípios e hospitais privados. Em resposta, auxiliares do ministro Eduardo Pazuello compararam a estratégia com uma “mobilização em tempo de guerra” para “harmonizar a distribuição”. Disseram ainda que contratos devem, sim, sofrer atrasos e recomendaram ampliar a produção para evitar desabastecimento. Os diálogos estão registrados em vídeo, obtido pelo Estadão, da reunião ocorrida na última segunda.

O ministério determinou à indústria nacional a entrega de 30 milhões de seringas e agulhas após fracassar na compra de 331 milhões de unidades.

Na conversa com o ministério, o representante de uma das empresas disse que a requisição poderia aumentar custos do produto no país. “Vamos entregar os estoques, nossos clientes ficarão desguarnecidos. Os importadores vão poder, no momento de falta, escassez, tirar benefício disso. Pode gerar aumento de preço e desabastecimento”, afirmou.

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Auxiliares de Pazuello argumentaram que a ideia é permitir que o setor privado “honre” contratos, mas a orientação à indústria foi a de usar o ofício da requisição administrativa para explicar a clientes sobre atrasos em entregas. “Esses Estados e municípios, estabelecimentos de saúde privado e público, não podem cobrar nada. Vocês estão com a linha de produção mobilizada com o Ministério da Saúde”, afirmou o secretário de Atenção Especializada, Franco Duarte. “Se você está preocupado com o não cumprimento contratual e quer cumprir, você abra a tua linha de produção. Por isso falei que quero fomentar a indústria nacional. Você vai descumprir (contratos) porque você já está requisitado”, completou o secretário.

Duarte já esteve à frente de requisições administrativas em outras crises na pandemia, como no período de falta de medicamentos para UTI. Em julho, durante audiência pública na Câmara, orientou que gestores de hospitais e secretários estaduais comprassem medicamentos, mesmo com sobrepreço, e depois levassem o caso ao Ministério Público.

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Na conversa, participaram representantes da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), além de algumas empresas. Também acompanharam a conversa secretários da Saúde e da Economia. Duarte disse aos empresários que, para evitar desabastecimento, o ministério pode até liberar parte do estoque requisitado a gestores da rede pública e privada que já haviam comprado o produto.

O secretário-executivo da Saúde, Elcio Franco, fez uma fala em tom de conciliação. “Não podemos fazer discurso, entrevista alarmista, jogando indústria contra saúde pública.” Na quarta, porém, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nas redes sociais que os preços “dispararam” no mercado e que a compra de seringas estava suspensa. A apoiadores, mais tarde, declarou que seria acusado de “ser corrupto” e comprar produto “superfaturado” se aceitasse os valores do pregão.

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SAÚDE

Covid-19: sistema de agendamento para vacina no DF tem instabilidade

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Um dos problemas apontados é a falta do campo que define a região administrativa onde o paciente que busca pela vacinação mora

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal abriu, às 12h desta quarta-feira (5/5), mais 60 mil vagas para agendamento da imunização contra a Covid-19 de indivíduos com comorbidades. A página, no entanto, passa por instabilidade e diversas pessoas reclamam nas redes sociais da dificuldade de marcar a aplicação da vacina.

Um dos problemas apontados é a falta do campo que define a região administrativa onde o paciente que busca pela vacinação mora.

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Nessa terça-feira (4/5), a plataforma também apresentou falhas. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde disse que “o sistema está sendo otimizado de forma periódica, a partir da análise permanente da área técnica, razão pela qual em alguns períodos o site pode ficar fora do ar permitindo que o sistema seja aperfeiçoado”.

Nesta quarta, começou o agendamento de pessoas com 55 a 59 anos portadoras de comorbidades. Podem agendar aqueles que já se cadastraram no site vacina.saude.df.gov.br informando a doença pré-existente.

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De acordo com a secretaria, a imunização está prevista para ocorrer nas seguintes datas:

  • 7 e 8 de maio: pessoas com 59 anos com comorbidades;
  • 10 e 11 de maio: pessoas com 58 anos com comorbidades;
  • 12 e 13 de maio: pessoas com 57 anos com comorbidades;
  • 14 e 15 de maio: pessoas com 56 anos com comorbidades;
  • 16 e 17 de maio: pessoas com 55 anos com comorbidades.

Confira a lista de comorbidades:

Divulgação/SES-DF

Continua também o agendamento para preenchimento das 10 mil vagas, que foram abertas na última segunda-feira (3/5), para pessoas com síndrome de Down (18 a 59 anos), imunossuprimidos (18 a 59 anos) gestantes e puérperas com comorbidades (18 a 59 anos), pessoas com deficiência inscritas no BPC (18 a 59 anos) e em terapia renal substitutiva (18 a 59 anos). Até a noite dessa terça, foram preenchidas 8.621 vagas para esse grupo.

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Também continua aberto o agendamento para profissionais de saúde com registro nos conselhos de classe. Nesta etapa, poderão agendar trabalhadores das categorias de serviço social; agentes funerários; biomedicina; biologia; técnicos de laboratório; medicina; enfermagem; técnicos de radiologia; internos de medicina e enfermagem; e da Secretaria DF Legal. Das 10 mil vagas abertas para vacinação contra a Covid-19, até a noite de ontem, haviam sido preenchidas 3.268 vagas.

Balanço

Para agendar a vacinação, é preciso estar cadastrado no site vacina.saude.df.gov.br. Até as 18h de terça, 102.918 pessoas com comorbidades se cadastraram na página. A maior parte foi pessoas com hipertensão arterial (30.851 pessoas) e com diabetes mellitus (22.338).

Das 8.621 vagas já preenchidas para o agendamento do primeiro grupo de comorbidades, a maior parte foi para pessoas com imunossupressão (4.887) e pessoas com deficiência inscritas no BPC (1.532).

Veja quem está contemplado entre os imunossuprimidos:

  • Pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea;
  • Pessoas com HIV e CD4 <350 células/mm3;
  • Pessoas com doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida;
  • Pessoas em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias;
  • Pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses;
  • Pessoas com neoplasias hematológicas.
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Leia a nota da Secretaria de Saúde na íntegra:

“A Secretaria de Saúde informa que o cadastramento para vacinação do grupo com comorbidades foi iniciado na última sexta-feira (30) e de lá pra cá já foram realizados 115 mil cadastros.

Já o agendamento, que teve início na segunda-feira (3), registrou, apenas no dia de hoje (5), 29 mil pessoas agendadas para aplicação da vacina nos próximos dias.

As vagas disponíveis foram esgotadas e a área técnica trabalha para que até o fim do dia sejam novamente inseridas no sistema com a possibilidade de agendamento até o dia 11 de maio.

A pasta ressalta que o sistema está sendo otimizado de forma periódica, a partir da análise permanente da área técnica, razão pela qual em alguns períodos o site pode ficar fora do ar permitindo que o sistema seja aperfeiçoado.

É importante ressaltar que o horário de abertura do agendamento pode variar de acordo com o número de doses disponibilizadas e alcance do grupo prioritário, por isso, os horários podem sofrer alteração de acordo com a situação específica daquele dia.

A secretaria destaca que, para dar maior transparência aos dados do agendamento, a partir de hoje será publicado diariamente um balanço com os números de cadastros e agendamentos, disponibilizado no site a partir de 19h.”

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