COLUNA CON CAIADO: A balança em torno da escolha de Kassab
No dia 1º de julho o Partido Social Democrático, em sua sede nacional em Brasília, anunciou Gilberto Kassab como Vice-Presidente de Ronaldo Caiado na corrida presidencial.
O partido começou o 2º semestre sendo o segundo a fechar seus dois nomes para a disputa do executivo nacional. PT e PSB repetirão a dobradinha Lula e Alckmin, e agora o PSD vem com sua chapa puro-sangue.
Durante o evento, Ronaldo Caiado afirmou que escolheu um Vice não para foto, e sim para governar de mãos dadas com ele um novo projeto de Brasil.
Acontece que antes precisam vencer uma eleição polarizada, enfrentando a máquina do governo recheada de políticas populistas até outubro, e superar o candidato da conturbada família Bolsonaro que possui 5 vezes mais intenções de voto nas pesquisas.
E verdades precisam ser ditas e refletidas:
- Kassab não puxa mais votos.
- Kassab não comunica renovação.
- Por que antecipar 35 dias a decisão sobre o Vice se na política a paciência é uma virtude vital para não cometer precipitações?
Como Presidente do partido, ou como candidato a Vice, nada muda na abrangência e na intensidade do trabalho de Kassab em prol do seu candidato majoritário.
O eleitor em todas as regiões demonstra um claro desejo de renovação em pesquisas qualitativas, GK representa a velha política.
O cenário das eleições muda a cada escândalo, a cada entrevista, a cada pesquisa, e jogar fora 35 dias de análise fecha alternativas de composição, inclusive a defendida por uma ala do PSD, que seria a de Michelle Bolsonaro.
Contudo, a mesma decisão reforça:
- Ser uma candidatura séria com projeto e propósito independente, que não se apresenta como estepe de outro partido ou candidato, como articulou Lula com o DC, ou buscando vender livros, ou se vender como Vice em outra legenda, ou apenas aparecer publicamente.
- Abertura total para o diálogo em torno de um plano de governo de recuperação do Brasil que dependerá de uma forte composição com os demais partidos.
- A junção do melhor currículo dentre os Presidenciáveis, com o melhor e mais respeitado articulador político da atualidade.
Os perfis são complementares.
Caiado fiel às posições, cresceu combatendo a esquerda, criou a UDR em 1986 para enfrentar o MST, surgiu defendendo pautas de liberalismo econômico na Constituinte, e se manteve coerente em suas pautas enquanto 5 vezes Deputado Federal e Senador da República.
Kassab cresceu nas conjecturas e na inteligência de sua visão política, construindo a maior bancada de prefeitos do Brasil e uma das maiores siglas do País.
Ronaldo já foi considerado mais cavalo em suas convicções que coice de mula parida, assim como o foi com a segurança pública e com a melhoria brutal de todos os índices de Goiás em seus dois mandatos como Governador.
Gilberto foi tão engenhoso em sua vida pública que o próprio PSD nasceu em 2011 do seu convencimento liderado e arrancado da costela do Democratas, do qual ele mesmo compunha como Prefeito de São Paulo, e Ronaldo Caiado integrava como Deputado Federal. Na época, a articulação foi tão poderosa, que Lula chegou a cogitar o fim do DEM, que sobreviveu e depois veio a se tornar o União Brasil em fusão com o PSL.
Hoje, o candidato que fez carreira no PFL, DEM e União Brasil é o nome mais preparado do PSD, para o qual o mesmo engenheiro social que o fundou no passado se coloca como Vice no presente.
Um político idealista firme, que cede pouco diante dos seus ideais, com um político pragmático flexível, que visa os resultados acima dos ideais.
Cada um com entregas e experiência comprovada, coerentes com seu perfil.
Enquanto Ronaldo combate frontalmente Lula e o PT desde 1986, Kassab conversa afavelmente com Lula e possui 3 Ministérios no Governo Federal sob sua gestão.
Caiado será corajoso diante das pautas nacionais, como tem sido nos 40 anos de vida pública no Legislativo Federal e no Estado de Goiás.
Kassab será habilidoso para trazer governabilidade e apoio em torno dessas pautas.
Ambos combatem a Polarização, buscam a União em torno de um projeto de País, e se apresentam como forte alternativa para um segundo turno diante da baixíssima rejeição que possuem.
Uma chapa centrada em propostas firmes para recuperar o Brasil, mas sem extremismo, aberta a compor e dialogar.
Uma opção de voto equilibrado, porque equilíbrio talvez seja o que falta para voltarmos a ter Ordem e Progresso.
EgNews
Conrado Caiado
02/07/26