Cerca de 50 pessoas idosas participaram, na última sexta-feira (7/8), de um sarau literário promovido pelo Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cecon) de Brazlândia, marcando o encerramento da leitura de A Cabeça do Santo, da escritora cearense Socorro Acioli. A atividade marcou o fechamento da 14ª edição do Clube do Livro Arvoreando Saberes. Durante dois meses, os conviventes leram o livro juntos, debateram o texto e realizaram diversas atividades artísticas relacionadas ao tema.
O encontro dessa sexta contou com uma sessão de cinema, que apresentou vídeos do local que inspirou a história do livro e entrevistas com a autora sobre o processo de escrita da obra. Os participantes também foram convidados a revisitar a narrativa por meio de um jogo de perguntas e respostas sobre a história e a experiência da leitura. Como parte da programação, os conviventes apresentaram ainda um cordel produzido coletivamente, com um resumo da obra, além de uma exposição das esculturas de cabeças confeccionadas pelos integrantes durante as oficinas de leitura. O espaço foi ambientado com elementos relacionados à história e contou com um lanche especial, incluindo comidas que ganharam destaque ao longo da leitura, como baião de dois e cuscuz.
O romance A Cabeça do Santo, da escritora Socorro Acioli, narra a trajetória de um jovem que busca cumprir as promessas feitas à mãe e, ao longo do caminho, redescobre a fé nas pessoas e na vida. O livro também convida à reflexão sobre desigualdades sociais e de gênero, além de abordar temas como resiliência, empoderamento, solidariedade e a busca por um mundo mais justo e inclusivo.
Além de estimular o gosto pela leitura, o projeto tem como principal objetivo democratizar o acesso aos livros por meio de estratégias inclusivas e promover atividades intergeracionais, fortalecendo vínculos comunitários, o respeito, a solidariedade e a troca de experiências entre os participantes.
“É um projeto que convida a caminhar pela literatura e, a partir dela, olhar também para nós mesmos e para a sociedade. A Cabeça do Santo traz uma história de fé, recomeços e encontros, mas também nos provoca a pensar sobre desigualdades, sobre o papel das pessoas na transformação da realidade e sobre a importância de construirmos relações mais solidárias e inclusivas”, ressalta a chefe do Cecon Brazlândia, Daniele Menezes.