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POLÍTICOS DO DF

O Assassinato. Luiz Pitiman. O Vice. O Passado e a Suspeita

Por Redação 13/08/2026 às 20h57 • Atualizado em 13/08/2026 às 17h57
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Quando Luiz Carlos Pietschmann, hoje politicamente conhecido como Luiz Pitiman, foi anunciado como vice na chapa de José Roberto Arruda (PSD) ao governo do Distrito Federal, nas eleições de 2026, houve um frenesi em busca de informações sobre a biografia do vice. Pitiman saiu do Acre para Brasília, onde construiu sua carreira política.

O motivo do alvoroço é que muita gente ainda se lembra de que o nome de Pitiman esteve associado a um episódio bastante controverso da política brasileira, ocorrido em 1992. O então governador do Acre, Edmundo Pinto, foi assassinado no quarto em que estava hospedado, no Hotel Della Volpe, em São Paulo.

Desvios de dinheiro público e outros deslizes ocorridos a mais de dois mil quilômetros de distância, no Acre, teriam sido o estopim para a morte do então governador. Oficialmente, o caso foi classificado e encerrado pelas autoridades paulistas como latrocínio (roubo seguido de morte), mas a família, a população acreana e investigações paralelas sempre apontaram para a forte hipótese de crime político encomendado, já que ele foi assassinado dois dias antes de prestar um depoimento crucial à CPI do FGTS. Ele viajou a São Paulo com documentos e planilhas para detalhar, na CPI, o esquema de corrupção que envolvia figuras de seu próprio estado e executivos da empreiteira.

Um trecho do livro Quarto 704, dedicado ao incidente que resultou na morte do então governador do Acre, menciona especificamente Luiz Carlos Pietschmann (grafado popularmente como Luiz Pitiman), que era secretário-chefe da Casa Civil do Acre e estava hospedado no quarto ao lado no momento do crime, mas não percebeu nenhuma anormalidade. Recentemente, o anúncio de uma chapa pura, com governador e vice do mesmo partido — o PSD, com os nomes de Arruda e Pitiman —, reacendeu a memória dos incidentes de 1992 e gerou forte desgaste com o partido Avante-DF.

Fonte: O Antagonista