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A desculpa inacreditável de Costa Neto para o ato flopado de Flávio Bolsonaro

Por Redação 17/08/2026 às 10h53 • Atualizado em 17/08/2026 às 07h53
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O primeiro grande ato de Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência da República terminou com uma participação abaixo da esperada por aliados. A manifestação realizada no domingo (16), na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, teve pico estimado de 8,9 mil pessoas, segundo levantamento do Monitor do Debate Político, da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG More in Common.

A medição foi feita por volta das 11h30, momento de maior concentração de manifestantes. Considerando a margem de erro de 12%, o número de participantes teria ficado entre aproximadamente 7,8 mil e 9,9 mil pessoas.

O resultado ficou aquém da expectativa de integrantes da campanha, que apostavam em uma presença mais numerosa na orla de Copacabana. O bairro se tornou um dos principais cenários de manifestações do bolsonarismo no Rio e já recebeu atos de grande porte protagonizados por Jair Bolsonaro.

Valdemar atribui resultado ao clima

Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto relativizou a quantidade de participantes e afirmou que as condições meteorológicas prejudicaram a mobilização.

Segundo ele, em entrevista à coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, o céu nublado e o tempo considerado desfavorável contribuíram para a menor adesão. Valdemar também fez uma comparação entre Flávio e o pai, Jair Bolsonaro, ao afirmar que o senador reconhece que não possui a mesma capacidade de mobilização do ex-presidente.

A avaliação ocorre justamente em um local que se tornou uma referência para manifestações bolsonaristas. Copacabana foi escolhida diversas vezes por Jair Bolsonaro para reunir apoiadores durante sua trajetória política.

Desafio para a campanha

O tamanho do público no primeiro ato nacional de Flávio coloca em evidência um dos principais desafios da candidatura: transformar a popularidade e a estrutura política associadas ao sobrenome Bolsonaro em capacidade própria de mobilização.

A campanha tenta apresentar Flávio como sucessor político do pai na disputa presidencial de 2026. Para isso, atos públicos e demonstrações de força nas ruas têm papel importante na estratégia de consolidação da candidatura.

Apesar da participação inferior à esperada, a direção do PL evitou interpretar o resultado como um indicador definitivo do desempenho eleitoral de Flávio. A justificativa apresentada pelo partido foi a influência das condições climáticas sobre a presença dos apoiadores.