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Colunistas Conrado Caiado

GALÍPOLO DESMENTE A NARRATIVA CRIADA PELO PRÓPRIO GOVERNO

Por Redação 26/08/2026 às 19h58 • Atualizado em 26/08/2026 às 14h10
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O Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na abertura da Febraban Tech 2026, realizada na manhã do dia 24 de agosto, fez uma série de exposições sobre o endividamento das famílias brasileiras, detalhando as causas reais do problema — e nenhuma delas tem relação com apostas esportivas.

Analise os dados antes de seguir narrativas!

Conforme sempre repeti, culpar o mercado de apostas legalizado pelo endividamento brutal de 82% das famílias era uma grande mentira plantada e propagada para diminuir a culpa da política-econômica do Governo Petista.

Galípolo classificou o acesso maior e mais fácil à linhas de créditos inadequadas, o mal uso do cartão de crédito e dos consignados, e os juros altos, como os reais responsáveis pelo atual quadro desastroso.
Em nenhum momento as Apostas Esportivas foram mencionadas.

O gasto com Apostas hoje representa menos que o gasto com bebida alcoólica no orçamento das famílias.

Bets representam em torno 0,4% no consumo dos lares, patamar inferior ao das bebidas alcoólicas, que representam 0,5%.

Assim como ocorreu na maioria dos países com mercado regulado maduro, passado o boom da novidade e da abertura legal do setor de jogos, antes reprimida, o apostador amadurece, a regulamentação endurece, e os próprios players compreendem que sua fatia de participação se dará apenas em uma abordagem de lazer e entretenimento.

O Governo Federal foi quem começou a financiar pesquisas tendenciosas e matérias sem embasamento para apontar um grande culpado e desviar as atenções da sua política-econômica desastrosa. Lula e o PT são os maiores responsáveis pelos juros altos, pela derrubada do poder de compra, pela inflação acima da meta, e pela explosão do Custo-Brasil que vem quebrando empresas e famílias. 

Políticos em campanha estão hipocritamente surfando na onda emotiva do momento e atacando um setor regulamentado onde o Brasil foi um dos últimos do Mundo a se adequar legalmente.

Candidatos oportunistas repetem o factoide somente para angariar votos dos mais incautos levados pela narrativa emocional, sem qualquer compromisso com os dados reais, sem considerar os estudos disponíveis, e sem a mínima visão estadista sobre o racionalmente mais inteligente para a sociedade civil.

No fim as Bets viraram inimigo público número 1 para desviar o foco das reais causas do endividamento nacional generalizado. Ataques planejados de forma ardilosa e midiática cometidos com menos de 1 ano do enorme esforço para formalizar o setor, geraram mais um exemplo catastrófico de insegurança jurídica propagado internacionalmente sobre o Brasil.

A verdade tarda, mas não falha, e os fatos, enfim, começam a derreter os falsos e apelativos argumentos… Os dados são claros o suficiente e contundentes demais para o Presidente do Banco Central indicado por Lula, sequer se atrever a politiza-los ou interpreta-los a favor da Narrativa Eleitoreira do Governo.

Qualquer nação inteligente e competente atua para tirar da informalidade setores da economia que estão à margem das leis, principalmente quando esses segmentos possuem forte tendência de serem dominados e ofertados pelo crime organizado.

Apesar de alguns equívocos estruturais, da implantação ineficaz dos sistemas de gestão e das políticas de Ludopatia, e do péssimo modelo de gestão do Governo, e isso não é um azar somente dessa frente econômica, o Brasil está no caminho certo, restando apenas eleger um Governo mais eficaz para modernizar e aperfeiçoar a conduta regulatória.

Proibir aquilo que não somos capazes de formalizar, fiscalizar e gerir é um atestado de incompetência e transfere a responsabilidade para a sociedade, além de gratuitamente entregar à criminosos a oferta dessa demanda, que jamais irá cessar com a proibição, muito pelo contrário.

Um estudo com 22 países da OCDE, conduzido por Saffer e Chaloupka, prova que o banimento total migra o apostador digital para plataformas ilegais. Dados recentes advindos da Itália, Bélgica, França e Países Baixos também comprovam o mesmo.

Em mais um levantamento comparativo sobre proibir-restringir-regular publicado pela plataforma especializada iGaming Complete, assinado pela consultora Tonet Quiogue, sócia da Arden Consult, o resultado é praticamente unânime: O mercado ilegal cresce, e o mercado legal encolhe quando proibido ou fortemente reprimido.

As Bets ilegais ainda comportam uma gama de apostas maior que os Sites licenciados no Brasil.
Consequência, mais uma vez, da incompetência administrativa dos gestores da União que preferem atacar publicamente e aumentar os impostos sobre as casas de apostas regulares do que combater a ilegalidade, caçando os sites piratas e seus respectivos meios de pagamento, que lavam e sonegam aos bilhões.

Formalizar, regulamentar e fiscalizar novos mercados e ativos é o único caminho econômico e socialmente responsável para uma nação que sonha em prosperar de forma moderna e consistente.

Mesmo com o Azar de uma governança federal tecnicamente lenta e fraca, temos a Sorte de possuir um setor pujante, em franca evolução regulamentar e amadurecimento orgânico do seu ecossistema.

Deus é Brasileiro, e apesar de alguns líderes religiosos colocarem suas crenças à frente dos estudos, Ele está abençoando essa Aposta :)

Conrado Caiado
Mercadólogo e VP da ABLE - 
Associação Brasileira das Loterias Estaduais