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BRASIL REGISTRA DADOS ALARMANTES DE DEPRESSÃO E SUICÍDIO

Por Redação 18/09/2026 às 18h51 • Atualizado em 18/09/2026 às 12h54
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima 5,7% da população adulta mundial convivendo com depressão, o equivalente a 332 milhões de pessoas - enquanto 700 mil tiram a própria vida, a cada ano. O Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo e o 5° mais depressivo, reforçando a importância da prevenção, diagnóstico e conscientização social via campanhas como o Setembro Amarelo.

 

Segundo a PHD em neurociências, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, as ações focam em prevenção do suicídio e valorização da vida, promovendo atividades para reduzir o estigma e incentivar a busca por ajuda para cuidados com a saúde mental. Afinal, segundo a Vigitel 2023, aproximadamente 12% da população brasileira sofrem com a depressão, contudo, o percentual pode ser muito maior.

 

A condição é mais frequente entre mulheres, o dobro delas (16,8%) em relação a eles (7,1%). Belo Horizonte apresenta 18,2% delas contra 10,5% deles. Os motivos são variados e envolvem fatores biológicos - como as oscilações hormonais naturais em diferentes fases da vida, genética e também, sociais. 

 

Apesar de sofrerem menos com depressão, os homens respondem pelas mortes por suicídio, mesmo que as brasileiras tentem mais. As pesquisas revelam que o grupo representa cerca de 3 a 4 vezes mais óbitos por esse motivo. 

 

As estatísticas da Associação Brasileira de Psiquiatria apontam a depressão como a 4ª causa de morte mais comum, na faixa etária entre 15 e 29 anos, atrás apenas dos acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal. Geralmente, são mais de 14 mil casos anuais, sendo uma média de 38 atos diários, de acordo com o DataSUS.

 

O levantamento ainda registra que Minas Gerais não aparece entre os principais estados com altas taxas de suicídio, mesmo apresentando números  preocupantes. Os estados brasileiros liderando esse ranking são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Piauí, Mato Grosso do Sul e Roraima, porém, Minas e São Paulo têm 16 cidades no top 50. 

 

Para Ângela, é preciso ter atenção aos sintomas, como tristeza, pessimismo, falta de prazer em atividades - anteriormente interessantes, alterações de hábitos, mudanças na rotina do sono, peso, baixa imunidade, queda na libido e queixa frequente de dores sem motivos aparentes.

 

A depressão sem tratamento permite uma vontade de ceifar a própria vida, justamente pelo sofrimento emocional profundo, alterando a forma como o cérebro processa a dor e a esperança. 

 

Além das campanhas decorrentes do Setembro Amarelo, ainda  é essencial elaborar políticas para essa questão urgente e de saúde pública. As pessoas interessadas em conversar sobre seus sentimentos, por exemplo, devem procurar o “Centro de Valorização à Vida” (CVV). O principal contato é o telefone  188 com voluntários e palavras humanizadas para ajudar.