Rádio EG News Quinta, 08 de outubro de 2026 08/10/2026
EG News
Siga-nos
Polícia BRASILIA

PCC montou núcleo para monitorar operações policiais e rivais no DF

Por Redação EG News • 08/10/2026 às 18h03 (Atualizado em 08/10/2026 às 18h08) • ⏱️ 4 min de leitura
WhatsApp
Tamanho:
Imagem da matéria
A operação reúne equipes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e polícias penais, por meio da FICCO/DF, além da Polícia Civil de São Paulo - (crédito: Divulgação/PCDF)

Investigação identificou núcleo de inteligência e contrainteligência, que reunia informações sobre operações policiais, prisões, investigações e integrantes de grupos rivais

 

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Distrito Federal (FICCO/DF) deflagrou nesta quinta-feira (8/10) a operação Jubilados contra uma estrutura do Primeiro Comando da Capital (PCC) instalada no Distrito Federal. São cumpridos 21 mandados de prisão temporária e 27 de busca e apreensão no DF, em Goiás e em São Paulo.

No Distrito Federal, as medidas são executadas em São Sebastião, Itapoã, Samambaia, Sol Nascente, Ceilândia, Santa Maria, Candangolândia, Gama, Planaltina e Estrutural, além de unidades prisionais. Também há diligências em Águas Lindas de Goiás, Sorocaba e Indaiatuba, em São Paulo.

A operação é um desdobramento da operação Mosaico, realizada em dezembro de 2025. Segundo a investigação do Decor/PCDF, a análise do material reunido naquela ofensiva permitiu identificar novos integrantes e detalhar a estrutura de funcionamento do PCC no DF.

Entre as descobertas estão dois grupos usados pela facção para comunicação interna: “Faculdade Brasília” e “Juntos Somos Mais Fortes DF”.

O primeiro reunia cerca de 80 integrantes, segundo a investigação, e funcionava como uma espécie de canal de articulação da organização criminosa. Por meio dele, eram repassadas ordens, compartilhadas informações, coordenadas atividades, arrecadado dinheiro e organizada assistência a integrantes presos.

As conversas também revelaram a divisão de tarefas dentro da estrutura. Havia setores responsáveis pelo controle de armas e munições, arrecadação financeira, cadastro de integrantes, apoio a presos, disciplina, recrutamento e expansão da facção.

A investigação identificou ainda um núcleo de inteligência e contrainteligência, que reunia informações sobre operações policiais, prisões, investigações e integrantes de grupos rivais.

Outro braço da organização atuava na expansão de pontos de venda de drogas, chamados internamente de “lojas”, submetidos a regras de cadastro e arrecadação. Os investigadores também encontraram levantamentos sobre rivais, com fotografias, endereços, antecedentes criminais e locais de atuação.

Nesta etapa, os alvos são investigados principalmente por integração a organização criminosa, crime previsto na Lei nº 12.850/2013, com pena de três a oito anos de prisão e multa.

A operação reúne equipes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e polícias penais, por meio da FICCO/DF, além da Polícia Civil de São Paulo.

Tags

Fonte: Correio Brasiliense